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15 de dezembro de 2011

Meme: O que foi jogado nesses últimos 348.5 dias?



Coleção

Saudações caros leitores, hoje venho aqui postar um meme que o pessoal lá do Marvox Brasil está organizando em parceria com o Videogame.etc e mais uma galera que eu realmente nunca ouvi falar. Sem contar que o pessoal realmente não está querendo que eu poste, estou desde às 20h tentando escrever o post e sempre aparece alguém para falar comigo (e olha que normalmente nunca aparece, conspiração maledeta!).

Lembrando aos senhores que amanhã tem mais post da Cruzada 32X, onde tenho como objetivo jogar TODOS os jogos do 32X escrevendo um relato pessoal de cada jogo, sendo esse relato de alguém que nunca jogou tais jogos antes.

Agora, ao post grandão.

As pessoas



Vou começar a falar um pouco de nomes de pessoas que conheci este ano que me apresentaram grandes jogos (que obviamente, ainda que excelentes, não chegaram nem perto de Final Fantasy VI, Vossa Senhoria).

A começar, pelo Celso Affini e todo o pessoal da Comunidade do Mega Drive. Tive o prazer em conhecer e reconhecer todo o trabalho da comunidade, conheci figuraças (além do próprio Celso, claro) como o Senpai, a Alissa, o Lucas Fortes, o Eremita (que quer acabar com o bolso de todo mundo com as coisas que leva nos eventos para vender), o Mestre, o Orlando e mais um pessoal que peço minhas sinceras desculpas por não citar o nome aqui.

Encontro da Comunidade do Mega Drive

Graças a eles, aumentei ainda mais a minha visão com relação aos video games em geral (sem contar os inúmeros títulos que conheci como o Akumajō Dracula X: Chi no Rondo do PC Engine CD, primeiro jogo da série que joguei e gostei!), inclusive um ponto de vista totalmente novo da velha guerra dos 16 bits (quem não ri quando vê o Celso falando da Nintendo ou do Eremita falando de RPGs? É inevitável).

Sem contar que o Eremita (vulgo Daniel) me apresentou um dos video games que mais ansiava conhecer, o PC Engine, que inclusive estou correndo atrás de comprar um para mim (na verdade, já corri e está tudo certo! Só falta pagar TUDO) e até metade do ano que vem já deve estar aqui em casa, aguardem por posts falando sobre o assunto!

Nos encontros, por fim, conheci também outros consoles como o Amiga CD32 (esse não vi rodando, infelizmente), MSX1 (Vi o "Ligue-se ao Expert" com o Mestre!), MSX2, 3DO (não joguei, só vi o pessoal jogando) e Neo Geo CD (não colocaram para jogar por algum motivo que esqueci).

Encontro da Comunidade do Mega Drive

Conheci pessoas ilustríssimas como o Leonardo Soler (só pela internet) do Game Genius (no qual conversei muito em Julho e até hoje não ouvi o Podcast que a gente gravou), a Ritalinando (só pela internet, ela fugiu de todos os encontros retro-gamers) do Videogame.etc, o Sabat e o Edwazah (pessoalmente, nos encontros da Comunidade do Mega Drive) do RETROPLAYERS, todo o pessoal da Game Sênior (Mano Beto, André Nesman, Old Game Master - eu sei que ele já não pertence ao grupo, mas como o conheci na época que ainda era, fica aqui o reconhecimento - e todo o pessoal) e mais uma galera que infelizmente não lembrei.

Agora parando de citar nomes, vamos finalmente aos jogos, então.

O que era para ser feito, e não foi



O que diabos eu joguei em 2011? É tanta coisa que juro que mal sei por onde começar direito. Começarei falando das minhas organizações falhas de planos de jogos para jogar em 2011.

Eu queria ter zerado pelo menos três RPGs que não havia zerado, só zerei um (Final Fantasy VII) e com certeza não vou zerar mais um (se bem que comecei a jogar o Pokémon Fire Red, mas como o meu ódio pela série é conhecido e aquilo é um RPG que não tem história, não dá para considerá-lo com um dos que queria jogar) até o fim do ano.

FF7

Queria ter jogado mais coisa de 8 bits e 32 bits do que de 16, não consegui, joguei tanta coisa de Super Nintendo, Mega Drive e PC Engine que perdi as contas, perto do que joguei de NES, Master System, PSX, Saturn e Nintendo 64 não foi praticamente nada. Não adianta eu tentar fazer essa promessa para o ano que vem porque não vou conseguir.

Planejei prestigiar mais traduções para o português do pessoal da cena brasileira, comparado com os outros anos, joguei muito menos traduções do que em outros anos, porque adquiri o original e joguei no próprio console, aí não tinha como jogar o traduzido, foi a culpa da minha coleção.

Apesar disso tudo, joguei muita coisa que nunca imaginava que existia, conheci muitos beat'n ups e shoot'n ups, e ainda tenho muita coisa para conhecer, eram gêneros que conhecia praticamente nada, e hoje já conheço grandes clássicos como [SMD] Streets of Rage, [SNES] Sonic Blast Man, [SNES] Teenage Mutant Ninja Turtles IV - Turtles in Time, [PCE / SNES] R-Type, [PCE] Gradius, [PCE / SNES] Twinbee, entre outros.

[SNES] Pop'n Twinbee
"Esse jogo pode parecer idiota e fácil, mas é difícil pra caramba!"

Conheci mais alguns jogos de plataforma excelentes, finalmente zerei o [SNES] Donkey Kong Country 3 - Dixie Kong's Double Trouble e comecei a jogar a sério o [SNES] Donkey Kong Country 2 - Diddy's Kong Quest! (que já tinha começado mas nunca terminei efetivamente, iniciei um novo jogo) a pouco tempo. Conheci o [SNES] Demon's Crest (estava querendo conhecer a um bom tempo, esperei, comprei o original e conheci no SNES. Não me arrependo), um jogo que ainda não tive tempo para jogar a sério, mas o que joguei eu gostei e muito, um belíssimo jogo. Falando em Demon's Crest...

Conheci quando comprei



A verdade é que esse ano tive coragem de acreditar na palavra de muitos e só conhecer no próprio console. Todos sabem que sou um dos caras mais pão-duros deste mundo, mas eu tive a coragem de gastar o meu dinheiro para comprar algo que definitivamente não sabia se iria gostar ou não!

Demon's Crest

Mas podem ter certeza que o preço que paguei, é muito menor do que se costuma achar por aí, e todas as formas, saia ganhando sempre, e foi assim que comecei a minha coleção, comprando as coisas de forma baratas, quando menos esperava, mais oportunidades boas apareciam, claro que algumas dessas me escapavam (e sempre me vêm sentimentos diferentes quando lembro de cada uma delas), mas a verdade é que a maioria sempre me veio parar em mãos... e acabar com o meu bolso.

Foi assim com o citado Demon's Crest, o mesmo aconteceu (todos os jogos citados são do SNES) com Pop'n Twinbee (esse eu demorei para descobrir que tinha Twinbee no nome), Kid Klown in Crazy Chase, Super Aleste, Obitus (que odiei por sinal, já não se encontra mais entre os colecionados!), Ys III - Wanderers from Ys (comprei em japonês, quero trocar mas todo mundo quer a americana também), Xardion, Super Punch-Out!! e provavelmente mais alguns títulos que não vem a mente agora.

Photobucket
"[SNES] Obitus: Ainda bem que já está morto."

Não que isso seja algo que recomendo que façam, mas confesso que é divertido sim, cria um suspense maior. O que não faço é jogar, mas vejo a opinião de jogadores, só compro algo sem saber nada se for barato, como foi com o Obitus, aquela desgraça do SNES.

Joguei muito



A verdade é que sempre tem aqueles jogos que a gente joga muito durante o ano, lembro claramente de ter jogado todos os dez primeiro dias o [SNES] Wild Guns quando comprei ele original, foi uma das minhas melhores aquisições do ano, pois ele me divertiu bastante e ainda me diverte muito para falar a verdade...

Wild Guns

[SNES] Rock'n Roll Racing e [SNES] Mighty Morphin Power Rangers - The Movie (que o Fernando Ross me mostrou) foram outros dois que joguei consideravelmente também, que comprei no mesmo pacote do Demon's Crest e do [SNES] Castlevania Dracula X (este, disponível para troca e venda).

Final Fantasy VII, o único RPG que joguei no ano, me divertiu também (por pouco mais de um mês inteiro), eu sou um cara que não gosta de 3D, mas tive a santa paciência para jogar um RPG em 3D! Isso já foi uma evolução dado que minhas semelhanças com o Cranky Kong são notáveis. O jogo é bom, mas ainda prefiro Super Mario RPG, meu segundo RPG preferido. [PSX] Suikoden II ou [SNES] Final Fantasy IV é o próximo da lista.

Joguei bastante [SGX] Daimakaimura também, passei da primeira fase um dia desses aí, e nada além disso. [SNES] F-Zero também me divertiu desde o ano passado, prefiro ele ao babado [SNES] Top Gear, foi o jogo de corrida que mais joguei, mais do que (algum) Mario Kart.

Photobucket

O Mega Drive, como fica?



Eu teria jogado e comprado mais coisa de Mega Drive se tivesse um controle que funcionasse, o pior de tudo é que comprei uma meia dúzia de títulos (só lembro do Strider e do International Superstar Soccer Deluxe - este último eu tinha, mas estava junto com o que roubaram, era mais bonito que este meu atual) esse ano também, teve época (creio que foi no ano passado), lembro bem, que a minha coleção de Mega Drive era maior que a de Super Nintendo!

Mas desde que meu antigo Mega Drive foi roubado no Ressaca Friends junto com meus controles bons, eu deixei de comprar muita coisa do sistema por causa disso, aí o Super Nintendo passou fácil e reinou supremo aqui em casa. Não arranjei controles até hoje, o Master System está numa situação parecida.

E por fim...



Falei tanta coisa que duvido que alguém tenha paciência para chegar até aqui, mas os que chegaram, fica aqui meus parabéns pela paciência pastoral! Também meu muito obrigado.

O ano de 2011 foi bom sim, pelo menos na parte que lhes interessa, meu cabelo ficou enorme (e será vendido dia 27, o dinheiro será a entrada no pagamento do PC Engine), conheci pessoas sensacionais, jogos fodas e jogos horríveis (o que faz parte, lógico), além da minha coleção finalmente tomar uma cara de coleção mesmo.

E é só, voltemos agora à Cruzada 32X...

Blogs participantes



Dá uma olhada aí no pessoal que está participando deste meme!

Marvox Brasil
Canal Primastart
Fórum Retro Games Brasil
Retroplayers
Gagá Games
Passagem Secreta
Blog do Kyo
Glstoque
Game Sênior
Cosmic Effect
Gamer Caduco
The Twosday Code
Relíquias do Mame
Shugames
Meio Orc
Santuário do Mestre Ryu
Memórias de Um Lobo de Madeira
Olha Mãe Meu Blog de Video Games
Alforje
How Far You Can Get
Super Controle Podcast
Game Genius
Game Play Blog
Stage Bonus
Vão Jogar!
Museu dos Games
Blog Edi (FZ2D) Retro Reviews

(Depois prometo que dou uma organizada na lista, sério!)

Até mais,
Wolfwood


7 de agosto de 2011

Redenção Gamística Lobonesca



Saudações caros leitores deste humilde blog, venho aqui mais uma vez para fazer um post que já estava devendo a muito: a Redenção Gamística Lobonesca acerca dos Pecados Gamísticos revelados há mais de um ano por mim e que sempre foi um tópico muito bem lido aqui no site.

Naquela época, eu nem colecionava video games, talvez, aquele post tenha sido o que introduziu o meu site a um blog da blogosfera retro-gamer, fazendo a partir disso, conhecer mais sobre os video games e talvez, por consequência, tenha me transformado em um colecionador por causa disso.

Comparado àquela época, hoje o meu conhecimento acerca do assunto video games se encontra ainda mais amplo, principalmente para alguém de minha idade, pois a chance de alguém que nasceu no mesmo ano que eu conhecer um jogo como Sunset Riders e Rock'n Roll Racing são pouquíssimas, sendo que ambos são dois jogos que me aproximei mais atualmente, já matando, assim, a 20ª posição dos meus pecados gamísticos, confesso que era TRISTE e não sabia por não conhecer um jogo tão sensacional como Sunset Riders, ainda mais alguém como eu que adora histórias e jogos de velho-oeste.

Agora, vamos à redenção...



20º Lugar: Sunset Riders (SNES)


Situação: Viciado no jogo.
Comentários a respeito: Repito mais uma vez o que disse na introdução: era TRISTE e não sabia por não conhecer Sunset Riders. Ainda não zerei, mas eu e o edwazah do Retroplayers estamos para zerar em algum evento retro-gamer.

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19º lugar: Battletoads in Battlemaniacs (SNES)


Situação: Continuou sem interesse em jogar.
Comentários a respeito: Nunca tive vontade de jogar Battletoads (qualquer um, olha um pecado gamístico mais amplo), continuei não tendo. Mas um dia vai, aí quem sabe eu posso acabar gostando de um jogo de plataforma com um sapo?

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18º Lugar: Castlevania - Symphony of the Night (PSX)


Situação: A oportunidade ainda não chegou.
Comentários a respeito: Sempre quando falo de Castlevania, eu deixo bem claro: "Eu não gosto de Castlevania, mas não joguei o Symphony of the Night". Não posso fazer nada, PSX sempre foi uma plataforma que tive tanta coisa para jogar e acabei não jogando nada.

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17º Lugar: F-Zero (SNES)


Situação: Jogou e tem o cartucho em casa.
Comentário a respeito: Por sorte, achei uma oferta legal e comprei o jogo, em outras palavras, tive a oportunidade de jogar o jogo pela primeira vez no próprio sistema de origem, sem emuladores e nem nada do gênero. Jogo divertido.

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16º Lugar: Metroid (NES)


Situação: Jogou uma vez no emulador e não gostou.
Comentário a respeito: Não adianta, nunca irei gostar de Metroid, tirando a Samus, nada mais me atrai naquele jogo. Tentarei novamente quando der... mas acho difícil de verdade eu começar a gostar.

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15º Lugar: Super Mario Bros. 3 (NES)


Situação: Jogou, adorou, começou a fazer diário de bordo, sofreu impeachment e hoje tem o cartucho original em casa mesmo sem ter um NES.
Comentário a respeito: Creio que todos os jogos da lista, esse foi o que mais me zuaram por não ter jogado, mesmo estando em 15º lugar, realmente entendo, esse jogo é uma maravilha.

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14º Lugar: Kenseiden (SMS)


Situação: Tem o cartucho em casa, só jogou uma vez.
Comentário a respeito: Comprei o cartucho, pena que sou ruim pra caramba, talvez seja por isso que não tenha resolvido jogar o jogo mais a fundo.

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13º Lugar: Excite Bike (NES)


Situação: Jogou no 3DS de colegas.
Comentário a respeito: O jogo é bom, pena que eu só tenha conseguido pegar o jeito do jogo na última vez que o joguei... e já me esqueci como era.

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12º Lugar: Secret of Mana (SNES)


Situação: Faltou oportunidade.
Comentário a respeito: Ainda quero jogar, ouvi falar que o multiplayer dele é um dos melhores do SNES. Droga... a vontade de jogá-lo voltou novamente.

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11º Lugar: Valis (série)


Situação: Jogou razoavelmente, mas tem o cartucho do Valis III em japonês de Mega Drive.
Comentário a respeito: Parece ser um jogo um bocado interessante, ainda estou para jogar mais a fundo e conhecer mais da série.

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10º Lugar: Streets of Rage (SMD)


Situação: Jogou e gostou, mas não zerou.
Comentário a respeito: Beat 'n up é um gênero legal, pena que tenha jogado poucos jogos do gênero, Streets of Rage felizmente foi um dos que eu joguei.

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9º Lugar: Double Dragon (série)


Situação: Só teve oportunidade de jogar o pior jogo da série, pelo menos tem consciência disso e prefere não ter opinião formada com relação a série.
Comentário a respeito: Comprei o cartucho do Double Dragon V - The Shadow Falls para o SNES, mas o jogo era horrível, não é a toa que já me livrei dele. Fico triste quando lembro que ainda não joguei este beat 'n up.

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8º Lugar: Ninja Gaiden (série)


Situação: A velha desculpa de não ter tido oportunidade... e nem vontade.
Comentário a respeito: Droga, acabei jogando Shinobi pra caramba e me esqueci do Ninja Gaiden, mais uma vez fico triste perante a isso.

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7º Lugar: Final Fantasy VII (PSX)


Situação: Jogou e zerou a versão PC em português.
Comentário a respeito: Depois de 3 anos de diversas pessoas enchendo o meu saco para terminar esse jogo, terminei o mesmo na primeira semana de Julho deste ano e realmente não precisa de filme mesmo para entender o final do jogo. O jogo é interessante... mas está longe de Vossa Senhoria. Ah sim, One Winged Angel está longe de ser melhor que Dancing Mad, muito, muito longe.

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6º Lugar: The Legend of Zelda (NES)


Situação: Jogou o mesmo tanto que o Metroid.
Comentário a respeito: Interessante, nunca tive paciência para terminar RPGs que não se tem uma ordem como o primeiro The Legend of Zelda e Anguna. Na oportunidade, já sabem. Pecado grande mesmo foi o fato de não ter zerado nenhum The Legend of Zelda na vida... e não sentir falta.

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5º Lugar: Zillion (SMS)


Situação: Jogou bem pouco no emulador de Master System para o DS, uma vez.
Comentário a respeito: Joguei tão pouco e foi no ano passado, tanto que nem lembro direito... só me lembro que era um jogo de ação futurista, parecia legal. Depois jogarei mais numa oportunidade.

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4º Lugar: Ys (série)


Situação: Jogou somente o Ys III para SNES em japonês.
Comentário a respeito: Preciso jogar mais da série para conhecê-la melhor, o Ys III para SNES não é lá aquelas coisas, principalmente em japonês...

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3º Lugar: Dragon Quest (série)


Situação: Não jogou e continua sem vontade de jogar.
Comentário a respeito: Dragon Quest me lembra japonês e Dragon Ball, duas pragas. Talvez jogue quando der vontade, não é possível que os japoneses coloquem tanto hype num jogo a toa.

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2º Lugar: Phantasy Star (série)


Situação: Jogou a versão de Master System o mesmo tanto do The Legend of Zelda.
Comentário a respeito: Parece interessante, adorei aquele negócio dos túneis, até andei procurando algumas versões para comprar, infelizmente, não consegui achar nenhuma a preço acessível.

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1º Lugar: Breath of Fire (série)


Situação: Não jogou e quer MUITO comprar a versão de SNES.
Comentário a respeito: Este é um RPG que pouco conheço e um dos quero realmente conhecer, espero poder ter o meu próprio cartucho até o ano que vem.




Este post foi só para quebrar um pouco a Cruzada 32X, mas depois tem mais! Espero poder jogar os jogos que faltam o quanto antes.

Até mais,
Wolfwood


15 de julho de 2011

Demos início à Cruzada Sega 32X!



Cruzada 32X

Saudações caros leitores deste humilde blog, muita gente sabe que não sou o melhor quando se trata de edições ultra-fodásticas de imagens, minha habilidade nata é no pixel art editando gráficos que contenham palavras, em geral, traduzindo-as para o português, como o ROMHack propõe, mas convenhamos: o banner acima teria ficado melhor se o "32X" ficasse numa resolução mais legal.

However, Whata the fuck is "Cruzada Sega 32X"? Well, Cruzada Sega 32X é um esquema muito louco onde me proponho a jogar toda a biblioteca de jogos do console (ou nem tanto assim) chamado Sega 32X, lançado pela Sega (orly?) em 1994. O termo "Cruzada" aparentemente surgiu quando o Gagá (Orakio Rob) resolveu jogar todos os jogos do Master System (e vejo que pela lista dele, faltou uns 6/7 títulos toscos), não faço ideia de onde ele tirou essa palavra, mas só sei que fiz questão de reutilizá-la aqui, pelo menos o pessoal já identifica logo de cara do que se trata.

Com relação a Cruzda, as regras de como os jogos serão jogados serão as seguintes:
- Lançamento (Prioridade maior) -- A maioria dos jogos de 32X não tem dados do dia ou sequer mês exato de lançamento, estes que não tem dados alguns serão jogadores primeiro.
- Ordem alfabética (Prioridade menor) -- Lançamento americano.

Sega 32XAfinal, o que é o Sega 32X? O Sega 32X é esse aparelho feio pra cassete que vocês estão vendo aí do lado, ele vai em cima do Mega Drive e na verdade trata-se um outro aparelho, com jogos exclusivos dele (sem contar uma lista de meia dúzia de jogos que só é jogável no Sega CD 32X, onde é preciso também do Sega CD além do 32X e do Mega Drive), mas que é dependente do Mega Drive embaixo para funcionar, ou seja, ele é gay, ririri.

Resolvi fazer essa cruzada meio de repente porque me dei conta que estou num período chamado "férias" e que estou com tempo livre o suficiente para jogar toda a biblioteca de 35 jogos do Sega 32X (não estou contando os 6 jogos lançados para o Sega CD 32X), além de comentar com imagens sobre cada jogo para vocês, espero que assim dê para conseguir alguns posts legais, já que ultimamente só os não-hereges têm lido os posts.

Claro que o fato de ser férias não explica porque necessariamente escolhi o Sega 32X para ser a plataforma em que a cruzada será realizada. Ele foi o sistema escolhido justamente por ver que não sabia absolutamente NADA de 32X, até me interessar pelo mesmo lendo algumas informações a respeito dele por aí.

Só espero de verdade que não fique parado como aquele meu antigo projeto de jogar todas as traduções de Final Fantasy VI ao mesmo tempo, talvez um dia eu retome esse projeto, embora seja só em 2013, caso o mundo ainda continue inteiro.

Enfim, a cruzada vai começar a partir do próximo post! Este foi apenas um post de anúncio do início dela! Convenhamos, vai ser engraçado ver este carinha aqui falando dos jogos de 32X dessa maneira chata dele de escrever e ver as coisas.

Até mais,
Wolfwood


1 de julho de 2011

Será que este ser Lobonesco não é um dos homens mais felizes deste Brasil?



Final Fantasy III (Final Fantasy VI americano)

Saudações caros leitores deste humilde blog, já faz um tempo que não apareço diante de vós - e claro, as desculpas por isso ocorrer são sempre as mesmas, e não as quero repetí-las aqui novamente, por já são conhecidas de vós - a fim de apresentar mais algumas informações acerca do mundo, seja dos jogos eletrônicos (ou de tabuleiro também, por que não?), da emulação, do ROMHacko, da nerdagem (alguém lembra daquele meu post de simplificação de HTML?), deste em que vivemos - capitalista -, da blogosfera, pessoal lobonesco e de sabe-se lá o que mais.

Creio que 80% daqueles que tiveram a bondade de vir até este blog, não estão mais lendo este post, porque essa introdução além de ser rídicula é tediosa bagarai, mas isso já é costumeiro deste ser Lobonesco neologizeiro.

Ah sim, ao post...



Àqueles que me acompanham no twitter, me conhecem pessoalmente ou já vieram na minha casa - este último foram muito poucos, em geral, a manolada da N Party - sabem que sou um colecionador de video games.

Quadro do Sonic
"Um dos itens da coleção de Lobim"

Já recebi um número razoável de comentários onde dizem que provavelmente sou um dos colecionadores de video games mais jovens que existem, pelo menos que tenta levar mais a sério, onde a sua coleção não se limita a pedir para a mãe ou para alguém comprar, em outras palavras, vou atrás de boas e grandes ofertas e economizo fortemente o dinheiro que me é dado semanalmente para todas as atividades (refeição, passagem e outros gastos praticamente obrigatórios) a fim de comprar os artigos da minha coleção, mas antes que pensem, este ser lobonesco não trabalha por que ele é, de fato, impossibilitado de trabalhar, devido à carga horária escolar, o máximo de trabalho que dá para arranjar, é um bico aqui e lá, mas ainda assim, dá para comprar um ou outro artigo quando surge uma boa oportunidade.

Mas enfim, não preciso me justificar a forma como adquiro meus produtos, nem mesmo de onde consigo tal renda, só quero que fique claro que apesar de tudo, eu levo essa coleção a sério, pois quem corre atrás de tudo e cuida da coleção em si sou eu, ainda que as vezes seja muito cara-de-pau para adquirir certos produtos, confesso.

Final Fantasy VI

Dentro da minha coleção, eu tenho pequenas sub-metas, alguns artigos que gostaria de adquirir, isso é necessário fazer para não sair comprando tudo como um louco, até porque, é impossível ter todos os jogos e sistemas do mundo, sem exceção.

Uma dessas sub-metas é obter todas as versões de Final Fantasy VI lançadas - meu foco são os sistemas, não os idiomas - , sendo que o mesmo foi lançado para três sistemas: Super Nintendo Entertainment System, Playstation (PSX) e Game Boy Advance; destas, já consegui aproximadamente "1,5" versões (neste caso, coloquei no plural porque já passou de uma versão MESMO, só para os amantes da gramática não cairem matando, vocês vão entender a seguir o por quê), sendo elas:
Greatest Hits: Final Fantasy Anthology completo (Final Fantasy V + Final Fantasy VI) para Playstation; -- A versão japonesa vem em CDs separados.
Final Fantasy VI somente o cartucho (japonês) - inclusive, tenho 2 fitas - para Super Nintendo Entertainment System;
Final Fantasy III com caixa e sem manual (americano) para Super Nintendo Entertainment System.

Final Fantasy VI Lobonesco

Ainda pretendo adquirir o manual da versão americana, bem como a caixa e o manual da versão japonesa, ambas de Super Nintendo (sendo elas o "0,5" restante), sendo que ainda falta adquirir a versão de Game Boy Advance completa.

Recentemente (há uma semana, para ser exato) adquiri a versão americana do Super Nintendo, os meus colegas (Ross e Jomon) que estavam comigo viram a minha felicidade. Estava com tanta vontade de ter o jogo que havia comprado a caixa com suporte e as propagandas no ano passado.

Agora a questão desde post é: Será que eu não sou uma das pessoas mais felizes deste Brasil? Não é a toa, tendo Vossa Senhoria comigo em 3 formas diferentes, tem como não ser? Sinto-me abençoado e privilegiado pelo poder divino. Ah sim, àqueles que preferem a Trigeza Cronada, eu tenho a versão de SNES completa aqui, japonesa.

Trigeza Cronada completa japonesa

Afinal, o objetivo deste post não era falar e me vangloriar da minha coleção, não tenho intenções de fazer isso, pois o pensamento de que estou querendo mostrar uma certa superioridade com relação aos outros não sai de minha cabeça, também não é do meu feitio ficar mostrando fotos disso, talvez porque eu sei o sentimento de "eu quero!" que vem nas pessoas, o que pode gerar uma certa inveja, algo que abomino e que de fato, não faz bem, sei como é e quero que isso seja evitado.

O objetivo desse post era apenas mostrar a minha felicidade ao obter o item mais desejado da minha coleção: a fita americana de Final Fantasy VI de SNES e mostrar ainda mais o amor que tenho por esse jogo, que passa do plano psicológico para o plano físico.

Final Fantasy VI americano e japonês

Enfim, farei o possível para mudar o tema no próximo post, esse já é o segundo post seguido que gira ao redor de Final Fantasy VI, sei o quanto Vossa Senhoria é importante, mas não posso esquecer que se eu não escrever coisas que os leitores querem ler, não vai adiantar em muita coisa passar uma tarde escrevendo certo post.

Até mais,
Wolfwood


4 de junho de 2011

Trigeza Cronada desafia Vossa Senhoria, Criador e Nosso Deus




Saudações caros leitores deste humilde blog, através desta postagem com nome estranho venho fazer um post que a muito queria fazer, trata-se da comparação dos jogos Final Fantasy VI (Vossa Senhoria, aquele que cativa vossos corações) e Chrono Trigger (aquele que todos babam quando jogam, obviamente, sem conhecer Vossa Senhoria, ou àqueles que conhecem, não compreenderam o real sentido ideológico do jogo).

Fiz uma pequena citação, e falei pouco a respeito disso no post em que falo sobre meu amor incondicional por nosso Deus Final Fantasy VI, hoje venho falar de forma mais aprofundada sobre este tópico um tanto quanto interessada.

Claro que se você for mais um daqueles babões por Trigeza Cronada, ao terminar de ler este post tudo o que vai querer na sua vida é encontrar um Death Note, descobrir meu nome completo e saber as formas de meu rosto, ou simplesmente saber o meu paradeiro e vir até aqui me assassinar a sangue frio.


Deixo claro que odeio fazer comparações, mas quando se fala de Final Fantasy VI, ocorre um frenesi onde o poder supremo toma conta e transformo-me em um advogado do divino. Essa batalha já tem sido tão duradoura e sanguinária quanto a luta do Super Nintendo Entertainment System e Sega Mega Drive, que atravessou gerações, onde a minha presença é totalmente necessária.

Aviso antes de mais nada, que é recomendável que você só leia este artigo se tiver terminado de jogar AMBOS os jogos, ter terminado só o Chrono Trigger ou só o Final Fantasy VI, ou nenhum dos dois (principalmente), não rola, queremos pessoas com bons argumentos por aqui.

Enfim...



Quando digo que quem prefere Chrono Trigger a Final Fantasy VI (claro que me refiro àqueles que jogaram e TERMINARAM ambos os jogos, muita gente joga facas e aponta para Vossa Senhoria sem ao menos tê-la desbravada totalmente) é porque não entende a complexidade existente em Final Fantasy VI, não falo brincando. Abaixo seguem boa parte de meus argumentos do por que que falo isso tão veementemente. Claro que nem sempre as pessoas preferem coisas mais complexas, existem pessoas que preferem jogar video game para esfriar a cabeça e garanto que Final Fantasy VI deixam as pessoas mais pensativas, o que pode não ser um fato agradável para quem realmente não quer ficar de cabeça quente.

A real necessidade de continuações

Mesmo após o término do jogo, ainda existem muitas perguntas que não foram respondidas, muitos "quês" no ar, sendo que boa parte dessas perguntas só podem ser respondidas em documentos oficiais escritos somente em japonês pela Squaresoft, como a infância de Kefka Palazzo, a relação entre Kefka e Celes Chere e a mentalidade de Kefka. O que também possibilita perfeitamente a criação de uma continuação que a Squaresoft decidiu não fazer (ora agradeço, ora condeno a empresa por tal).


Já em Chrono Trigger, embora tenha duas continuações oficiais (Radical Dreamers e Chrono Cross), não há motivo da existência das mesmas, quem jogou Chrono Trigger sabe que a história começa, desenrola e termina ali, e acabou, nem as histórias das próprias personagens (com exceção de Magus) foram bem exploradas (algo que em Final Fantasy VI ocorre de forma impecável).

Complexidade inicial

A complexidade de Final Fantasy VI pode ser para muitos a coisa mais cansativa do jogo, já que o jogo já começa lhe tacando muita história e as pessoas se sentem perdido em meio a tanta informação (começa falando de Guerra dos Magi, Império, Espers, ambição dos seres humanos, Destruição do mundo, Returners, etc), sem contar que já começa com um clima meio sombrio (alguém aí falou da abertura?), numa cidade onde não há ninguém e só aparecem soldados querendo lhe enfrentar. A história começa ter algum sentido quando se chega no Castelo de Fígaro, onde o clima fica, mesmo que por pouco tempo, um pouco mais agradável.


Com relação a isso, Chrono Trigger é bem mais legal com o jogador, o jogo começa em festa, com uma história bem tranquila (o mais complexo de Chrono Trigger é entender os motivos de Lavos na destruição do mundo e de como acontecem as viagens no tempo, e só) e com tudo bem amigável, o jogador se sente mais confortável neste meio. Não que isso seja um ponto positivo, mas sim que faz com que o jogador não crie tantas perguntas quanto em Final Fantasy VI, agora se é bom ou ruim, depende de cada um, o fato de ter mais perguntas pode fazer com que o jogador sinta mais vontade de jogar a fim de procurar respostas ou de fazer ele desistir porque achou o jogo muito confuso.

Protagonista(s)

Em Chrono Trigger, o protagonista é mudo, e mora em uma casa alá Pokémon (Seu quarto e Cozinha. Conclusão: Sua mãe dorme na cozinha). Particularmente, odeio protagonistas mudos, talvez esse seja um dos principais motivos que não me inspiraram a zerar algum jogo da série The Legend of Zelda. História? Que nada, ele não tem, mais uma semelhança com Pokémon: a única história a respeito do personagem é que ele mora com sua mãe numa cidadezinha.


Agora em Final Fantasy VI, para começar, não há protagonista, há quem diga que seja a Terra (ou Tina no Japão), mas se ela fosse tão importante assim, você precisaria terminá-la com ela no seu time, certo? Mas isso nem sequer é preciso, ela não está dentre os três personagens obrigatórios para a batalha final (Celes, Edgar e Setzer). Ao todo, são DOZE Protagonistas (Os catorze personagens fixos na sua equipe, com exceção de Umaro e Gogo, que são mudos), todos eles com carisma - se ser mudo é ser carismático isso convém de cada um - e personalidades próprias. Histórias? Sim, CADA UM deles tem as suas, algumas mais aprofundadas e outras não são muito exploradas, até porque, ter doze histórias paralelas aprofundadas mais a história do jogo iria ser coisa demais.

Sistema de Batalha

Em Final Fantasy VI é mais desgastante, já que ele utiliza o mesmo método utilizado por vários RPGs, que é aquele em que monstros podem aparecer aleatoriamente em calabouços e espaços determinados (até porque, entrar em uma batalha com um monstro dentro de uma casa em uma vila tranquila seria no mínimo bizarro), porém, pela riqueza de formas de ataque (Golpe Físico, Magia, Habilidades especiais de cada personagens, utilização de itens, invocação de Espers, etc), é possível criar inúmeras estratégias, ainda mais quando se está próximo ao fim do jogo. Trata-se daquele sistema onde você DEVE saber que o menor espaço entre dois pontos é uma linha reta, a menos que você queira deixar seus personagens fortes.


Em Chrono Trigger, é utilizado um sistema de luta mais inovador e mais dinâmico, onde os personagens interagem com o cenário, e dependendo da posição dos inimigos, um mesmo ataque pode afetar mais de um inimigo (o que pode tornar a luta um tanto quanto mais fácil), além de haver golpes em que os personagens podem unir suas forças num único ataque (ataques duplos e triplos). Porém, a riqueza de estratégias que podem ser feitas, embora ainda seja grande, é menor que em Final Fantasy VI.

A opinião sobre qual sistema de batalha é melhor é bem relativo, particularmente, prefiro o do Chrono Trigger (talvez seja a única coisa que prefira com relação a Vossa Senhoria...), mas gosto do sistema de Final Fantasy VI, principalmente por haver um grande número de estratégias que podemos fazer. O fato de poder utilizar 4 personagens ao invés de 3 também torna a luta mais estratégica, mas nem por isso mais fácil.

Mapa

Chrono Trigger explora uma coisa interessante que é o movimento da terra durante os anos, semelhante com o ocorrido no planeta Terra, mas ainda há coisas sem explicação (alguém aí falou daquela destruição que aconteceu na Antiguidade e que não afetou o Passado e o Presente?). Chrono Trigger também não explica de forma convincente a existência do Fim dos Tempos.


Final Fantasy VI tem uma grande diversidade de cidades e vilarejos, sem contar os estábulos de Chocobos escondidos pelo mapa principal. Em World of Ruin, trabalhou com coisas muito interessantes, principalmente a respeito da Trilha da Serpente e da separação de alguns continentes com relação aos ataques de Kefka.

O mapa de Chrono Trigger é bem menor que o de Final Fantasy VI, só pode ser considerado maior se formos juntar TODOS os mapas do jogo, mas aí juntarmos também com o mapa de World of Ruin, nem eu sei dizer qual é maior... de qualquer forma, as viagens na Blackjack e na Falcon são muito mais divertidos que as viagens na Epoch.

Magia

Final Fantasy VI explora de forma FANTÁSTICA a Magia, na verdade, o jogo praticamente gira ao redor disso, porém, os humanos não precisam NECESSARIAMENTE dela para sobreviver, apenas a querem para poder sobreviver do frio, do calor e do ataque de monstros e bestas do planeta, ou, claro, para poder ter domínio sobre o planeta e seus habitantes. Ele tem uma história incrível sobre a magia - boa parte nem ao menos é contada no jogo, se não ficaria muito extenso -, essa história pode ser lida na quarta edição da Game Sênior.


Em Chrono Trigger, bem... Que merda é aquela de ficar dando três voltinhas no rato? Aquilo é o cúmulo do ridículo, não tem o menor nexo, com certeza, é o que mais me decepciona em Chrono Trigger: a forma como ele NÃO explorou bem a magia. Enfim, gosto é que nem bunda, cada um tem a sua.

Relação entre os personagens

Em Chrono Trigger, há um grupo de no máximo 7 pessoas, onde nem todas elas se relacionam no jogo diretamente (alguém aí falou de Robo?). As maiores relações entre personagens que temos é a "clássica" relação da protagonista com uma menina que no final termina em casamento. Também há a bonita relação de Robo com Lucca, a relação nem tão amistosa de Frog e Magus, a relação de irmãos entre Schala e Magus, entre outras, mas basicamente se resume a isso: relação de grupos isolados, formados por no máximo três pessoas, com raras exceções, como a morte de Crono, a tentativa de salvar a mãe de Lucca, entre algumas poucas outras. Confesso que talvez tenha sido um pouco mais preconceituoso neste quesito.


Em Final Fantasy VI, percebe-se claramente a existência de motivos REAIS para derrotar Kefka (ao contrário de Chrono Trigger, que tem aquela famigerada história de "queremos salvar o mundo..."), pois houve pessoas que foram afetadas DIRETAMENTE pelo vilão (Cyan, Edgar, Terra, Celes e Locke), sem contar aqueles que foram afetados indiretamente ou estavam sendo ameaçadas, mesmo que indiretamente (Sabin, Strago, Relm e Shadow). Sem contar que em vários momentos no Airship (seja na Blackjack ou na Falcon), há uma enorme interação entre os mesmos, mas não em grupos fechados. Destaque para a relação, ainda que isolada, de Locke e Celes, que apesar de tudo, no final, NÃO terminou em casamento.

Conhecimentos e Reflexões

Em Chrono Trigger, é demonstrado conhecimentos e atitudes que nos levam a reflexões como dinâmica da terra (já dito anteriormente), conhecimento temporal (ainda que... deixa pra lá), justiça (tribunal do Castelo de Guardia, onde Chrono é condenado), união (ainda que menor do que Final Fantasy VI), honra e lealdade (Frog que o diga), que dinheiro não é tudo (Marle querendo sua liberdade), ambição dos seres humanos (ainda que MUITO menor que Final Fantasy VI), entre outros que não me lembro por hora.


Em Final Fantasy VI, é demonstrado conhecimentos e atitudes que nos levam a reflexões como corrompimento da mente humana (Kefka principalmente... Terra, Celes e Shadow também sofreram por isso), a existência e o poder de Deus (Kefka novamente), a união (também presente em Chrono Trigger, mas muito mais presente em Final Fantasy VI, em vários momentos), senso de justiça (ainda que diferente de Chrono Trigger, pode ser visto através de General Leo), sobrevivência dos seres humanos através de suas próprias forças (vistas através das máquinas a vapor e minas de carvão exploradas em Narshe), honra e lealdade (visto através de Cyan), valorização da família (também presente em Chrono Trigger, mas visto de forma diferenciada e mais "bruta" em Final Fantasy VI através de Cyan e de Celes), mentira utilizada como estratégia (utilizada por Gestahl quando o portão dos Espers é aberto), suicídio (visto através de Celes em World of Ruin), preservação da história (no Castelo Perdido), entre outros que não me lembro por hora.

Ambos mostram conhecimentos e nos trazem reflexões muito boas, mas convenhamos, a forma como os fatos são tratados em Final Fantasy VI são muito mais fortes, vai dizer que ninguém ficou chocado com a tentativa de suicídio de Celes e com a destruição do mundo feita por Kefka?

Batalha Final

Em Chrono Trigger, a batalha final (depois de já ter destruído as duas carcaças de Lavos...) ocorre em um vórtice temporal maluco, que embora seja bastante emocionante, não é bem explicado, além do "verdadeiro" Lavos estar escondido em uma forma pequena no lado direito - garanto que muitos demoraram para sacar isso. Na batalha final, a sensação do jogador é mais ou menos a seguinte: "Finalmente vamos salvar o planeta!".


Em Final Fantasy VI, a batalha final ocorre num cenário divino, onde mostra Kefka com todo o seu poder, onde o mesmo é colocado na posição de um Deus (Final Fantasy VI trabalha também com temas religiosos), não que seja algo como Saint Seiya, mas sim como algo que "Finalmente o desgraçado está na nossa frente, é a nossa única chance de nos vingar", em Chrono Trigger, não há motivos DIRETOS para eles terem esse pensamento. Na batalha final, a sensação do jogador é mais ou menos a seguinte: "Finalmente chegou a hora de acabar com esse filho da put* desgramado do Kekfa!!!".



Conclusão

Quero ressaltar que gosto bastante de Chrono Trigger apesar de tudo, mas me senti na obrigação de fazer este post a fim de comparar pontos de ambos os jogos. Meu objetivo não é dizer que Final Fantasy VI é melhor que Chrono Trigger, isso não é sadio e não é do meu feitio fazer este tipo de coisa, mesmo com todos já sabendo a minha opinião a respeito. Cada um tem o gosto que quiser, mas se alguém desprezar Vossa Senhoria, eu chego na voadora e caio matando.


Lembrando que a ideia deste texto é fazer com que o leitor reflita sobre o que foi dito, não posso obrigar ninguém a tomar posse da ideia, tentei explicar da forma mais simplificada o possível o quão a complexidade de Final Fantasy é fantástica! Só não falei da trilha sonora porque aí iria vir gente com mais de 8000 pedras na mão, pois já é de conhecimento público que acho a trilha sonora de Final Fantasy VI umas 10 vezes melhor que a de Chrono Trigger, mesmo a deste sendo muito boa.

Enfim, é isso, só espero que ninguém fique de mal de mim por causa deste texto... só não peço para não deixarem de me seguir no Twitter porque sei que isso será inevitável, mas desde o começo sabia que quando apertasse o "Publicar Postagem", teria -5 followers no Twitter em 2 dias.

Até mais,
Wolfwood