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23 de fevereiro de 2025

Crítica: [SNES] Harvest Moon



Saudações àqueles que porventura chegarem até aqui. O blog acumula quilos de poeira, mas hoje tive ímpeto em escrever.

Antes, brevemente, algumas explicações entrelaçadas e desconexas. Muitas águas rolaram de 2013 para cá, porém, meu ímpeto jogatineiro, com grandes oscilações ao longo dos anos, nunca se extinguiu. Minha coleção pessoal também permanece intocável, embora pouco tenha expandido nos últimos quase doze anos. Não pretendo retomar a frequência de postagens, embora a criação de uma nova coluna possa remeter ao contrário. Gostaria, é claro, de fazer outras matérias deste tipo, porém possuo demasiadas desordens na vida no momento para assumir a mais este encargo. Se houver um segundo post dessa coluna, é possível que role em três, sete, doze anos, ou mesmo em tempo algum. De todo modo, enquanto o blogger e seja lá quem for seu dono permitir, manterei este sítio aberto como maneira de preservar o que foi feito em ansas de ócio passadas. Aliás, também lancei duas traduções¹² e um tutorial nesse intervalo.

Vamos ao tópico. O objetivo desta coluna é estabelecer um (breve) exame crítico a jogos eletrônicos que porventura me inspirem a tal. Não se trata de um review, mas de uma discussão - se que é podemos dizer assim - ideológica, concebendo tais jogos como obras de artes acabadas em si mesmas e passíveis, portanto, de serem postos à (modesta) apreciação crítica. Se não consentir com as posições colocadas, tome meu piparote. O jogo de hoje é Harvest Moon, de Super Nintendo, lançado em 1996 no Japão pela Pack-in-Video e no ano seguinte nos Estados Unidos pela Natsume.

                    Fonte: Gamefaqs

Prolegômenos


Harvest Moon é o precursor da famosa série de jogos de manejo de fazenda que por muitos anos levou seu nome e hoje também possui títulos lançados sob o nome de Story of Seasons, devido a uma briga judicial que a nós é totalmente irrelevante. Há uma série de anos, já o finalizei duas ou três vezes (a primeira com um belíssimo status "Péssimo", outra com um "Pode melhorar" e a última não lembro, mas acho que foi um "Bom", ou qualquer dito medíocre do tipo) e este ano, após ser inspirado na minha jogatina de Stardew Valley, resolvi revisitá-lo.

Devo dizer que não sei como consegui levá-lo adiante em tempos pregressos a ponto de finalizá-lo três vezes. O jogo envelheceu mal a olhos atentos. Falo não de gráficos ou de jogabilidade, embora ache que ambos são bem limitados considerando que estamos falando de um jogo de 1996, quando já haviam sido lançados títulos como Secret of Evermore, Chrono Trigger, toda a trilogia Donkey Kong Country, além de Vossa Senhoria Final Fantasy VI evidentemente. Refiro-me essencialmente ao conteúdo. Além da trilha sonora, que é inegavelmente horrível - nas minhas três tentativas prévias, eu o joguei ouvindo a trilha sonora de Metal Gear Solid, peculiaridade que na época me parecera interessante, então eu nem sequer conhecia as músicas do jogo e, bem, cheguei a conclusão que a edição lobonesca anterior tomou uma decisão douta e a atual se inclinou ao emparvecimento.

Antes de falar de sua essência, acho que vale me debruçar brevemente sobre a trilha sonora já mencionada. Em Harvest Moon, se você estiver jogando corretamente (visando ser "bem avaliado" ao final), provavelmente o jogará de modo totalmente repetitivo, pois o jogo te força a uma rotina regrada e extremamente limitada se pretende o "sucesso" esperado. Agora imagine se dar a esse trabalho enfadonho ouvindo, a cada estação (30 dias no tempo do jogo) uma mesma música irritante que tem um loop em menos de um minuto, que só se altera se você se dirige à cidade ou à montanha (onde tocam músicas igualmente curtas e enjoativas). O jogador fica aliviado toda vez que chove, pois nesse caso não há música alguma - uma radiante trégua para seus ouvidos.

Agora sim, o conteúdo.

Fatores de produtividade


Como já mencionei, neste jogo você é avaliado ao final quanto ao seu desempenho. Não vou explicar como esse sistema funciona, mas esse guia (em inglês) o faz melhor do que qualquer outro. Desse modo, impõe-se um conjunto de limites, sendo o tempo o mais óbvio deles (você tem 10 meses ao todo), mas quero enfatizar o de maior interesse a mim, que é o fato de que, dessa forma, os criadores delimitam o que consideram por desenvolvimento e sucesso.

Vamos observar quais são esses critérios:

Categoria Efeito na pontuação Pontuação
máx.
Dinheiro 1pt a cada 1280G 78
Vacas 3pts por vaca 36
Galinhas 3pts por galinha 36
Vigor 5pts cada Baga do Poder consumida 50
Tomates 1pt p/ cada 16 vendidos 31
Milhos 1pt p/ cada 16 vendidos 31
Batatas 1pt p/ cada 16 vendidos 31
Nabos 1pt p/ cada 16 vendidos 31
Afeição das vacas 1pt p/ cada 8 de afeição por vaca 300
Afeição de Maria 1pt p/ cada 16 de afeição 31
Afeição de Ann 1pt p/ cada 16 de afeição 31
Afeição de Nina 1pt p/ cada 16 de afeição 31
Afeição de Ellen 1pt p/ cada 16 de afeição 31
Afeição de Eve 1pt p/ cada 16 de afeição 31
Atualização de casa 16 p/ cada atualização 32
Possuir o relógio 22pt se tiver 22
Possuir amuleto da sorte 21pt se tiver 21
Casar-se 32pt se estiver casado 32
Filhos 16pts p/ cada filho 32
Fator de evolução fazenda 1pt p/ cada 2% desenvolvido 50
Felicidade 1pt p/ cada 32pts de felicidade 31
Fonte: Guia do Gamefaqs feito por the Admiral (em inglês)

Estes são os fatores de "produtividade" do jogo. O primeiro deles, não poderia ser outro, a quantidade de dinheiro que você possui ao terminar. Para obter a pontuação máxima, é preciso manter acumulado 99,840 G. Inclusive, é o segundo item de maior valor, ou seja, acumulem seus capitais para serem bem sucedidos! Em seguida, temos as quantidades de vacas e de galinhas, em que o jogo valoriza se o jogador possuir a quantidade máxima de cada um, ou seja, 12. Passamos para a sua resistência, ou vigor. Este é um requisito que aumenta progressivamente ao consumir cada uma das 10 bagas do poder disponíveis no jogo. Há um jardim na parte superior da fazenda que mostra quantas já foram devoradas pelo jogador, o que já lhe indica desde o começo a importância desse item para o seu "progresso". Estas bagas se encontram em lugares mais ou menos fixos, sendo que duas, em especial, só poderão ser obtidas em eventos especiais (uma ao ganhar uma das edições do festival do ovo; outra ao aceitar vender uma galinha ao camelô no outono, ao invés do comerciante de animais).

Segue-se com cada uma das safras que podem ser feitas no jogo (tomates, milho, batata e nabos). Este item é curioso, pois sua implementação foi (bem) mal executada. Você só conseguirá obter a pontuação máxima nestes itens caso suas safras estejam em ao menos um dos múltiplos inteiros de 496 a 511, pois a partir de 512 (e seus múltiplos) a contagem é resetada a 0! Felizmente, você pode ter o controle antecipado disso utilizando um código para ver antecipadamente a animação de fim de jogo, onde suas estatísticas são exibidas. Posteriormente, temos o fator mais importante para sua pontuação, que é a soma das pontuações de afeição de suas vacas (embora o jogo, por alguma razão, só mostre a pontuação mais alta dentre todas elas). Quanto a este item, não tenho o que reclamar a sua importância - a meu ver, é justo que as vacas estejam felizes e bem tratadas -, apenas de que sua execução, como praticamente tudo nesse jogo, é repetitiva e massante (basta, em linhas gerais, falar com cada uma delas e escová-las todos os dias ou, pelo menos, até atingirem a pontuação máxima - e nunca levá-las para fora, esquecer de alimentá-las ou acertá-las com algum outro equipamento).

            Fonte: Gamefaqs

Seguindo adiante, temos os índices de afeição de cada uma das garotas do jogo. Independente de você ter escolhido se casar ou não, o jogo espera que você obtenha um nível de afeição alto com todas (no mínimo 8 corações de 10). A execução deste item é outra atividade bastante excruciante, pois você terá de gastar, todos os dias, uma parcela razoável do tempo para presenteá-las - pois essa é uma das formas mais rápidas, depois de ficar respondendo repetidamente suas perguntas tediosas, para subir a sua afeição. De acordo com o the Admiral, este indicador também contém o mesmo bug de pontuação da safra, com a diferença que, neste caso, o máximo de afeição que se pode ter é 999 (o que lhe daria 30 pontos dos 31 possíveis).

Há também os critérios que envolvem, diretamente ou não, o casamento. Sendo um deles o próprio fato de estar casado ou não, mas há também as duas atualizações da casa (a primeira te possibilita casar e a segunda a ter filhos), ter ou não o relógio (obtido ao aumentar a casa antes do término do primeiro verão) e, finalmente, ter dois filhos. Outro dos critérios restantes é possuir o amuleto de casco de tartaruga (obtido também ao ganhar uma das edições do festival do ovo).

Por fim, faltam outros dois apenas, sendo eles o índice de evolução da fazenda e a sua felicidade. O primeiro deles é um critério totalmente estúpido, uma vez que é mensurado considerando os blocos ocupados de toda a extensão de sua fazenda. Cada canto "disponível" da sua fazenda necessita estar ocupado com alguma plantação, cerca (desde que não esteja quebrada) ou grama. Esteticamente falando, um índice de 100% tornaria sua fazenda horrorosa. São 2950 quadrados ao todo.
O último índice, a felicidade, é provavelmente o mais complexo, pois pode crescer ou diminuir em função de inúmeros eventos e escolhas, desde ver pássaros pela manhã (positivo) como vender vacas (negativo). Este índice ainda contém um certo aspecto moral, em que, por exemplo, você escolher não ajudar pessoas ou ver o diário das garotas (para saber sua afeição) diminui sua felicidade.

Quero, neste momento, fazer algumas considerações sobre estes coeficientes. Observem os fatores de sucesso são, em boa parte, bastante materiais e pressumem apenas acúmulo e mérito (como o relógio e o casco de tartaruga, além das próprias bagas do poder e "reformas" da casa). As relações humanas que importam são apenas com as garotas (mesmo se você for casado) e a própria relação com seus filhos não faz nenhuma diferença. Você pode simplesmente nunca interagir com seu filho. Ser um pai ausente, portanto, é aceitável e ser um talarico é recompensado. Ao final do jogo, inclusive, há uma cena específica para caso você tenha decidido continuar solteiro e tenha mais de 300 de afeição (mínimo 6 corações) com cada garota. Divórcio, em Harvest Moon, sequer é possível, embora, caso sua esposa esteja com um nível de afeição muito baixo, ela possa ir embora da fazenda - no entanto, basta conversar com ela que esta aceita voltar a morar com você (mesmo que você fique muitos dias sem fazê-lo!), ou seja, não só ser um pai ausente está liberado, como também ser um boy lixo ou um marido de merda.

Sigamos à ideologia.

O que Harvest Moon nos ensina?


O miolo é composto de muita norma. Regras em todas as esquinas. Praticamente não há abertura. Elucido em seguida.

Harvest Moon nos reforça um padrão de sociedade pautado no que é hegemônico. Parece fortemente inclinado à uma espécie de cartilha jesuíta. É interessante me remeter a esse ponto, pois o jogo de fato faz uma mistura de elementos folclóricos, em parte, da cultura japonesa, como se verifica na existência de um kappa ao devolver um peixe ao lago e da presença, em pessoa, da Deusa da colheita ao bater com o machado na fonte misteriosa - que definitivamente não são ícones do cristianismo.

Diversidade? Definitivamente não. Não há pessoas com deficiências (diversidades funcionais) e, evidentemente, como muito se persistiu na série, não há qualquer possibilidade de existência de relacionamentos homoafetivos (neste, sequer há outros "garotos" da sua faixa etária). Pelo contrário, você tem o reforço do machismo, como já foi dito na sessão anterior, mas não se limita só àquilo: o pai de Ellen, por exemplo, sempre está bêbado e o jogo normaliza o fato de sua filha ir "buscá-lo" todas as noites, enquanto o traste, por sua vez, respira aliviado porque "ela" (provavelmente sua esposa) saiu. Outro cenário: ao se casar, sua esposa (independente de qual delas seja) perde completamente sua personalidade, vestindo uma roupa horrorosa e perdendo seu estilo por completo, se tornando apenas um estorvo, visto que é preciso agradá-la (sendo mais difícil fazê-lo casado do que quando solteiro), enquanto esta não se envolve nas atividades do rancho, tampouco sai dele (exceto em festivais) para fazer absolutamente qualquer coisa.
Ainda dentro deste tópico do machismo, vamos analisar outras situações. Na montanha, só vemos homens (exceto Eve aos finais de semana, por conta do seu avó morar lá). Na verdade, qualquer trabalho "duro" é feito apenas por homens (o caçador, os lenhadores, o pescador e o inventor de ferramentas são todos homens, enquanto que a florista, a parteira e a cozinheira são mulheres). O prefeito, como era de se esperar, é um homem também. Ann, que gosta de inventar coisas, é representada como uma desastrada, que nunca cria máquinas funcionais - e também não cozinha bem, de acordo com o seu pai, afinal, quem cozinharia numa casa onde mora um pai e uma filha, não é mesmo?

Evidentemente que pode-se ponderar algumas coisas, mas são migalhas. Nina não tem pai e sua mãe a sustenta vendendo flores e grama; enquanto Ann, por outro lado, não tem mãe - embora, por sua vez, pareça ser a responsável por cozinhar, como já foi dito. Eve é órfã e vive com o avô, enquanto trabalha com o tio (acredito eu) no bar a noite. A mãe de Ellen e possivelmente a parteira são pessoas de fenótipo não branco, embora esse tipo de avaliação é difícil em um punhado de pixels. Basicamente, esses são os poucos cacos de variedade encontrados na lupa.

Nesta direção, o que concluo é que Harvest Moon não nos ensina nada novo, apenas reforça um padrão de vida problemático (por impossibilitar qualquer variação), dominante e unidirecional, onde só existe a heterossexualidade e nosso objetivo de vida é prosperar, casar e ter filhos, para retroalimentar esse sistema. Trair ou talaricar não é um problema, ser um pai ou marido ruim não é repulsivo, desde que traga dinheiro e mantenha o sistema.

Bem, a este ponto estou cansado de me dedicar ao lápis digital. Se me ocorrer novos insights, faço atualizações. Por ora, regresso ao ataúde.


Até mais,
Wolfwood


7 de agosto de 2011

Redenção Gamística Lobonesca



Saudações caros leitores deste humilde blog, venho aqui mais uma vez para fazer um post que já estava devendo a muito: a Redenção Gamística Lobonesca acerca dos Pecados Gamísticos revelados há mais de um ano por mim e que sempre foi um tópico muito bem lido aqui no site.

Naquela época, eu nem colecionava video games, talvez, aquele post tenha sido o que introduziu o meu site a um blog da blogosfera retro-gamer, fazendo a partir disso, conhecer mais sobre os video games e talvez, por consequência, tenha me transformado em um colecionador por causa disso.

Comparado àquela época, hoje o meu conhecimento acerca do assunto video games se encontra ainda mais amplo, principalmente para alguém de minha idade, pois a chance de alguém que nasceu no mesmo ano que eu conhecer um jogo como Sunset Riders e Rock'n Roll Racing são pouquíssimas, sendo que ambos são dois jogos que me aproximei mais atualmente, já matando, assim, a 20ª posição dos meus pecados gamísticos, confesso que era TRISTE e não sabia por não conhecer um jogo tão sensacional como Sunset Riders, ainda mais alguém como eu que adora histórias e jogos de velho-oeste.

Agora, vamos à redenção...



20º Lugar: Sunset Riders (SNES)


Situação: Viciado no jogo.
Comentários a respeito: Repito mais uma vez o que disse na introdução: era TRISTE e não sabia por não conhecer Sunset Riders. Ainda não zerei, mas eu e o edwazah do Retroplayers estamos para zerar em algum evento retro-gamer.

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19º lugar: Battletoads in Battlemaniacs (SNES)


Situação: Continuou sem interesse em jogar.
Comentários a respeito: Nunca tive vontade de jogar Battletoads (qualquer um, olha um pecado gamístico mais amplo), continuei não tendo. Mas um dia vai, aí quem sabe eu posso acabar gostando de um jogo de plataforma com um sapo?

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18º Lugar: Castlevania - Symphony of the Night (PSX)


Situação: A oportunidade ainda não chegou.
Comentários a respeito: Sempre quando falo de Castlevania, eu deixo bem claro: "Eu não gosto de Castlevania, mas não joguei o Symphony of the Night". Não posso fazer nada, PSX sempre foi uma plataforma que tive tanta coisa para jogar e acabei não jogando nada.

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17º Lugar: F-Zero (SNES)


Situação: Jogou e tem o cartucho em casa.
Comentário a respeito: Por sorte, achei uma oferta legal e comprei o jogo, em outras palavras, tive a oportunidade de jogar o jogo pela primeira vez no próprio sistema de origem, sem emuladores e nem nada do gênero. Jogo divertido.

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16º Lugar: Metroid (NES)


Situação: Jogou uma vez no emulador e não gostou.
Comentário a respeito: Não adianta, nunca irei gostar de Metroid, tirando a Samus, nada mais me atrai naquele jogo. Tentarei novamente quando der... mas acho difícil de verdade eu começar a gostar.

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15º Lugar: Super Mario Bros. 3 (NES)


Situação: Jogou, adorou, começou a fazer diário de bordo, sofreu impeachment e hoje tem o cartucho original em casa mesmo sem ter um NES.
Comentário a respeito: Creio que todos os jogos da lista, esse foi o que mais me zuaram por não ter jogado, mesmo estando em 15º lugar, realmente entendo, esse jogo é uma maravilha.

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14º Lugar: Kenseiden (SMS)


Situação: Tem o cartucho em casa, só jogou uma vez.
Comentário a respeito: Comprei o cartucho, pena que sou ruim pra caramba, talvez seja por isso que não tenha resolvido jogar o jogo mais a fundo.

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13º Lugar: Excite Bike (NES)


Situação: Jogou no 3DS de colegas.
Comentário a respeito: O jogo é bom, pena que eu só tenha conseguido pegar o jeito do jogo na última vez que o joguei... e já me esqueci como era.

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12º Lugar: Secret of Mana (SNES)


Situação: Faltou oportunidade.
Comentário a respeito: Ainda quero jogar, ouvi falar que o multiplayer dele é um dos melhores do SNES. Droga... a vontade de jogá-lo voltou novamente.

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11º Lugar: Valis (série)


Situação: Jogou razoavelmente, mas tem o cartucho do Valis III em japonês de Mega Drive.
Comentário a respeito: Parece ser um jogo um bocado interessante, ainda estou para jogar mais a fundo e conhecer mais da série.

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10º Lugar: Streets of Rage (SMD)


Situação: Jogou e gostou, mas não zerou.
Comentário a respeito: Beat 'n up é um gênero legal, pena que tenha jogado poucos jogos do gênero, Streets of Rage felizmente foi um dos que eu joguei.

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9º Lugar: Double Dragon (série)


Situação: Só teve oportunidade de jogar o pior jogo da série, pelo menos tem consciência disso e prefere não ter opinião formada com relação a série.
Comentário a respeito: Comprei o cartucho do Double Dragon V - The Shadow Falls para o SNES, mas o jogo era horrível, não é a toa que já me livrei dele. Fico triste quando lembro que ainda não joguei este beat 'n up.

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8º Lugar: Ninja Gaiden (série)


Situação: A velha desculpa de não ter tido oportunidade... e nem vontade.
Comentário a respeito: Droga, acabei jogando Shinobi pra caramba e me esqueci do Ninja Gaiden, mais uma vez fico triste perante a isso.

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7º Lugar: Final Fantasy VII (PSX)


Situação: Jogou e zerou a versão PC em português.
Comentário a respeito: Depois de 3 anos de diversas pessoas enchendo o meu saco para terminar esse jogo, terminei o mesmo na primeira semana de Julho deste ano e realmente não precisa de filme mesmo para entender o final do jogo. O jogo é interessante... mas está longe de Vossa Senhoria. Ah sim, One Winged Angel está longe de ser melhor que Dancing Mad, muito, muito longe.

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6º Lugar: The Legend of Zelda (NES)


Situação: Jogou o mesmo tanto que o Metroid.
Comentário a respeito: Interessante, nunca tive paciência para terminar RPGs que não se tem uma ordem como o primeiro The Legend of Zelda e Anguna. Na oportunidade, já sabem. Pecado grande mesmo foi o fato de não ter zerado nenhum The Legend of Zelda na vida... e não sentir falta.

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5º Lugar: Zillion (SMS)


Situação: Jogou bem pouco no emulador de Master System para o DS, uma vez.
Comentário a respeito: Joguei tão pouco e foi no ano passado, tanto que nem lembro direito... só me lembro que era um jogo de ação futurista, parecia legal. Depois jogarei mais numa oportunidade.

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4º Lugar: Ys (série)


Situação: Jogou somente o Ys III para SNES em japonês.
Comentário a respeito: Preciso jogar mais da série para conhecê-la melhor, o Ys III para SNES não é lá aquelas coisas, principalmente em japonês...

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3º Lugar: Dragon Quest (série)


Situação: Não jogou e continua sem vontade de jogar.
Comentário a respeito: Dragon Quest me lembra japonês e Dragon Ball, duas pragas. Talvez jogue quando der vontade, não é possível que os japoneses coloquem tanto hype num jogo a toa.

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2º Lugar: Phantasy Star (série)


Situação: Jogou a versão de Master System o mesmo tanto do The Legend of Zelda.
Comentário a respeito: Parece interessante, adorei aquele negócio dos túneis, até andei procurando algumas versões para comprar, infelizmente, não consegui achar nenhuma a preço acessível.

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1º Lugar: Breath of Fire (série)


Situação: Não jogou e quer MUITO comprar a versão de SNES.
Comentário a respeito: Este é um RPG que pouco conheço e um dos quero realmente conhecer, espero poder ter o meu próprio cartucho até o ano que vem.




Este post foi só para quebrar um pouco a Cruzada 32X, mas depois tem mais! Espero poder jogar os jogos que faltam o quanto antes.

Até mais,
Wolfwood


1 de julho de 2011

Será que este ser Lobonesco não é um dos homens mais felizes deste Brasil?



Final Fantasy III (Final Fantasy VI americano)

Saudações caros leitores deste humilde blog, já faz um tempo que não apareço diante de vós - e claro, as desculpas por isso ocorrer são sempre as mesmas, e não as quero repetí-las aqui novamente, por já são conhecidas de vós - a fim de apresentar mais algumas informações acerca do mundo, seja dos jogos eletrônicos (ou de tabuleiro também, por que não?), da emulação, do ROMHacko, da nerdagem (alguém lembra daquele meu post de simplificação de HTML?), deste em que vivemos - capitalista -, da blogosfera, pessoal lobonesco e de sabe-se lá o que mais.

Creio que 80% daqueles que tiveram a bondade de vir até este blog, não estão mais lendo este post, porque essa introdução além de ser rídicula é tediosa bagarai, mas isso já é costumeiro deste ser Lobonesco neologizeiro.

Ah sim, ao post...



Àqueles que me acompanham no twitter, me conhecem pessoalmente ou já vieram na minha casa - este último foram muito poucos, em geral, a manolada da N Party - sabem que sou um colecionador de video games.

Quadro do Sonic
"Um dos itens da coleção de Lobim"

Já recebi um número razoável de comentários onde dizem que provavelmente sou um dos colecionadores de video games mais jovens que existem, pelo menos que tenta levar mais a sério, onde a sua coleção não se limita a pedir para a mãe ou para alguém comprar, em outras palavras, vou atrás de boas e grandes ofertas e economizo fortemente o dinheiro que me é dado semanalmente para todas as atividades (refeição, passagem e outros gastos praticamente obrigatórios) a fim de comprar os artigos da minha coleção, mas antes que pensem, este ser lobonesco não trabalha por que ele é, de fato, impossibilitado de trabalhar, devido à carga horária escolar, o máximo de trabalho que dá para arranjar, é um bico aqui e lá, mas ainda assim, dá para comprar um ou outro artigo quando surge uma boa oportunidade.

Mas enfim, não preciso me justificar a forma como adquiro meus produtos, nem mesmo de onde consigo tal renda, só quero que fique claro que apesar de tudo, eu levo essa coleção a sério, pois quem corre atrás de tudo e cuida da coleção em si sou eu, ainda que as vezes seja muito cara-de-pau para adquirir certos produtos, confesso.

Final Fantasy VI

Dentro da minha coleção, eu tenho pequenas sub-metas, alguns artigos que gostaria de adquirir, isso é necessário fazer para não sair comprando tudo como um louco, até porque, é impossível ter todos os jogos e sistemas do mundo, sem exceção.

Uma dessas sub-metas é obter todas as versões de Final Fantasy VI lançadas - meu foco são os sistemas, não os idiomas - , sendo que o mesmo foi lançado para três sistemas: Super Nintendo Entertainment System, Playstation (PSX) e Game Boy Advance; destas, já consegui aproximadamente "1,5" versões (neste caso, coloquei no plural porque já passou de uma versão MESMO, só para os amantes da gramática não cairem matando, vocês vão entender a seguir o por quê), sendo elas:
• Greatest Hits: Final Fantasy Anthology completo (Final Fantasy V + Final Fantasy VI) para Playstation; -- A versão japonesa vem em CDs separados.
• Final Fantasy VI somente o cartucho (japonês) - inclusive, tenho 2 fitas - para Super Nintendo Entertainment System;
• Final Fantasy III com caixa e sem manual (americano) para Super Nintendo Entertainment System.

Final Fantasy VI Lobonesco

Ainda pretendo adquirir o manual da versão americana, bem como a caixa e o manual da versão japonesa, ambas de Super Nintendo (sendo elas o "0,5" restante), sendo que ainda falta adquirir a versão de Game Boy Advance completa.

Recentemente (há uma semana, para ser exato) adquiri a versão americana do Super Nintendo, os meus colegas (Ross e Jomon) que estavam comigo viram a minha felicidade. Estava com tanta vontade de ter o jogo que havia comprado a caixa com suporte e as propagandas no ano passado.

Agora a questão desde post é: Será que eu não sou uma das pessoas mais felizes deste Brasil? Não é a toa, tendo Vossa Senhoria comigo em 3 formas diferentes, tem como não ser? Sinto-me abençoado e privilegiado pelo poder divino. Ah sim, àqueles que preferem a Trigeza Cronada, eu tenho a versão de SNES completa aqui, japonesa.

Trigeza Cronada completa japonesa

Afinal, o objetivo deste post não era falar e me vangloriar da minha coleção, não tenho intenções de fazer isso, pois o pensamento de que estou querendo mostrar uma certa superioridade com relação aos outros não sai de minha cabeça, também não é do meu feitio ficar mostrando fotos disso, talvez porque eu sei o sentimento de "eu quero!" que vem nas pessoas, o que pode gerar uma certa inveja, algo que abomino e que de fato, não faz bem, sei como é e quero que isso seja evitado.

O objetivo desse post era apenas mostrar a minha felicidade ao obter o item mais desejado da minha coleção: a fita americana de Final Fantasy VI de SNES e mostrar ainda mais o amor que tenho por esse jogo, que passa do plano psicológico para o plano físico.

Final Fantasy VI americano e japonês

Enfim, farei o possível para mudar o tema no próximo post, esse já é o segundo post seguido que gira ao redor de Final Fantasy VI, sei o quanto Vossa Senhoria é importante, mas não posso esquecer que se eu não escrever coisas que os leitores querem ler, não vai adiantar em muita coisa passar uma tarde escrevendo certo post.

Até mais,
Wolfwood


4 de junho de 2011

Trigeza Cronada desafia Vossa Senhoria, Criador e Nosso Deus




Saudações caros leitores deste humilde blog, através desta postagem com nome estranho venho fazer um post que a muito queria fazer, trata-se da comparação dos jogos Final Fantasy VI (Vossa Senhoria, aquele que cativa vossos corações) e Chrono Trigger (aquele que todos babam quando jogam, obviamente, sem conhecer Vossa Senhoria, ou àqueles que conhecem, não compreenderam o real sentido ideológico do jogo).

Fiz uma pequena citação, e falei pouco a respeito disso no post em que falo sobre meu amor incondicional por nosso Deus Final Fantasy VI, hoje venho falar de forma mais aprofundada sobre este tópico um tanto quanto interessada.

Claro que se você for mais um daqueles babões por Trigeza Cronada, ao terminar de ler este post tudo o que vai querer na sua vida é encontrar um Death Note, descobrir meu nome completo e saber as formas de meu rosto, ou simplesmente saber o meu paradeiro e vir até aqui me assassinar a sangue frio.


Deixo claro que odeio fazer comparações, mas quando se fala de Final Fantasy VI, ocorre um frenesi onde o poder supremo toma conta e transformo-me em um advogado do divino. Essa batalha já tem sido tão duradoura e sanguinária quanto a luta do Super Nintendo Entertainment System e Sega Mega Drive, que atravessou gerações, onde a minha presença é totalmente necessária.

Aviso antes de mais nada, que é recomendável que você só leia este artigo se tiver terminado de jogar AMBOS os jogos, ter terminado só o Chrono Trigger ou só o Final Fantasy VI, ou nenhum dos dois (principalmente), não rola, queremos pessoas com bons argumentos por aqui.

Enfim...



Quando digo que quem prefere Chrono Trigger a Final Fantasy VI (claro que me refiro àqueles que jogaram e TERMINARAM ambos os jogos, muita gente joga facas e aponta para Vossa Senhoria sem ao menos tê-la desbravada totalmente) é porque não entende a complexidade existente em Final Fantasy VI, não falo brincando. Abaixo seguem boa parte de meus argumentos do por que que falo isso tão veementemente. Claro que nem sempre as pessoas preferem coisas mais complexas, existem pessoas que preferem jogar video game para esfriar a cabeça e garanto que Final Fantasy VI deixam as pessoas mais pensativas, o que pode não ser um fato agradável para quem realmente não quer ficar de cabeça quente.

A real necessidade de continuações

Mesmo após o término do jogo, ainda existem muitas perguntas que não foram respondidas, muitos "quês" no ar, sendo que boa parte dessas perguntas só podem ser respondidas em documentos oficiais escritos somente em japonês pela Squaresoft, como a infância de Kefka Palazzo, a relação entre Kefka e Celes Chere e a mentalidade de Kefka. O que também possibilita perfeitamente a criação de uma continuação que a Squaresoft decidiu não fazer (ora agradeço, ora condeno a empresa por tal).


Já em Chrono Trigger, embora tenha duas continuações oficiais (Radical Dreamers e Chrono Cross), não há motivo da existência das mesmas, quem jogou Chrono Trigger sabe que a história começa, desenrola e termina ali, e acabou, nem as histórias das próprias personagens (com exceção de Magus) foram bem exploradas (algo que em Final Fantasy VI ocorre de forma impecável).

Complexidade inicial

A complexidade de Final Fantasy VI pode ser para muitos a coisa mais cansativa do jogo, já que o jogo já começa lhe tacando muita história e as pessoas se sentem perdido em meio a tanta informação (começa falando de Guerra dos Magi, Império, Espers, ambição dos seres humanos, Destruição do mundo, Returners, etc), sem contar que já começa com um clima meio sombrio (alguém aí falou da abertura?), numa cidade onde não há ninguém e só aparecem soldados querendo lhe enfrentar. A história começa ter algum sentido quando se chega no Castelo de Fígaro, onde o clima fica, mesmo que por pouco tempo, um pouco mais agradável.


Com relação a isso, Chrono Trigger é bem mais legal com o jogador, o jogo começa em festa, com uma história bem tranquila (o mais complexo de Chrono Trigger é entender os motivos de Lavos na destruição do mundo e de como acontecem as viagens no tempo, e só) e com tudo bem amigável, o jogador se sente mais confortável neste meio. Não que isso seja um ponto positivo, mas sim que faz com que o jogador não crie tantas perguntas quanto em Final Fantasy VI, agora se é bom ou ruim, depende de cada um, o fato de ter mais perguntas pode fazer com que o jogador sinta mais vontade de jogar a fim de procurar respostas ou de fazer ele desistir porque achou o jogo muito confuso.

Protagonista(s)

Em Chrono Trigger, o protagonista é mudo, e mora em uma casa alá Pokémon (Seu quarto e Cozinha. Conclusão: Sua mãe dorme na cozinha). Particularmente, odeio protagonistas mudos, talvez esse seja um dos principais motivos que não me inspiraram a zerar algum jogo da série The Legend of Zelda. História? Que nada, ele não tem, mais uma semelhança com Pokémon: a única história a respeito do personagem é que ele mora com sua mãe numa cidadezinha.


Agora em Final Fantasy VI, para começar, não há protagonista, há quem diga que seja a Terra (ou Tina no Japão), mas se ela fosse tão importante assim, você precisaria terminá-la com ela no seu time, certo? Mas isso nem sequer é preciso, ela não está dentre os três personagens obrigatórios para a batalha final (Celes, Edgar e Setzer). Ao todo, são DOZE Protagonistas (Os catorze personagens fixos na sua equipe, com exceção de Umaro e Gogo, que são mudos), todos eles com carisma - se ser mudo é ser carismático isso convém de cada um - e personalidades próprias. Histórias? Sim, CADA UM deles tem as suas, algumas mais aprofundadas e outras não são muito exploradas, até porque, ter doze histórias paralelas aprofundadas mais a história do jogo iria ser coisa demais.

Sistema de Batalha

Em Final Fantasy VI é mais desgastante, já que ele utiliza o mesmo método utilizado por vários RPGs, que é aquele em que monstros podem aparecer aleatoriamente em calabouços e espaços determinados (até porque, entrar em uma batalha com um monstro dentro de uma casa em uma vila tranquila seria no mínimo bizarro), porém, pela riqueza de formas de ataque (Golpe Físico, Magia, Habilidades especiais de cada personagens, utilização de itens, invocação de Espers, etc), é possível criar inúmeras estratégias, ainda mais quando se está próximo ao fim do jogo. Trata-se daquele sistema onde você DEVE saber que o menor espaço entre dois pontos é uma linha reta, a menos que você queira deixar seus personagens fortes.


Em Chrono Trigger, é utilizado um sistema de luta mais inovador e mais dinâmico, onde os personagens interagem com o cenário, e dependendo da posição dos inimigos, um mesmo ataque pode afetar mais de um inimigo (o que pode tornar a luta um tanto quanto mais fácil), além de haver golpes em que os personagens podem unir suas forças num único ataque (ataques duplos e triplos). Porém, a riqueza de estratégias que podem ser feitas, embora ainda seja grande, é menor que em Final Fantasy VI.

A opinião sobre qual sistema de batalha é melhor é bem relativo, particularmente, prefiro o do Chrono Trigger (talvez seja a única coisa que prefira com relação a Vossa Senhoria...), mas gosto do sistema de Final Fantasy VI, principalmente por haver um grande número de estratégias que podemos fazer. O fato de poder utilizar 4 personagens ao invés de 3 também torna a luta mais estratégica, mas nem por isso mais fácil.

Mapa

Chrono Trigger explora uma coisa interessante que é o movimento da terra durante os anos, semelhante com o ocorrido no planeta Terra, mas ainda há coisas sem explicação (alguém aí falou daquela destruição que aconteceu na Antiguidade e que não afetou o Passado e o Presente?). Chrono Trigger também não explica de forma convincente a existência do Fim dos Tempos.


Final Fantasy VI tem uma grande diversidade de cidades e vilarejos, sem contar os estábulos de Chocobos escondidos pelo mapa principal. Em World of Ruin, trabalhou com coisas muito interessantes, principalmente a respeito da Trilha da Serpente e da separação de alguns continentes com relação aos ataques de Kefka.

O mapa de Chrono Trigger é bem menor que o de Final Fantasy VI, só pode ser considerado maior se formos juntar TODOS os mapas do jogo, mas aí juntarmos também com o mapa de World of Ruin, nem eu sei dizer qual é maior... de qualquer forma, as viagens na Blackjack e na Falcon são muito mais divertidos que as viagens na Epoch.

Magia

Final Fantasy VI explora de forma FANTÁSTICA a Magia, na verdade, o jogo praticamente gira ao redor disso, porém, os humanos não precisam NECESSARIAMENTE dela para sobreviver, apenas a querem para poder sobreviver do frio, do calor e do ataque de monstros e bestas do planeta, ou, claro, para poder ter domínio sobre o planeta e seus habitantes. Ele tem uma história incrível sobre a magia - boa parte nem ao menos é contada no jogo, se não ficaria muito extenso -, essa história pode ser lida na quarta edição da Game Sênior.


Em Chrono Trigger, bem... Que merda é aquela de ficar dando três voltinhas no rato? Aquilo é o cúmulo do ridículo, não tem o menor nexo, com certeza, é o que mais me decepciona em Chrono Trigger: a forma como ele NÃO explorou bem a magia. Enfim, gosto é que nem bunda, cada um tem a sua.

Relação entre os personagens

Em Chrono Trigger, há um grupo de no máximo 7 pessoas, onde nem todas elas se relacionam no jogo diretamente (alguém aí falou de Robo?). As maiores relações entre personagens que temos é a "clássica" relação da protagonista com uma menina que no final termina em casamento. Também há a bonita relação de Robo com Lucca, a relação nem tão amistosa de Frog e Magus, a relação de irmãos entre Schala e Magus, entre outras, mas basicamente se resume a isso: relação de grupos isolados, formados por no máximo três pessoas, com raras exceções, como a morte de Crono, a tentativa de salvar a mãe de Lucca, entre algumas poucas outras. Confesso que talvez tenha sido um pouco mais preconceituoso neste quesito.


Em Final Fantasy VI, percebe-se claramente a existência de motivos REAIS para derrotar Kefka (ao contrário de Chrono Trigger, que tem aquela famigerada história de "queremos salvar o mundo..."), pois houve pessoas que foram afetadas DIRETAMENTE pelo vilão (Cyan, Edgar, Terra, Celes e Locke), sem contar aqueles que foram afetados indiretamente ou estavam sendo ameaçadas, mesmo que indiretamente (Sabin, Strago, Relm e Shadow). Sem contar que em vários momentos no Airship (seja na Blackjack ou na Falcon), há uma enorme interação entre os mesmos, mas não em grupos fechados. Destaque para a relação, ainda que isolada, de Locke e Celes, que apesar de tudo, no final, NÃO terminou em casamento.

Conhecimentos e Reflexões

Em Chrono Trigger, é demonstrado conhecimentos e atitudes que nos levam a reflexões como dinâmica da terra (já dito anteriormente), conhecimento temporal (ainda que... deixa pra lá), justiça (tribunal do Castelo de Guardia, onde Chrono é condenado), união (ainda que menor do que Final Fantasy VI), honra e lealdade (Frog que o diga), que dinheiro não é tudo (Marle querendo sua liberdade), ambição dos seres humanos (ainda que MUITO menor que Final Fantasy VI), entre outros que não me lembro por hora.


Em Final Fantasy VI, é demonstrado conhecimentos e atitudes que nos levam a reflexões como corrompimento da mente humana (Kefka principalmente... Terra, Celes e Shadow também sofreram por isso), a existência e o poder de Deus (Kefka novamente), a união (também presente em Chrono Trigger, mas muito mais presente em Final Fantasy VI, em vários momentos), senso de justiça (ainda que diferente de Chrono Trigger, pode ser visto através de General Leo), sobrevivência dos seres humanos através de suas próprias forças (vistas através das máquinas a vapor e minas de carvão exploradas em Narshe), honra e lealdade (visto através de Cyan), valorização da família (também presente em Chrono Trigger, mas visto de forma diferenciada e mais "bruta" em Final Fantasy VI através de Cyan e de Celes), mentira utilizada como estratégia (utilizada por Gestahl quando o portão dos Espers é aberto), suicídio (visto através de Celes em World of Ruin), preservação da história (no Castelo Perdido), entre outros que não me lembro por hora.

Ambos mostram conhecimentos e nos trazem reflexões muito boas, mas convenhamos, a forma como os fatos são tratados em Final Fantasy VI são muito mais fortes, vai dizer que ninguém ficou chocado com a tentativa de suicídio de Celes e com a destruição do mundo feita por Kefka?

Batalha Final

Em Chrono Trigger, a batalha final (depois de já ter destruído as duas carcaças de Lavos...) ocorre em um vórtice temporal maluco, que embora seja bastante emocionante, não é bem explicado, além do "verdadeiro" Lavos estar escondido em uma forma pequena no lado direito - garanto que muitos demoraram para sacar isso. Na batalha final, a sensação do jogador é mais ou menos a seguinte: "Finalmente vamos salvar o planeta!".


Em Final Fantasy VI, a batalha final ocorre num cenário divino, onde mostra Kefka com todo o seu poder, onde o mesmo é colocado na posição de um Deus (Final Fantasy VI trabalha também com temas religiosos), não que seja algo como Saint Seiya, mas sim como algo que "Finalmente o desgraçado está na nossa frente, é a nossa única chance de nos vingar", em Chrono Trigger, não há motivos DIRETOS para eles terem esse pensamento. Na batalha final, a sensação do jogador é mais ou menos a seguinte: "Finalmente chegou a hora de acabar com esse filho da put* desgramado do Kekfa!!!".



Conclusão

Quero ressaltar que gosto bastante de Chrono Trigger apesar de tudo, mas me senti na obrigação de fazer este post a fim de comparar pontos de ambos os jogos. Meu objetivo não é dizer que Final Fantasy VI é melhor que Chrono Trigger, isso não é sadio e não é do meu feitio fazer este tipo de coisa, mesmo com todos já sabendo a minha opinião a respeito. Cada um tem o gosto que quiser, mas se alguém desprezar Vossa Senhoria, eu chego na voadora e caio matando.


Lembrando que a ideia deste texto é fazer com que o leitor reflita sobre o que foi dito, não posso obrigar ninguém a tomar posse da ideia, tentei explicar da forma mais simplificada o possível o quão a complexidade de Final Fantasy é fantástica! Só não falei da trilha sonora porque aí iria vir gente com mais de 8000 pedras na mão, pois já é de conhecimento público que acho a trilha sonora de Final Fantasy VI umas 10 vezes melhor que a de Chrono Trigger, mesmo a deste sendo muito boa.

Enfim, é isso, só espero que ninguém fique de mal de mim por causa deste texto... só não peço para não deixarem de me seguir no Twitter porque sei que isso será inevitável, mas desde o começo sabia que quando apertasse o "Publicar Postagem", teria -5 followers no Twitter em 2 dias.

Até mais,
Wolfwood


29 de abril de 2011

O primeiro console a gente nunca esquece: Infância Lobonesca




Saudações caros leitores deste humilde blog, enquanto o Photobucket prova que é bom na rasteira, tenho usado um outro servidor para upar minhas fotos, cujo o ícone do mesmo é um sapo e não é aquele maldito Imageshack - convenhamos, aquele site é muito imprático e ruim se comparado à praticidade do Photobucket, sem contar aquele BOOM que ele deu há algumas semanas -, um tal de sapo.pt, que por sua vez é um pouco estranho, mas lembra a praticidade do Photobucket, será meu servidor provisório por enquanto.

Mas por que diachos esse post começa com essa foto alá "Uatá dê füque?" Claramente trata-se de algo que só os inteligentes conseguirão compreender, pois basta ler o título e a assinatura do post, chegar a uma conclusão e gritar "Eureka!" para compreender o significado da mesma.


Agora, sobre o post, há alguns dias, recebi, para minha surpresa, um e-mail do Mr. André Breder, atuante no Gagá Games e na Revista Game Sênior, onde recebo um convite com meu nome escrito em letras de ouro, obsequiando-me a participar de um meme da blogosfera Retro-gamer (algo que participava sem ser chamado, a fim de provar o quão intrometido sou), cujo tema é: "O primeiro console a gente nunca esquece", e claro que não podia comer bola dessa vez, houve a necessidade de ser pontual, pelo menos não precisa de terno e gravata para fazer o post, senão teria que começar a contar os centavos.

Aos demais participantes do meme, favor deixar um comentário àqueles que não estiverem com o nome citado no final do post, para que possa adicionar seu blog na lista de participantes.

Agora sim, ao post...




"Isso foi só um sonho, não se preocupem.
Foi também uma péssima edição, eu sei.
"

Apesar da imagem, não, este ser que vos fala, conhecido pela alcunha de Lobim, não começou sua vida gamística com um Nintendo 64, muita mordomia para um ser só. Devido a questões financeiras, tive a sorte (considero como sorte principalmente porque se não fosse por isso, certamente não estaria escrevendo para vocês agora) de iniciar a minha vida gamística com um Super Nintendo, pelo que me lembro (ninguém lembra de detalhes da infância), foi o primeiro video game que joguei, se não foi, pelo menos foi ele que passei toda a minha infância jogando, lembro do nome de 90% dos cartuchos.

Através de fotos, vi que passei meus 2~3 anos vendo meu irmão jogar um video game com uma arma no quarto de nossos pais, provavelmente era um Dynavision - sério, antes de ver aquela foto, jurava que nunca um Dynavision havia passado pela porta da minha casa -, não tenho certeza porque só lembro de ter visto de meu irmão jogando, mas não dos jogos em si.

Nós havíamos um primo com uma condição financeira melhor que a nossa, ele e meu irmão viviam juntos, pois não tinham uma diferença de idade muito grotesca, não preciso dizer que eu, com seis anos de idade mais novo que meu irmão, que por sua vez era mais novo que meu primo, ficava excluído sempre das jogatinas. Esse nosso primo comprou então um Playstation 1 (o video game da época) e deu o Super Nintendo dele para a gente, foi aí que conheci esse video game que mudou a minha vida.

Os cartuchos posso descrever perfeitamente os nomes:
• Choplifter III (tenho um carinho especial por esse jogo);
• The Jungle Book;
• Jurassic Park II - The Chaos Continues;
• Uma fita pirata japonesa com três jogos juntos (Super Mario World, Super Bomberman e FIFA International Soccer - nenhum dos três salvava);
• Minha fita bugadíssima do Spider-Man and the X-Men in Arcade's Revenge (lembro até hoje dos esquemas que meu irmão fazia para ela funcionar, marcou bastante);
• Mickey Mania;
• Donkey Kong Country 3;
• Futebol Brasileiro '96 (e seus incríveis bugs e narração peruana clássica);
• International Superstar Soccer;
• Marvel Super Heroes - War of the Gems;
• Metal Warriors;
• Super Mario Kart;
• Kyle Petty's No Fear Racing (era como se fosse meu Top Gear, já que não tinha e nem conhecia o jogo na época);
• Street Fighter II - The World Warrior, e mais alguns 2 jogos que talvez nem existam, mas se existirem, eu não me lembrei deles.

Lembro como se fosse ontem das vezes que jogava, das partidas que perdia para meu irmão (claro, tinha uns 6~7 anos na época) e de todas as coisas relacionadas a ele, das poucas vezes que aluguei fitas (e que certamente, me marcaram muito, lembro de pouquíssimos títulos alugados), das vezes em que meu pai gostava de ver eu e/ou meu irmão jogando Choplifter III, são coisas que não dá para esquecer, por mais que o tempo passe.

Infelizmente, aos meus 9 anos, quando a única coisa de video games que sabia era Super Nintendo, Playstation 1 e Game Boy Advance (que claro, nunca tive, mas tive colegas que tiveram, e que NUNCA me deixaram jogar), meu irmão resolveu pedir um Playstation 2 para a gente de natal - vindo com aquela conversa de que era um video game muito melhor que aquele do nosso primo, que por sinal, adorava -, quando ele chegou, decidimos destravar (Pirataria louca, véi), mas não havia dinheiro para tal, a solução seria vender o Super Nintendo, lembro que como o video game era nosso, foi decidido que iriam me consultar - a fim de fazer algo mais "justo", mesmo sendo facílimo induzir uma criança de 8~9 anos -, por incrível que pareça, mesmo sendo induzido, fiquei pensativo, foi ali, naquele momento, que pude perceber, hoje, que a minha paixão por jogos antigos começou a ser demonstrada naquele dia. Não preciso nem dizer que aceitei a proposta, proposta hoje que me arrependo de ter aceito, não é a toa que o meu ódio por Playstation 2, o pior video game de sua geração, é notável.


"Não é mais que um até logo, não é mais que um breve Adeus."

Pior de tudo, foi saber que conheci o jogo que mudou a minha vida no Playstation 2, obviamente falo de nosso Deus, vosso Imperador, falo de Vossa Excelência Final Fantasy VI, que conheci através do SNEStation (pelo menos essa bagaça funcionava nele, e por sorte, o vosso Imperador também), onde resolvi jogá-lo ao acaso no CD que eu mesmo havia feito e gravado. Creio que foi a melhor função do Playstation 2, fora isso, só conheci jogos como Metal Gear Solid e vi meu irmão jogar Splinter Cell (odeio jogar, adoro assistir) de mais interessante.

Apesar de tudo, ainda hoje, o Super Nintendo ainda é o meu sistema preferido, mesmo conhecendo outros grandes sistemas como o Mega Drive (que adoro também) e o Nintendo DS. Pelo fato de ser colecionador, atualmente tenho um Super Nintendo, com um acervo de jogos bem interessantes, sempre que o jogo no console, sinto algo diferente de quando jogo outros sistemas, é o gosto da infância, nem jogando nos emuladores isso acontece.

Louvemos o Super Nintendo Entertainment System!
Embora admita que o controle de Mega Drive é bem melhor!



Lista de blogs participantes do meme:

A.L.A.S. do Relíquias do MAME;
Adinan Alves do QG Master;
André Breder do Gagá Games;
Becker (quase meu chará da vida real, coer) do Tecnicamente...;
Cosmonal do Cosmic Effect;
Cyber Woo do Arquivos do Woo;
Edwazah do Retroplayers;
Gabriel do GLStoque;
Gustavo Assumpção, Alberto Canen, Bruno Grisci, Daniel Moisés e Felipe de Castro do Nintendo Blast;
Heider Carlos e Mariana do 1/2 Orc;
Henrique Caveira do Cemetery Games;
Johnny Campos do CoolNerdBR;
Leo S. do QG Master;
Leonardo Costa do DosersGames;
Leonardo Soler do Game Genius;
Nesbitt do RetroNewsForever;
Orakio Rob do Gagá Games;
Oráculo do Dimensão X;
Patty K do Blue Rose Garden;
Ritalinando do Videogame.etc;
Robson do Blog do Robson;
Romulo Kusanagi do Game Genius;
Sabat do Retroplayers;
SergioSJS do 1/2 Orc (fez separadamente);
Solo Player do Jogando com os Amigos;
Tandrilion do RetroNewsForever;
Tchulanguero do Vão Jogar;
TH do Retroplayers;
Trooper do Retroplayers;
Willi JRCW do Point Games Brasil.

Se você, leitor, está interessado em participar desse incrível meme produzido pela união mortífera da blogosfera Retro-gamer brazilian mesmo crendo que não faça parte dela (coração de blogueiro retro-gamer é assim, sempre cabe mais um) - até eu mesmo entrei nela meio que de intruso -, não deixe de participar, caso esteja com vontade, faça o seu post e mande para a gente adicionar na lista.

As únicas regras para participar dessa parada é: Falar a verdade - caso duvidemos, pode ter certeza que abaixaremos para onde você estiver e faremos o teste com nosso detector de mentiras, também levaremos uma máquina de torturas, claro -, ter jogado um video game para colocá-lo como seu primeiro video game, botar essa lista no final com o nome de todo mundo que participou, louvar o Breder que iniciou essa parada, fazer este convite tal como estou fazendo e colocar o nome do seu primeiro video game no título (foi a única regra que quebrei, porque sou um cara chato pracarai).

Até mais,
Wolfwood


7 de março de 2011

O Coração de um Retro-gamer



Photobucket

Saudações caros leitores deste humilde blog, começo outro texto aqui no Memórias de um Lobo de Madeira, e se tudo ocorrer bem, ele vai sair no mesmo dia que o rascunho do mesmo foi gerado (06 de Fevereiro de 2011).

Enquanto a inspiração para o próximo review não vem (e olha que já fiz a parte mais chata que é tirar as imagens, tem 465 imagens ao todo do jogo), decidi fazer outro texto expressivo como o do Amor incondicional por Final Fantasy VI, onde falarei sobre o psicológico, os sentimentos, a paixão de um retro-gamer e a sua apegação com o passado, aquilo que não é mais produzido, já foi esquecido por muitos e que tudo o que sobrou com relação a este passado é apenas uma nostalgia de algo ultrapassado, já que o presente são os gráficos em 666 bits e processamento ultra-mega-heavy-metal core.

Afinal, o que forma um coração de um retro-gamer? É um coração de um fracassado solteiro que já desistiu das mulheres (e ao invés de mudar de lado, resolveu apelar para a nerdisse)? É um coração que apegado fortemente ao passado? É um coração que prefere a simplicidade? Na verdade, tudo isso varia, depende de pessoa para pessoa. O retro-gamer é aquele cara que se importa com as coisas, mesmo sendo algo dado há dias ou há anos, que tem interesse no surgimento das coisas, além de ser um filósofo nato.

NES

Nunca conheci nenhum retro-gamer que gostasse dessas porcariazinhas de hoje em dia (alá Juzti Beba ou Leide Gahgah), mas também nunca conheci nenhum retro-gamer que não gostasse de rock clássico como Beatles ou Jimi Hendrix, ou seja, o retro não é o somente no jogos, mas também na música.

Claro que os retro-gamers não são fechados totalmente ao mundo antigo, mundo retro, por serem filósofos, os retro-gamers têm interesse e também se utilizam das coisas do mundo atual, das novas tecnologias e tendências, mas analisam sempre de uma forma crítica, e não deixam se levar totalmente pelas novidades (coisas como sempre querer ter o que lançou, o que é novo, para não ser alguém ultrapassado, na verdade, o retro-gamer está pouco se fudendo pra isso).

Retro

Os retro-gamers são aqueles que não são ignorantes por serem filósofos, são aqueles que não tem medo de dizer o que sentem, o que pensam e o que acham que é mais correto, eles não têm nó na garganta. São aqueles que se fossem diplomatas, poderiam fazer grandes negociações e evitar que guerras inúteis fossem feitas, mas por que tudo isso? Porque eles valorizam as coisas, logo, sabem do valor da vida humana.

Tudo isso pode soar um pouco exagerado, mas tenho que certeza que todo retro-gamer que ler isso vai compreender o que digo, que o fato do mesmo ser um retro-gamer significa que valorizam aquilo que já foi esquecido, indiferente de serem concretas ou abstratas.

Claro que este ciclo não está fechado aos retro-gamers, colecionadores de antiguidades, saudosistas e outros grupos de pessoas estão inseridas neste meio, são todos aqueles que de alguma forma consideram tudo aquilo que têm, e não pensam em desfazer delas, somente de for realmente necessário, ainda que com muita dor no peito ou fazendo o possível para evitar.

Relógio Antigo

Os retro-gamers têm sentimentos, e deixam claro isso, são eles que confessam que choraram no final de algum filme, se algo foi realmente comovente ou não, são eles também que valorizam os sentimentos dos outros, que fazem o que for necessário para que as pessoas não sofram por causa de suas atitudes.

Isso não significa que os retro-gamers são seres superiores ou perfeitos, eles estão longe disso, como dizia Aristóteles, os acidentes não modificam a essência do ser, e cada retro-gamer tem os seus acidentes. O fato deles preservarem o passado pode ser interpretado como bom ou como ruim, por serem apegados, podem trazer diversos problemas caso não seja algo controlado, mas também podem desenvolver um conhecimento incrível, existem suas diversas variações, depende de pessoa para pessoa.

Calvin & Haroldo

O fato de alguns serem retro-gamers (saudosistas ou conhecedores em geral de coisas antigas, como foi dito alguns parágrafos acima) pode trazer bons frutos, pois, por exemplo, quando se toca neste assunto com alguém "não retro-gamer", faz com que a pessoa se lembre de sua infância, e as lembranças da infância são as melhores e as mais tocantes (lembrando que toda regra tem suas exceções), o fato da pessoa ser "especializada" no que é antigo, ou seja, daquilo que pode ter marcado a infância de muita gente, faz com que a pessoa com quem se converse relembre as boas lembranças adormecidas da infância, fazendo com que você se torne uma pessoa importante para ele (por ter feito lembrar disso, fazê-la esquecer um pouco da rotina corrida da atualidade), muito louco essa parada, né? As vezes acho que acabo exagerando um pouco, mas enfim, foi só um exemplo bem avoado mesmo.

Com isso tudo, podemos concluir que por mais que o retro-gamer seja claramente alguém normal, com suas qualidades e seus defeitos, ele tem uma essência, algo abstrato, algo que faz com que seu apego por aquilo que já é considerado ultrapassado seja grandioso, que as coisas se tornem importantes, sejam concretas ou abstratas, não que isso seja algo bom ou ruim, podem ser as duas coisas, mas uma coisa é certa: o retro-gamer é alguém especial, sem dúvidas.

Até mais,
Wolfwood