15 de julho de 2011

Demos início à Cruzada Sega 32X!



Cruzada 32X

Saudações caros leitores deste humilde blog, muita gente sabe que não sou o melhor quando se trata de edições ultra-fodásticas de imagens, minha habilidade nata é no pixel art editando gráficos que contenham palavras, em geral, traduzindo-as para o português, como o ROMHack propõe, mas convenhamos: o banner acima teria ficado melhor se o "32X" ficasse numa resolução mais legal.

However, Whata the fuck is "Cruzada Sega 32X"? Well, Cruzada Sega 32X é um esquema muito louco onde me proponho a jogar toda a biblioteca de jogos do console (ou nem tanto assim) chamado Sega 32X, lançado pela Sega (orly?) em 1994. O termo "Cruzada" aparentemente surgiu quando o Gagá (Orakio Rob) resolveu jogar todos os jogos do Master System (e vejo que pela lista dele, faltou uns 6/7 títulos toscos), não faço ideia de onde ele tirou essa palavra, mas só sei que fiz questão de reutilizá-la aqui, pelo menos o pessoal já identifica logo de cara do que se trata.

Com relação a Cruzda, as regras de como os jogos serão jogados serão as seguintes:
- Lançamento (Prioridade maior) -- A maioria dos jogos de 32X não tem dados do dia ou sequer mês exato de lançamento, estes que não tem dados alguns serão jogadores primeiro.
- Ordem alfabética (Prioridade menor) -- Lançamento americano.

Sega 32XAfinal, o que é o Sega 32X? O Sega 32X é esse aparelho feio pra cassete que vocês estão vendo aí do lado, ele vai em cima do Mega Drive e na verdade trata-se um outro aparelho, com jogos exclusivos dele (sem contar uma lista de meia dúzia de jogos que só é jogável no Sega CD 32X, onde é preciso também do Sega CD além do 32X e do Mega Drive), mas que é dependente do Mega Drive embaixo para funcionar, ou seja, ele é gay, ririri.

Resolvi fazer essa cruzada meio de repente porque me dei conta que estou num período chamado "férias" e que estou com tempo livre o suficiente para jogar toda a biblioteca de 35 jogos do Sega 32X (não estou contando os 6 jogos lançados para o Sega CD 32X), além de comentar com imagens sobre cada jogo para vocês, espero que assim dê para conseguir alguns posts legais, já que ultimamente só os não-hereges têm lido os posts.

Claro que o fato de ser férias não explica porque necessariamente escolhi o Sega 32X para ser a plataforma em que a cruzada será realizada. Ele foi o sistema escolhido justamente por ver que não sabia absolutamente NADA de 32X, até me interessar pelo mesmo lendo algumas informações a respeito dele por aí.

Só espero de verdade que não fique parado como aquele meu antigo projeto de jogar todas as traduções de Final Fantasy VI ao mesmo tempo, talvez um dia eu retome esse projeto, embora seja só em 2013, caso o mundo ainda continue inteiro.

Enfim, a cruzada vai começar a partir do próximo post! Este foi apenas um post de anúncio do início dela! Convenhamos, vai ser engraçado ver este carinha aqui falando dos jogos de 32X dessa maneira chata dele de escrever e ver as coisas.

Até mais,
Wolfwood


1 de julho de 2011

Será que este ser Lobonesco não é um dos homens mais felizes deste Brasil?



Final Fantasy III (Final Fantasy VI americano)

Saudações caros leitores deste humilde blog, já faz um tempo que não apareço diante de vós - e claro, as desculpas por isso ocorrer são sempre as mesmas, e não as quero repetí-las aqui novamente, por já são conhecidas de vós - a fim de apresentar mais algumas informações acerca do mundo, seja dos jogos eletrônicos (ou de tabuleiro também, por que não?), da emulação, do ROMHacko, da nerdagem (alguém lembra daquele meu post de simplificação de HTML?), deste em que vivemos - capitalista -, da blogosfera, pessoal lobonesco e de sabe-se lá o que mais.

Creio que 80% daqueles que tiveram a bondade de vir até este blog, não estão mais lendo este post, porque essa introdução além de ser rídicula é tediosa bagarai, mas isso já é costumeiro deste ser Lobonesco neologizeiro.

Ah sim, ao post...



Àqueles que me acompanham no twitter, me conhecem pessoalmente ou já vieram na minha casa - este último foram muito poucos, em geral, a manolada da N Party - sabem que sou um colecionador de video games.

Quadro do Sonic
"Um dos itens da coleção de Lobim"

Já recebi um número razoável de comentários onde dizem que provavelmente sou um dos colecionadores de video games mais jovens que existem, pelo menos que tenta levar mais a sério, onde a sua coleção não se limita a pedir para a mãe ou para alguém comprar, em outras palavras, vou atrás de boas e grandes ofertas e economizo fortemente o dinheiro que me é dado semanalmente para todas as atividades (refeição, passagem e outros gastos praticamente obrigatórios) a fim de comprar os artigos da minha coleção, mas antes que pensem, este ser lobonesco não trabalha por que ele é, de fato, impossibilitado de trabalhar, devido à carga horária escolar, o máximo de trabalho que dá para arranjar, é um bico aqui e lá, mas ainda assim, dá para comprar um ou outro artigo quando surge uma boa oportunidade.

Mas enfim, não preciso me justificar a forma como adquiro meus produtos, nem mesmo de onde consigo tal renda, só quero que fique claro que apesar de tudo, eu levo essa coleção a sério, pois quem corre atrás de tudo e cuida da coleção em si sou eu, ainda que as vezes seja muito cara-de-pau para adquirir certos produtos, confesso.

Final Fantasy VI

Dentro da minha coleção, eu tenho pequenas sub-metas, alguns artigos que gostaria de adquirir, isso é necessário fazer para não sair comprando tudo como um louco, até porque, é impossível ter todos os jogos e sistemas do mundo, sem exceção.

Uma dessas sub-metas é obter todas as versões de Final Fantasy VI lançadas - meu foco são os sistemas, não os idiomas - , sendo que o mesmo foi lançado para três sistemas: Super Nintendo Entertainment System, Playstation (PSX) e Game Boy Advance; destas, já consegui aproximadamente "1,5" versões (neste caso, coloquei no plural porque já passou de uma versão MESMO, só para os amantes da gramática não cairem matando, vocês vão entender a seguir o por quê), sendo elas:
• Greatest Hits: Final Fantasy Anthology completo (Final Fantasy V + Final Fantasy VI) para Playstation; -- A versão japonesa vem em CDs separados.
• Final Fantasy VI somente o cartucho (japonês) - inclusive, tenho 2 fitas - para Super Nintendo Entertainment System;
• Final Fantasy III com caixa e sem manual (americano) para Super Nintendo Entertainment System.

Final Fantasy VI Lobonesco

Ainda pretendo adquirir o manual da versão americana, bem como a caixa e o manual da versão japonesa, ambas de Super Nintendo (sendo elas o "0,5" restante), sendo que ainda falta adquirir a versão de Game Boy Advance completa.

Recentemente (há uma semana, para ser exato) adquiri a versão americana do Super Nintendo, os meus colegas (Ross e Jomon) que estavam comigo viram a minha felicidade. Estava com tanta vontade de ter o jogo que havia comprado a caixa com suporte e as propagandas no ano passado.

Agora a questão desde post é: Será que eu não sou uma das pessoas mais felizes deste Brasil? Não é a toa, tendo Vossa Senhoria comigo em 3 formas diferentes, tem como não ser? Sinto-me abençoado e privilegiado pelo poder divino. Ah sim, àqueles que preferem a Trigeza Cronada, eu tenho a versão de SNES completa aqui, japonesa.

Trigeza Cronada completa japonesa

Afinal, o objetivo deste post não era falar e me vangloriar da minha coleção, não tenho intenções de fazer isso, pois o pensamento de que estou querendo mostrar uma certa superioridade com relação aos outros não sai de minha cabeça, também não é do meu feitio ficar mostrando fotos disso, talvez porque eu sei o sentimento de "eu quero!" que vem nas pessoas, o que pode gerar uma certa inveja, algo que abomino e que de fato, não faz bem, sei como é e quero que isso seja evitado.

O objetivo desse post era apenas mostrar a minha felicidade ao obter o item mais desejado da minha coleção: a fita americana de Final Fantasy VI de SNES e mostrar ainda mais o amor que tenho por esse jogo, que passa do plano psicológico para o plano físico.

Final Fantasy VI americano e japonês

Enfim, farei o possível para mudar o tema no próximo post, esse já é o segundo post seguido que gira ao redor de Final Fantasy VI, sei o quanto Vossa Senhoria é importante, mas não posso esquecer que se eu não escrever coisas que os leitores querem ler, não vai adiantar em muita coisa passar uma tarde escrevendo certo post.

Até mais,
Wolfwood


4 de junho de 2011

Trigeza Cronada desafia Vossa Senhoria, Criador e Nosso Deus




Saudações caros leitores deste humilde blog, através desta postagem com nome estranho venho fazer um post que a muito queria fazer, trata-se da comparação dos jogos Final Fantasy VI (Vossa Senhoria, aquele que cativa vossos corações) e Chrono Trigger (aquele que todos babam quando jogam, obviamente, sem conhecer Vossa Senhoria, ou àqueles que conhecem, não compreenderam o real sentido ideológico do jogo).

Fiz uma pequena citação, e falei pouco a respeito disso no post em que falo sobre meu amor incondicional por nosso Deus Final Fantasy VI, hoje venho falar de forma mais aprofundada sobre este tópico um tanto quanto interessada.

Claro que se você for mais um daqueles babões por Trigeza Cronada, ao terminar de ler este post tudo o que vai querer na sua vida é encontrar um Death Note, descobrir meu nome completo e saber as formas de meu rosto, ou simplesmente saber o meu paradeiro e vir até aqui me assassinar a sangue frio.


Deixo claro que odeio fazer comparações, mas quando se fala de Final Fantasy VI, ocorre um frenesi onde o poder supremo toma conta e transformo-me em um advogado do divino. Essa batalha já tem sido tão duradoura e sanguinária quanto a luta do Super Nintendo Entertainment System e Sega Mega Drive, que atravessou gerações, onde a minha presença é totalmente necessária.

Aviso antes de mais nada, que é recomendável que você só leia este artigo se tiver terminado de jogar AMBOS os jogos, ter terminado só o Chrono Trigger ou só o Final Fantasy VI, ou nenhum dos dois (principalmente), não rola, queremos pessoas com bons argumentos por aqui.

Enfim...



Quando digo que quem prefere Chrono Trigger a Final Fantasy VI (claro que me refiro àqueles que jogaram e TERMINARAM ambos os jogos, muita gente joga facas e aponta para Vossa Senhoria sem ao menos tê-la desbravada totalmente) é porque não entende a complexidade existente em Final Fantasy VI, não falo brincando. Abaixo seguem boa parte de meus argumentos do por que que falo isso tão veementemente. Claro que nem sempre as pessoas preferem coisas mais complexas, existem pessoas que preferem jogar video game para esfriar a cabeça e garanto que Final Fantasy VI deixam as pessoas mais pensativas, o que pode não ser um fato agradável para quem realmente não quer ficar de cabeça quente.

A real necessidade de continuações

Mesmo após o término do jogo, ainda existem muitas perguntas que não foram respondidas, muitos "quês" no ar, sendo que boa parte dessas perguntas só podem ser respondidas em documentos oficiais escritos somente em japonês pela Squaresoft, como a infância de Kefka Palazzo, a relação entre Kefka e Celes Chere e a mentalidade de Kefka. O que também possibilita perfeitamente a criação de uma continuação que a Squaresoft decidiu não fazer (ora agradeço, ora condeno a empresa por tal).


Já em Chrono Trigger, embora tenha duas continuações oficiais (Radical Dreamers e Chrono Cross), não há motivo da existência das mesmas, quem jogou Chrono Trigger sabe que a história começa, desenrola e termina ali, e acabou, nem as histórias das próprias personagens (com exceção de Magus) foram bem exploradas (algo que em Final Fantasy VI ocorre de forma impecável).

Complexidade inicial

A complexidade de Final Fantasy VI pode ser para muitos a coisa mais cansativa do jogo, já que o jogo já começa lhe tacando muita história e as pessoas se sentem perdido em meio a tanta informação (começa falando de Guerra dos Magi, Império, Espers, ambição dos seres humanos, Destruição do mundo, Returners, etc), sem contar que já começa com um clima meio sombrio (alguém aí falou da abertura?), numa cidade onde não há ninguém e só aparecem soldados querendo lhe enfrentar. A história começa ter algum sentido quando se chega no Castelo de Fígaro, onde o clima fica, mesmo que por pouco tempo, um pouco mais agradável.


Com relação a isso, Chrono Trigger é bem mais legal com o jogador, o jogo começa em festa, com uma história bem tranquila (o mais complexo de Chrono Trigger é entender os motivos de Lavos na destruição do mundo e de como acontecem as viagens no tempo, e só) e com tudo bem amigável, o jogador se sente mais confortável neste meio. Não que isso seja um ponto positivo, mas sim que faz com que o jogador não crie tantas perguntas quanto em Final Fantasy VI, agora se é bom ou ruim, depende de cada um, o fato de ter mais perguntas pode fazer com que o jogador sinta mais vontade de jogar a fim de procurar respostas ou de fazer ele desistir porque achou o jogo muito confuso.

Protagonista(s)

Em Chrono Trigger, o protagonista é mudo, e mora em uma casa alá Pokémon (Seu quarto e Cozinha. Conclusão: Sua mãe dorme na cozinha). Particularmente, odeio protagonistas mudos, talvez esse seja um dos principais motivos que não me inspiraram a zerar algum jogo da série The Legend of Zelda. História? Que nada, ele não tem, mais uma semelhança com Pokémon: a única história a respeito do personagem é que ele mora com sua mãe numa cidadezinha.


Agora em Final Fantasy VI, para começar, não há protagonista, há quem diga que seja a Terra (ou Tina no Japão), mas se ela fosse tão importante assim, você precisaria terminá-la com ela no seu time, certo? Mas isso nem sequer é preciso, ela não está dentre os três personagens obrigatórios para a batalha final (Celes, Edgar e Setzer). Ao todo, são DOZE Protagonistas (Os catorze personagens fixos na sua equipe, com exceção de Umaro e Gogo, que são mudos), todos eles com carisma - se ser mudo é ser carismático isso convém de cada um - e personalidades próprias. Histórias? Sim, CADA UM deles tem as suas, algumas mais aprofundadas e outras não são muito exploradas, até porque, ter doze histórias paralelas aprofundadas mais a história do jogo iria ser coisa demais.

Sistema de Batalha

Em Final Fantasy VI é mais desgastante, já que ele utiliza o mesmo método utilizado por vários RPGs, que é aquele em que monstros podem aparecer aleatoriamente em calabouços e espaços determinados (até porque, entrar em uma batalha com um monstro dentro de uma casa em uma vila tranquila seria no mínimo bizarro), porém, pela riqueza de formas de ataque (Golpe Físico, Magia, Habilidades especiais de cada personagens, utilização de itens, invocação de Espers, etc), é possível criar inúmeras estratégias, ainda mais quando se está próximo ao fim do jogo. Trata-se daquele sistema onde você DEVE saber que o menor espaço entre dois pontos é uma linha reta, a menos que você queira deixar seus personagens fortes.


Em Chrono Trigger, é utilizado um sistema de luta mais inovador e mais dinâmico, onde os personagens interagem com o cenário, e dependendo da posição dos inimigos, um mesmo ataque pode afetar mais de um inimigo (o que pode tornar a luta um tanto quanto mais fácil), além de haver golpes em que os personagens podem unir suas forças num único ataque (ataques duplos e triplos). Porém, a riqueza de estratégias que podem ser feitas, embora ainda seja grande, é menor que em Final Fantasy VI.

A opinião sobre qual sistema de batalha é melhor é bem relativo, particularmente, prefiro o do Chrono Trigger (talvez seja a única coisa que prefira com relação a Vossa Senhoria...), mas gosto do sistema de Final Fantasy VI, principalmente por haver um grande número de estratégias que podemos fazer. O fato de poder utilizar 4 personagens ao invés de 3 também torna a luta mais estratégica, mas nem por isso mais fácil.

Mapa

Chrono Trigger explora uma coisa interessante que é o movimento da terra durante os anos, semelhante com o ocorrido no planeta Terra, mas ainda há coisas sem explicação (alguém aí falou daquela destruição que aconteceu na Antiguidade e que não afetou o Passado e o Presente?). Chrono Trigger também não explica de forma convincente a existência do Fim dos Tempos.


Final Fantasy VI tem uma grande diversidade de cidades e vilarejos, sem contar os estábulos de Chocobos escondidos pelo mapa principal. Em World of Ruin, trabalhou com coisas muito interessantes, principalmente a respeito da Trilha da Serpente e da separação de alguns continentes com relação aos ataques de Kefka.

O mapa de Chrono Trigger é bem menor que o de Final Fantasy VI, só pode ser considerado maior se formos juntar TODOS os mapas do jogo, mas aí juntarmos também com o mapa de World of Ruin, nem eu sei dizer qual é maior... de qualquer forma, as viagens na Blackjack e na Falcon são muito mais divertidos que as viagens na Epoch.

Magia

Final Fantasy VI explora de forma FANTÁSTICA a Magia, na verdade, o jogo praticamente gira ao redor disso, porém, os humanos não precisam NECESSARIAMENTE dela para sobreviver, apenas a querem para poder sobreviver do frio, do calor e do ataque de monstros e bestas do planeta, ou, claro, para poder ter domínio sobre o planeta e seus habitantes. Ele tem uma história incrível sobre a magia - boa parte nem ao menos é contada no jogo, se não ficaria muito extenso -, essa história pode ser lida na quarta edição da Game Sênior.


Em Chrono Trigger, bem... Que merda é aquela de ficar dando três voltinhas no rato? Aquilo é o cúmulo do ridículo, não tem o menor nexo, com certeza, é o que mais me decepciona em Chrono Trigger: a forma como ele NÃO explorou bem a magia. Enfim, gosto é que nem bunda, cada um tem a sua.

Relação entre os personagens

Em Chrono Trigger, há um grupo de no máximo 7 pessoas, onde nem todas elas se relacionam no jogo diretamente (alguém aí falou de Robo?). As maiores relações entre personagens que temos é a "clássica" relação da protagonista com uma menina que no final termina em casamento. Também há a bonita relação de Robo com Lucca, a relação nem tão amistosa de Frog e Magus, a relação de irmãos entre Schala e Magus, entre outras, mas basicamente se resume a isso: relação de grupos isolados, formados por no máximo três pessoas, com raras exceções, como a morte de Crono, a tentativa de salvar a mãe de Lucca, entre algumas poucas outras. Confesso que talvez tenha sido um pouco mais preconceituoso neste quesito.


Em Final Fantasy VI, percebe-se claramente a existência de motivos REAIS para derrotar Kefka (ao contrário de Chrono Trigger, que tem aquela famigerada história de "queremos salvar o mundo..."), pois houve pessoas que foram afetadas DIRETAMENTE pelo vilão (Cyan, Edgar, Terra, Celes e Locke), sem contar aqueles que foram afetados indiretamente ou estavam sendo ameaçadas, mesmo que indiretamente (Sabin, Strago, Relm e Shadow). Sem contar que em vários momentos no Airship (seja na Blackjack ou na Falcon), há uma enorme interação entre os mesmos, mas não em grupos fechados. Destaque para a relação, ainda que isolada, de Locke e Celes, que apesar de tudo, no final, NÃO terminou em casamento.

Conhecimentos e Reflexões

Em Chrono Trigger, é demonstrado conhecimentos e atitudes que nos levam a reflexões como dinâmica da terra (já dito anteriormente), conhecimento temporal (ainda que... deixa pra lá), justiça (tribunal do Castelo de Guardia, onde Chrono é condenado), união (ainda que menor do que Final Fantasy VI), honra e lealdade (Frog que o diga), que dinheiro não é tudo (Marle querendo sua liberdade), ambição dos seres humanos (ainda que MUITO menor que Final Fantasy VI), entre outros que não me lembro por hora.


Em Final Fantasy VI, é demonstrado conhecimentos e atitudes que nos levam a reflexões como corrompimento da mente humana (Kefka principalmente... Terra, Celes e Shadow também sofreram por isso), a existência e o poder de Deus (Kefka novamente), a união (também presente em Chrono Trigger, mas muito mais presente em Final Fantasy VI, em vários momentos), senso de justiça (ainda que diferente de Chrono Trigger, pode ser visto através de General Leo), sobrevivência dos seres humanos através de suas próprias forças (vistas através das máquinas a vapor e minas de carvão exploradas em Narshe), honra e lealdade (visto através de Cyan), valorização da família (também presente em Chrono Trigger, mas visto de forma diferenciada e mais "bruta" em Final Fantasy VI através de Cyan e de Celes), mentira utilizada como estratégia (utilizada por Gestahl quando o portão dos Espers é aberto), suicídio (visto através de Celes em World of Ruin), preservação da história (no Castelo Perdido), entre outros que não me lembro por hora.

Ambos mostram conhecimentos e nos trazem reflexões muito boas, mas convenhamos, a forma como os fatos são tratados em Final Fantasy VI são muito mais fortes, vai dizer que ninguém ficou chocado com a tentativa de suicídio de Celes e com a destruição do mundo feita por Kefka?

Batalha Final

Em Chrono Trigger, a batalha final (depois de já ter destruído as duas carcaças de Lavos...) ocorre em um vórtice temporal maluco, que embora seja bastante emocionante, não é bem explicado, além do "verdadeiro" Lavos estar escondido em uma forma pequena no lado direito - garanto que muitos demoraram para sacar isso. Na batalha final, a sensação do jogador é mais ou menos a seguinte: "Finalmente vamos salvar o planeta!".


Em Final Fantasy VI, a batalha final ocorre num cenário divino, onde mostra Kefka com todo o seu poder, onde o mesmo é colocado na posição de um Deus (Final Fantasy VI trabalha também com temas religiosos), não que seja algo como Saint Seiya, mas sim como algo que "Finalmente o desgraçado está na nossa frente, é a nossa única chance de nos vingar", em Chrono Trigger, não há motivos DIRETOS para eles terem esse pensamento. Na batalha final, a sensação do jogador é mais ou menos a seguinte: "Finalmente chegou a hora de acabar com esse filho da put* desgramado do Kekfa!!!".



Conclusão

Quero ressaltar que gosto bastante de Chrono Trigger apesar de tudo, mas me senti na obrigação de fazer este post a fim de comparar pontos de ambos os jogos. Meu objetivo não é dizer que Final Fantasy VI é melhor que Chrono Trigger, isso não é sadio e não é do meu feitio fazer este tipo de coisa, mesmo com todos já sabendo a minha opinião a respeito. Cada um tem o gosto que quiser, mas se alguém desprezar Vossa Senhoria, eu chego na voadora e caio matando.


Lembrando que a ideia deste texto é fazer com que o leitor reflita sobre o que foi dito, não posso obrigar ninguém a tomar posse da ideia, tentei explicar da forma mais simplificada o possível o quão a complexidade de Final Fantasy é fantástica! Só não falei da trilha sonora porque aí iria vir gente com mais de 8000 pedras na mão, pois já é de conhecimento público que acho a trilha sonora de Final Fantasy VI umas 10 vezes melhor que a de Chrono Trigger, mesmo a deste sendo muito boa.

Enfim, é isso, só espero que ninguém fique de mal de mim por causa deste texto... só não peço para não deixarem de me seguir no Twitter porque sei que isso será inevitável, mas desde o começo sabia que quando apertasse o "Publicar Postagem", teria -5 followers no Twitter em 2 dias.

Até mais,
Wolfwood


29 de abril de 2011

O primeiro console a gente nunca esquece: Infância Lobonesca




Saudações caros leitores deste humilde blog, enquanto o Photobucket prova que é bom na rasteira, tenho usado um outro servidor para upar minhas fotos, cujo o ícone do mesmo é um sapo e não é aquele maldito Imageshack - convenhamos, aquele site é muito imprático e ruim se comparado à praticidade do Photobucket, sem contar aquele BOOM que ele deu há algumas semanas -, um tal de sapo.pt, que por sua vez é um pouco estranho, mas lembra a praticidade do Photobucket, será meu servidor provisório por enquanto.

Mas por que diachos esse post começa com essa foto alá "Uatá dê füque?" Claramente trata-se de algo que só os inteligentes conseguirão compreender, pois basta ler o título e a assinatura do post, chegar a uma conclusão e gritar "Eureka!" para compreender o significado da mesma.


Agora, sobre o post, há alguns dias, recebi, para minha surpresa, um e-mail do Mr. André Breder, atuante no Gagá Games e na Revista Game Sênior, onde recebo um convite com meu nome escrito em letras de ouro, obsequiando-me a participar de um meme da blogosfera Retro-gamer (algo que participava sem ser chamado, a fim de provar o quão intrometido sou), cujo tema é: "O primeiro console a gente nunca esquece", e claro que não podia comer bola dessa vez, houve a necessidade de ser pontual, pelo menos não precisa de terno e gravata para fazer o post, senão teria que começar a contar os centavos.

Aos demais participantes do meme, favor deixar um comentário àqueles que não estiverem com o nome citado no final do post, para que possa adicionar seu blog na lista de participantes.

Agora sim, ao post...




"Isso foi só um sonho, não se preocupem.
Foi também uma péssima edição, eu sei.
"

Apesar da imagem, não, este ser que vos fala, conhecido pela alcunha de Lobim, não começou sua vida gamística com um Nintendo 64, muita mordomia para um ser só. Devido a questões financeiras, tive a sorte (considero como sorte principalmente porque se não fosse por isso, certamente não estaria escrevendo para vocês agora) de iniciar a minha vida gamística com um Super Nintendo, pelo que me lembro (ninguém lembra de detalhes da infância), foi o primeiro video game que joguei, se não foi, pelo menos foi ele que passei toda a minha infância jogando, lembro do nome de 90% dos cartuchos.

Através de fotos, vi que passei meus 2~3 anos vendo meu irmão jogar um video game com uma arma no quarto de nossos pais, provavelmente era um Dynavision - sério, antes de ver aquela foto, jurava que nunca um Dynavision havia passado pela porta da minha casa -, não tenho certeza porque só lembro de ter visto de meu irmão jogando, mas não dos jogos em si.

Nós havíamos um primo com uma condição financeira melhor que a nossa, ele e meu irmão viviam juntos, pois não tinham uma diferença de idade muito grotesca, não preciso dizer que eu, com seis anos de idade mais novo que meu irmão, que por sua vez era mais novo que meu primo, ficava excluído sempre das jogatinas. Esse nosso primo comprou então um Playstation 1 (o video game da época) e deu o Super Nintendo dele para a gente, foi aí que conheci esse video game que mudou a minha vida.

Os cartuchos posso descrever perfeitamente os nomes:
• Choplifter III (tenho um carinho especial por esse jogo);
• The Jungle Book;
• Jurassic Park II - The Chaos Continues;
• Uma fita pirata japonesa com três jogos juntos (Super Mario World, Super Bomberman e FIFA International Soccer - nenhum dos três salvava);
• Minha fita bugadíssima do Spider-Man and the X-Men in Arcade's Revenge (lembro até hoje dos esquemas que meu irmão fazia para ela funcionar, marcou bastante);
• Mickey Mania;
• Donkey Kong Country 3;
• Futebol Brasileiro '96 (e seus incríveis bugs e narração peruana clássica);
• International Superstar Soccer;
• Marvel Super Heroes - War of the Gems;
• Metal Warriors;
• Super Mario Kart;
• Kyle Petty's No Fear Racing (era como se fosse meu Top Gear, já que não tinha e nem conhecia o jogo na época);
• Street Fighter II - The World Warrior, e mais alguns 2 jogos que talvez nem existam, mas se existirem, eu não me lembrei deles.

Lembro como se fosse ontem das vezes que jogava, das partidas que perdia para meu irmão (claro, tinha uns 6~7 anos na época) e de todas as coisas relacionadas a ele, das poucas vezes que aluguei fitas (e que certamente, me marcaram muito, lembro de pouquíssimos títulos alugados), das vezes em que meu pai gostava de ver eu e/ou meu irmão jogando Choplifter III, são coisas que não dá para esquecer, por mais que o tempo passe.

Infelizmente, aos meus 9 anos, quando a única coisa de video games que sabia era Super Nintendo, Playstation 1 e Game Boy Advance (que claro, nunca tive, mas tive colegas que tiveram, e que NUNCA me deixaram jogar), meu irmão resolveu pedir um Playstation 2 para a gente de natal - vindo com aquela conversa de que era um video game muito melhor que aquele do nosso primo, que por sinal, adorava -, quando ele chegou, decidimos destravar (Pirataria louca, véi), mas não havia dinheiro para tal, a solução seria vender o Super Nintendo, lembro que como o video game era nosso, foi decidido que iriam me consultar - a fim de fazer algo mais "justo", mesmo sendo facílimo induzir uma criança de 8~9 anos -, por incrível que pareça, mesmo sendo induzido, fiquei pensativo, foi ali, naquele momento, que pude perceber, hoje, que a minha paixão por jogos antigos começou a ser demonstrada naquele dia. Não preciso nem dizer que aceitei a proposta, proposta hoje que me arrependo de ter aceito, não é a toa que o meu ódio por Playstation 2, o pior video game de sua geração, é notável.


"Não é mais que um até logo, não é mais que um breve Adeus."

Pior de tudo, foi saber que conheci o jogo que mudou a minha vida no Playstation 2, obviamente falo de nosso Deus, vosso Imperador, falo de Vossa Excelência Final Fantasy VI, que conheci através do SNEStation (pelo menos essa bagaça funcionava nele, e por sorte, o vosso Imperador também), onde resolvi jogá-lo ao acaso no CD que eu mesmo havia feito e gravado. Creio que foi a melhor função do Playstation 2, fora isso, só conheci jogos como Metal Gear Solid e vi meu irmão jogar Splinter Cell (odeio jogar, adoro assistir) de mais interessante.

Apesar de tudo, ainda hoje, o Super Nintendo ainda é o meu sistema preferido, mesmo conhecendo outros grandes sistemas como o Mega Drive (que adoro também) e o Nintendo DS. Pelo fato de ser colecionador, atualmente tenho um Super Nintendo, com um acervo de jogos bem interessantes, sempre que o jogo no console, sinto algo diferente de quando jogo outros sistemas, é o gosto da infância, nem jogando nos emuladores isso acontece.

Louvemos o Super Nintendo Entertainment System!
Embora admita que o controle de Mega Drive é bem melhor!



Lista de blogs participantes do meme:

A.L.A.S. do Relíquias do MAME;
Adinan Alves do QG Master;
André Breder do Gagá Games;
Becker (quase meu chará da vida real, coer) do Tecnicamente...;
Cosmonal do Cosmic Effect;
Cyber Woo do Arquivos do Woo;
Edwazah do Retroplayers;
Gabriel do GLStoque;
Gustavo Assumpção, Alberto Canen, Bruno Grisci, Daniel Moisés e Felipe de Castro do Nintendo Blast;
Heider Carlos e Mariana do 1/2 Orc;
Henrique Caveira do Cemetery Games;
Johnny Campos do CoolNerdBR;
Leo S. do QG Master;
Leonardo Costa do DosersGames;
Leonardo Soler do Game Genius;
Nesbitt do RetroNewsForever;
Orakio Rob do Gagá Games;
Oráculo do Dimensão X;
Patty K do Blue Rose Garden;
Ritalinando do Videogame.etc;
Robson do Blog do Robson;
Romulo Kusanagi do Game Genius;
Sabat do Retroplayers;
SergioSJS do 1/2 Orc (fez separadamente);
Solo Player do Jogando com os Amigos;
Tandrilion do RetroNewsForever;
Tchulanguero do Vão Jogar;
TH do Retroplayers;
Trooper do Retroplayers;
Willi JRCW do Point Games Brasil.

Se você, leitor, está interessado em participar desse incrível meme produzido pela união mortífera da blogosfera Retro-gamer brazilian mesmo crendo que não faça parte dela (coração de blogueiro retro-gamer é assim, sempre cabe mais um) - até eu mesmo entrei nela meio que de intruso -, não deixe de participar, caso esteja com vontade, faça o seu post e mande para a gente adicionar na lista.

As únicas regras para participar dessa parada é: Falar a verdade - caso duvidemos, pode ter certeza que abaixaremos para onde você estiver e faremos o teste com nosso detector de mentiras, também levaremos uma máquina de torturas, claro -, ter jogado um video game para colocá-lo como seu primeiro video game, botar essa lista no final com o nome de todo mundo que participou, louvar o Breder que iniciou essa parada, fazer este convite tal como estou fazendo e colocar o nome do seu primeiro video game no título (foi a única regra que quebrei, porque sou um cara chato pracarai).

Até mais,
Wolfwood


16 de abril de 2011

O azar do Lobim: A maldição do Photobucket




"Pode parecer que não, mas
neste caso foi proposital,
a imagem é esta mesmo!
"

Azar? Está mais para zica mesmo, mas se colocasse um post com a alcunha de "A zica de Lobim", creio que ninguém leria, nem eu mesmo.

É certo que este é um post em que cortei as minhas formas tradicionais de criação de post (como sempre ter uma saudação formal no início, imagens bem variadas e coisas assim, éticas particulares minhas com relação a um post próprio), não é por menos, fui pego realmente de surpresa por algo que nunca me decepcionou em 4 anos de uso.

Estou falando, como já foi percebido, do meu balde de fotos, ou se preferirem, da Photobucket. Desde em que comecei a utilizar a internet seriamente, sempre utilizei o mesmo como meu servidor de imagens da internet. Foram raros os problemas que tive com tal, posso contar nos dedos, problemas relativamente pequenos, como o fato do site não estar carregando, o carregamento de uma imagem muito sinistra ao invés da minha (ainda tenho essa peripécia na minha conta, foi realmente sinistro essa parada), o upload não estar carregando, alguma foto não ter carregado, enfim, problemas facilmente resolvidos.


"Parece que isso tem
sido a única coisa visível
MESMO nos últimos tempos!
"

A questão é que nos últimos dias aconteceu uma parada tão sinistra que gostaria de poder saber como arrumar - sem perder tempo - de forma que não saia tão prejudicado e não seja necessário a utilização do veneno sólido verde capitalista, coisa que por mais que seja um mal necessário, eu não tenho, será possível?

Expliquemos o que de fato ocorreu: não sabia que o Photobucket havia um limite máximo de acessos de 10GB mensais e por algum motivo que nem eu sei, esse limite foi ultrapassado em menos de 2 semanas (atualmente encontra-se em 14.9GB, ou seja, limite ultrapassado), fazendo com que o servidor colocasse em todas as minhas imagens publicadas a imagem que pode ser vista neste post. O maior problema é que não há como retornar isso - como falei, uso a internet seriamente há 4 anos, é impossível encontrar todos os links de imagens postados e modificá-los -, ou melhor, existem sim, mas são métodos evitáveis pela parcela salubre da população:

1- A utilização do veneno sólido verde capitalista a fim de evolucionar a minha conta, de forma que a mesma esteja ilimitada com relação a esses acessos. Juro que se tivesse tal veneno, até pensaria em aceitar a proposta do site, mas como falta-me tal veneno, decidi descartar tal hipótese.

2- O tempo, claro, dia 6 de Maio as minhas imagens voltam ao ar novamente e... espera aí, estamos no dia 16 de Abril ainda! Droga, parece que o São Mano não quer que o ser lobonesco crie posts para vós. Não preciso dizer que essa é a única hipótese plausível para um ser desditoso desprovido de veneno sólido verde capitalista como este que vos fala.


"Olha a imagenzinha do carilho"

Enfim, fica aqui registrada a minha indignação com relação ao Photobucket. Ele continua sendo o melhor uploader de imagens que conheço (caso alguém conheça algum melhor, que não seja aqueles que vou citar, não tenham dúvidas em comentarem), mais prático do que muitos outros. Não consigo me acostumar com aquele Imageshack, tenho conta lá e etc, mas ele tem uma tradução para o português horrível, além de ter um sistema em que organização de imagens é muito mal feita e difícil de ministrar, totalmente inviável, odeio utilizá-lo. Já aquele Flickr, nunca usei e não sei se ele é bom mesmo, não para este fim que quero utilizá-lo (postar imagens em sites, fóruns, etc), caso alguém saiba mais coisas dele, não tenham dúvida em comentar.

Fiquem de olho, e não divulguem seus álbuns de fotos no Photobucket.

Que essa bagaça não me trolle mais,
Wolfwood