16 de abril de 2011

O azar do Lobim: A maldição do Photobucket




"Pode parecer que não, mas
neste caso foi proposital,
a imagem é esta mesmo!
"

Azar? Está mais para zica mesmo, mas se colocasse um post com a alcunha de "A zica de Lobim", creio que ninguém leria, nem eu mesmo.

É certo que este é um post em que cortei as minhas formas tradicionais de criação de post (como sempre ter uma saudação formal no início, imagens bem variadas e coisas assim, éticas particulares minhas com relação a um post próprio), não é por menos, fui pego realmente de surpresa por algo que nunca me decepcionou em 4 anos de uso.

Estou falando, como já foi percebido, do meu balde de fotos, ou se preferirem, da Photobucket. Desde em que comecei a utilizar a internet seriamente, sempre utilizei o mesmo como meu servidor de imagens da internet. Foram raros os problemas que tive com tal, posso contar nos dedos, problemas relativamente pequenos, como o fato do site não estar carregando, o carregamento de uma imagem muito sinistra ao invés da minha (ainda tenho essa peripécia na minha conta, foi realmente sinistro essa parada), o upload não estar carregando, alguma foto não ter carregado, enfim, problemas facilmente resolvidos.


"Parece que isso tem
sido a única coisa visível
MESMO nos últimos tempos!
"

A questão é que nos últimos dias aconteceu uma parada tão sinistra que gostaria de poder saber como arrumar - sem perder tempo - de forma que não saia tão prejudicado e não seja necessário a utilização do veneno sólido verde capitalista, coisa que por mais que seja um mal necessário, eu não tenho, será possível?

Expliquemos o que de fato ocorreu: não sabia que o Photobucket havia um limite máximo de acessos de 10GB mensais e por algum motivo que nem eu sei, esse limite foi ultrapassado em menos de 2 semanas (atualmente encontra-se em 14.9GB, ou seja, limite ultrapassado), fazendo com que o servidor colocasse em todas as minhas imagens publicadas a imagem que pode ser vista neste post. O maior problema é que não há como retornar isso - como falei, uso a internet seriamente há 4 anos, é impossível encontrar todos os links de imagens postados e modificá-los -, ou melhor, existem sim, mas são métodos evitáveis pela parcela salubre da população:

1- A utilização do veneno sólido verde capitalista a fim de evolucionar a minha conta, de forma que a mesma esteja ilimitada com relação a esses acessos. Juro que se tivesse tal veneno, até pensaria em aceitar a proposta do site, mas como falta-me tal veneno, decidi descartar tal hipótese.

2- O tempo, claro, dia 6 de Maio as minhas imagens voltam ao ar novamente e... espera aí, estamos no dia 16 de Abril ainda! Droga, parece que o São Mano não quer que o ser lobonesco crie posts para vós. Não preciso dizer que essa é a única hipótese plausível para um ser desditoso desprovido de veneno sólido verde capitalista como este que vos fala.


"Olha a imagenzinha do carilho"

Enfim, fica aqui registrada a minha indignação com relação ao Photobucket. Ele continua sendo o melhor uploader de imagens que conheço (caso alguém conheça algum melhor, que não seja aqueles que vou citar, não tenham dúvidas em comentarem), mais prático do que muitos outros. Não consigo me acostumar com aquele Imageshack, tenho conta lá e etc, mas ele tem uma tradução para o português horrível, além de ter um sistema em que organização de imagens é muito mal feita e difícil de ministrar, totalmente inviável, odeio utilizá-lo. Já aquele Flickr, nunca usei e não sei se ele é bom mesmo, não para este fim que quero utilizá-lo (postar imagens em sites, fóruns, etc), caso alguém saiba mais coisas dele, não tenham dúvida em comentar.

Fiquem de olho, e não divulguem seus álbuns de fotos no Photobucket.

Que essa bagaça não me trolle mais,
Wolfwood


7 de março de 2011

O Coração de um Retro-gamer



Photobucket

Saudações caros leitores deste humilde blog, começo outro texto aqui no Memórias de um Lobo de Madeira, e se tudo ocorrer bem, ele vai sair no mesmo dia que o rascunho do mesmo foi gerado (06 de Fevereiro de 2011).

Enquanto a inspiração para o próximo review não vem (e olha que já fiz a parte mais chata que é tirar as imagens, tem 465 imagens ao todo do jogo), decidi fazer outro texto expressivo como o do Amor incondicional por Final Fantasy VI, onde falarei sobre o psicológico, os sentimentos, a paixão de um retro-gamer e a sua apegação com o passado, aquilo que não é mais produzido, já foi esquecido por muitos e que tudo o que sobrou com relação a este passado é apenas uma nostalgia de algo ultrapassado, já que o presente são os gráficos em 666 bits e processamento ultra-mega-heavy-metal core.

Afinal, o que forma um coração de um retro-gamer? É um coração de um fracassado solteiro que já desistiu das mulheres (e ao invés de mudar de lado, resolveu apelar para a nerdisse)? É um coração que apegado fortemente ao passado? É um coração que prefere a simplicidade? Na verdade, tudo isso varia, depende de pessoa para pessoa. O retro-gamer é aquele cara que se importa com as coisas, mesmo sendo algo dado há dias ou há anos, que tem interesse no surgimento das coisas, além de ser um filósofo nato.

NES

Nunca conheci nenhum retro-gamer que gostasse dessas porcariazinhas de hoje em dia (alá Juzti Beba ou Leide Gahgah), mas também nunca conheci nenhum retro-gamer que não gostasse de rock clássico como Beatles ou Jimi Hendrix, ou seja, o retro não é o somente no jogos, mas também na música.

Claro que os retro-gamers não são fechados totalmente ao mundo antigo, mundo retro, por serem filósofos, os retro-gamers têm interesse e também se utilizam das coisas do mundo atual, das novas tecnologias e tendências, mas analisam sempre de uma forma crítica, e não deixam se levar totalmente pelas novidades (coisas como sempre querer ter o que lançou, o que é novo, para não ser alguém ultrapassado, na verdade, o retro-gamer está pouco se fudendo pra isso).

Retro

Os retro-gamers são aqueles que não são ignorantes por serem filósofos, são aqueles que não tem medo de dizer o que sentem, o que pensam e o que acham que é mais correto, eles não têm nó na garganta. São aqueles que se fossem diplomatas, poderiam fazer grandes negociações e evitar que guerras inúteis fossem feitas, mas por que tudo isso? Porque eles valorizam as coisas, logo, sabem do valor da vida humana.

Tudo isso pode soar um pouco exagerado, mas tenho que certeza que todo retro-gamer que ler isso vai compreender o que digo, que o fato do mesmo ser um retro-gamer significa que valorizam aquilo que já foi esquecido, indiferente de serem concretas ou abstratas.

Claro que este ciclo não está fechado aos retro-gamers, colecionadores de antiguidades, saudosistas e outros grupos de pessoas estão inseridas neste meio, são todos aqueles que de alguma forma consideram tudo aquilo que têm, e não pensam em desfazer delas, somente de for realmente necessário, ainda que com muita dor no peito ou fazendo o possível para evitar.

Relógio Antigo

Os retro-gamers têm sentimentos, e deixam claro isso, são eles que confessam que choraram no final de algum filme, se algo foi realmente comovente ou não, são eles também que valorizam os sentimentos dos outros, que fazem o que for necessário para que as pessoas não sofram por causa de suas atitudes.

Isso não significa que os retro-gamers são seres superiores ou perfeitos, eles estão longe disso, como dizia Aristóteles, os acidentes não modificam a essência do ser, e cada retro-gamer tem os seus acidentes. O fato deles preservarem o passado pode ser interpretado como bom ou como ruim, por serem apegados, podem trazer diversos problemas caso não seja algo controlado, mas também podem desenvolver um conhecimento incrível, existem suas diversas variações, depende de pessoa para pessoa.

Calvin & Haroldo

O fato de alguns serem retro-gamers (saudosistas ou conhecedores em geral de coisas antigas, como foi dito alguns parágrafos acima) pode trazer bons frutos, pois, por exemplo, quando se toca neste assunto com alguém "não retro-gamer", faz com que a pessoa se lembre de sua infância, e as lembranças da infância são as melhores e as mais tocantes (lembrando que toda regra tem suas exceções), o fato da pessoa ser "especializada" no que é antigo, ou seja, daquilo que pode ter marcado a infância de muita gente, faz com que a pessoa com quem se converse relembre as boas lembranças adormecidas da infância, fazendo com que você se torne uma pessoa importante para ele (por ter feito lembrar disso, fazê-la esquecer um pouco da rotina corrida da atualidade), muito louco essa parada, né? As vezes acho que acabo exagerando um pouco, mas enfim, foi só um exemplo bem avoado mesmo.

Com isso tudo, podemos concluir que por mais que o retro-gamer seja claramente alguém normal, com suas qualidades e seus defeitos, ele tem uma essência, algo abstrato, algo que faz com que seu apego por aquilo que já é considerado ultrapassado seja grandioso, que as coisas se tornem importantes, sejam concretas ou abstratas, não que isso seja algo bom ou ruim, podem ser as duas coisas, mas uma coisa é certa: o retro-gamer é alguém especial, sem dúvidas.

Até mais,
Wolfwood


5 de fevereiro de 2011

Diário de Bordo: Super Mario Bros. 3 - Mundo 1



Observação: Quero deixar claro que este post foi feito originalmente para a N Party, no qual fiz as adaptações necessárias e postei aqui. Porém, houveram alguns problemas / frescuras internas que fizeram com que o post foste retirado do ar lá na N Party. Aproveito aqui para postar o VERDADEIRO Diário que havia feito, já que logo este mesmo post será refeito para o blog, mas com as modificações que foram feitas CONTRA a minha vontade, por pura FRESCURA, mas enfim, deixemos isso para lá, o meu ódio já foi revelado.

Diário de um jogador de Super Mario Bros. 3


Observação: Na N Party, é utilizado o nome "Diário de um jogador".

Saudações caros leitores, [...] a verdade é que podemos enrolar no primeiro post (este sim, postado e mantido na N Party), mas no segundo não, é no segundo que a coisa começa pra valer.

Super Mario Bros. 3Esqueci de citar no post anterior, mas eu tenho uma pôster gigante (60cm X 90cm) da revista Old! Gamer da Editora Europa do Super Mario Bros. 3, a foto do pôster vai estar no último post do Diário, que será somente o ano que vem, caso eu esqueça (cabeça de velho é complicada...), peço que coloquem nos comentários deste futuro post pedindo a foto do pôster. Por enquanto, vou liberar apenas a foto da capa dele, porque ele não é somente um pôster, nele há muitas informações interessantes sobre Super Mario Bros. 3, e ele vai ser um de meus ajudantes nesse diário de bordo.

Agora vamos ao diário...

[...]



Super Mario Bros. 3
"Oh! A abertura!"

Confesso que logo a primeira vista o jogo é bem animado e convidativo, tem músicas bem marcantes e não é toa que todo show de Game Music que tocam Super Mario Bros. 3 o pessoal vai a loucura.

Super Mario Bros. 3O mapa do 1º mundo é bem a cara do Mario, bem simples, como todo jogo da série. Só de jogar esse primeiro mundo, pude perceber muitas coisas que Super Mario World de SNES herdou deste jogo, nem eu sabia. Pude perceber uma presença forte da peninha no jogo, elemento característico e marcante deste jogo, onde o Mario se transforma em Raccon Mario (Mario guaxinim) e tem a capacidade de voar.

O mundo em si havia seis estágios, uma fortaleza (Fortress) e um castelo, sendo apenas 4 dos estágios necessários para se chegar ao chefe deste mundo, incluindo a fortaleza, claro.

Super Mario Bros. 3
"O... o MAPA!"

Como tradição nos jogos de NES, a primeira fase do jogo servia para que o jogador aprendesse a dominar os controles e entendesse as mecânicas do jogo, afinal, não fazia sentido jogá-lo no fogo logo no início.

Super Mario Bros. 3
"É aqui onde tudo começa..."


A segunda fase mostra um cenário diferenciado da primeira, com um chão todo revestido em grama e tudo mais, bem bonito. Deu para ver que capricharam bem no jogo (2 anos de trabalho de Shigeru Miyamoto, Takashi Tezuka e mais um monte de designers e produtores).

Super Mario Bros. 3
"Grama... Legal!"


A terceira fase (que é opcional) segue os moldes gráficos da primeira, mas com alguns desafios que só a Nintendo podia proporcionar. A única real diferença foi um inimigo que soltava um Boomerange e era um pouco mais difícil de matar do que os outros. Essa terceira fase teve mais peninha para a gente se divertir.

Super Mario Bros. 3 Super Mario Bros. 3
À esquerda: inimigo do Boomerange Maldito. À direita: Voe, Raccon Mario!

A quarta fase (também opcional) vinha depois de um bônus (falarei depois no final sobre todos eles) e era a fase mais difícil do primeiro mundo, pois era a primeira fase que se movia sozinha! Eu me impressiono em tê-la passado de primeira. Foi a fase que mais gostei do primeiro mundo, lembrava mundo algumas partes de Super Mario World.

Super Mario Bros. 3
"Ah, sua fase maldita, você não
vai me pegar desprevenido..


Depois vinha a fortaleza (Fortress), depois de um bônus bem estranho, e foi legal de ver como tentavam assustar os jogadores na época do NES, posso dizer que a tentativa foi boa, mas acho que as fases de Castelo do Super Mario Bros. 1 assustavam mais, talvez por serem mais difíceis, e pelo bicho final ser mais feio.

Super Mario Bros. 3 Super Mario Bros. 3
À direita: Ficou bem legal, convenhamos. À esquerda: Eu sou o chefe dessa forteleza e vou lhe derrotar... ... .. .

A quinta fase também gostei bastante, tinha um cenário de gelo misturado com caverna que ficou bem agradável, sem contar que foi a primeira fase que percebi que haviam duas caminhos que davam em um mesmo lugar. Nesse fase apareceu os velhos Buzzy Beetles e tinha a clássica música das telas subterrâneas de Super Mario Bros. 1. Foi também a primeira fase onde houve a presença de água.

Super Mario Bros. 3 Super Mario Bros. 3
"Gelo + Caverna + Buzzy Bettle + Moedas + Água"

A sexta fase também trás uma característica nova: madeira, isso mesmo, trás aquelas plataformas que se movimentam que existem em Super Mario World e que ninguém gostava. Nessa fase, ela aparece pela primeira vez, e vai lhe atormentar até os tempos de hoje. Depois dela e de alguns bônus, finalmente temos o castelo!

Super Mario Bros. 3
"Finalmente chegou a hora de enfrentar
Larry Koopa, aquele bobão!
"


Antes de falar do que todo mundo está ansioso, vou falar dos bônus. Caramba, me impressionou a quantidade de bônus que têm nesse jogo, só no primeiro mundo tem 5 bônus, e isso porque o mundo só tem 4 estágios obrigatórios e uma fortaleza antes do castelo.

O primeiro dos bônus era uma coisa que tinha mais a cara de Zelda do que de Mario, haviam três baús e só poderia escolher um deles. O segundo deles era simbolizado por uma carta de espadas no mapa (o que me deixou intrigado) e era um negócio sinistro de montar uma figura, mas você só tinha uma chance e negócio era difícil pra caramba. O terceiro era um jogo da memória simbolizado por uma carta de espadas andante [?] que aparecia depois de você passar da quinta fase, esse era um pouco difícil também, mas dava pra ganhar alguma coisa. O quarto era igual ao primeiro. O quinto era o desafio do Irmão Martelo, se você o derrotasse ganhava um item, era bem fácil, pelo menos agora no primeiro mundo.

Super Mario Bros. 3 Super Mario Bros. 3
"À direita: Primeiro bônus, muito a cara de Zelda, não? À esquerda: Terceiro bônus, jogo da memória!"

Super Mario Bros. 3 Super Mario Bros. 3
"O estranho segundo bônus simbolizado por uma carta de espadas: Acho que não era bem isso que ele queria..."

Super Mario Bros. 3
"O quinto bônus: Irmão martelo!
"

Agora sim, vamos àquilo que todo mundo espera: O castelo.

Ao contrário do primeiro jogo do Mario, nesse não há um Toad que lhe sacaneia enquanto mostra o dedo médio dizendo que a princesa estava em outro castelo. O estranho é que a situação em questão é totalmente diferente! O rei deste reino havia sido transformado em cachorro por Larry Koopa (que era o filho mais novo de Bowser Koopa, pelo menos em Super Mario Bros. 3), e para o rei voltar ao normal, Mario precisa derrotar Larry e pegar dele o cajado mágico.

Super Mario Bros. 3
"Parece mais Alex Kidd do
que Mario essa parada...
"


Em outras palavras, o "S.O.S." do mapa não era da princesa, mas sim do Toad do castelo (até porque, um cachorro não pede S.O.S.), isso sim é IMPRESSIONANTE! Mas o mais impressionante nessa história toda ainda está por vir.

Os filhos de Bowser estão sempre em Aerobarcos (Airships), e caso você seja derrotado a primeira vez por eles, eles vão para outro local do mapa! Ou seja, você precisa ficar indo atrás de Larry no mapa do primeiro mundo! Cara, como esse jogo é legal, gostei mesmo.

Quando você vai para o Aerobarco, você vê pela primeira vez uma animaçãozinha além da abertura do jogo. Não é bem uma animação, é somente o Mario andando sozinho (como se estivesse sendo jogado por outra pessoa), onde ele corre, depois pula e entra dentro do Aerobarco.

Super Mario Bros. 3
"Dentro do Aerobarco. Agora já
está parecendo Metal Gear...
"


O aerobarco estava cheio de canhões e balas voando para tudo que é lado, foi um pouco difícil, confesso, mas a fase em si era curta como as outras do primeiro mundo, até me impressionei quando vi que já estava enfrentando o Larry Koopa, e mais ainda quando o matei e nem tinha percebido.

Super Mario Bros. 3 Super Mario Bros. 3
À direita: Balas e canhões em excesso. À esquerda: O cajado mágico salvador.

Depois disso, Toad informa que a Princesa Toadstool me enviou uma carta (na verdade, ele só me entrega, nem havia me falado antes, canalha, deve ser herdeiro daquele primeiro Toad que mostrava o dedo médio) e me entrega. É a primeira vez que tem alguma aparição dela no jogo, falando uma coisa que TODOS nós já sabíamos, mas tenho certeza que na época era novidade, e deve ter impressionado muita gente.

Super Mario Bros. 3 Super Mario Bros. 3
À direita: O Rei volta ao normal e nem me oferece um refrigerante... À esquerda: Carta do Capitão Óbvio, quero dizer, da princesa Toadstool.

Super Mario Bros. 3Conclusão: Realmente pude comprovar que Super Mario Bros. 3 é um jogo incrível, fiquei muito entusiasmado para fazer esse Diário de bordo, e agora que iniciei, posso garantir ainda com mais firmeza que o levarei até o fim. Para um jogo da época, Super Mario Bros. 3 inovou bastante, e foi primordial em elementos que seriam usados pelo nosso bigodudo até os dias de hoje, sem contar que se não existisse esse jogo, era muito provável que Super Mario World não fosse tao bom quanto é, porque ele herdou muitas características de Super Mario Bros. 3.

[...]

Para finalizar, tirei muitas imagens do jogo, para conferi-las, clique aqui. Pretendo fazer isso com todos os mundos, então fiquem ligados!

Até mais,
Wolfwood


14 de janeiro de 2011

Escândalo da Juventude ou... meu herói?



Seishun Scandal

Saudações caros leitores deste humilde blog que está com mais poeira do que meu quarto. É certo que faz muito tempo que não escrevo aqui, porém, tenho as velhas desculpas da falta de tempo e paciência, pois falta de assunto não é uma desculpa válida.

Vou deixar o post grande e clássico para outrora, enquanto hoje vou falar de um jogo que conheci a pouco através de meu colega e acionista em 5% neste blog, o Mario Toledo, enquanto o jogo em questão é o Seishun Scandal (nome japonês) ou My Hero (nome americano). Meu colega Mario viciou nesse jogo, embora sempre soubesse que o mesmo era uma... ... ...uma bosta.

My Hero WTF

Fui jogá-lo também, joguei a versão do Master System, que é a mesma que o Mario joga, e realmente ali pude ver o quão bizarro era o jogo. Com gráficos bem simples (digo BEM simples mesmo, o Master System suportava mais do que aquilo que mostraram) e uma música viciante, o jogo mostrou o seu poder de... ... ...de bosta.

Seishun Scandal
"Depois falam que
a vida é mole
"

Essa gif representa as cenas que você mais irá ver no jogo: o cara sequestrando sua namorada na sua frente, em seguida vem um monte de caras que lhe atacam e depois de lhe acertarem 3 vezes aparece a famosa tela de Game Over.

Depois de inúmeras tentativas, consegui chegar no chefe, e derrotá-lo:

Seishun Scandal Seishun Scandal
"Rá! Peguei você seu punk maldito!"

Porém, o jogo se inspirou em Mario Bros, utilizando algo mais sanageiro que o clássico "Thank you Mario! But our princess is in another castle!", que foi você resolver dar uma de bonzinho e tentar consolar o cara que sequestrou sua namorada enquanto a mesma fica toda feliz ao seu lado, e como não poderia deixar de ser, acontece o seguinte:

Seishun Scandal
Bancar o bonzinho dá nisso...

Aí começa tudo de novo, numa fase praticamente IGUAL a primeira, mas descobri que ela é diferente, hum...

Parece que ao todo há quatro fases nesse jogo (cada uma com o mesmo punk de chefe no final), e depois que você termina a quarta fase, volta para a primeira... O Master System não merecia uma coisa dessas, pô Sega, podia ter dado mais valor ao seu precioso console 8 bits.

Agora falemos das diferenças entre a versão japonesa (Seishun Scandal) e americana (My Hero):

Seishun Scandal My Hero


Pronto, passemos para o próximo tópico.



Como podem ver, está escrito na tela de abertura que o jogo foi reprogramado em 1986 pela Sega para que houvesse uma versão no Master System, já que o jogo foi lançado em 1985 pela Coreland para algum sistema desconhecido... hum, informação interessante.

A primeira que passou pela minha cabeça foi "Caralho, se essa versão é uma droga, imagina a primeira versão?", então decidi ir atrás dessa primeira versão desse jogo infeliz cuja alcunha é Seishun Scandal (ou My Hero).

Descobri através de minhas fontes de pesquisa, que essa versão feita pela Coreland em 1985 foi lançada para algum obscuro Arcade da Sega da época, informação que não consegui encontrar com precisão, mas o que importa é que descobri que o jogo estava disponível para jogar no MAME (Multiple Arcade Machine Emulator), onde pude testá-lo (por sinal, foi minha primeira tentativa bem sucedida na utilização do MAME) e retirar alguns dados para a minha pesquisa.

A verdade é que a versão de Arcade é melhor em todos os aspectos se comparado a versão de Master System, além de ser bem mais jogável, pois na versão do Arcade não tem armadilhas sacanageiras ao ponto de você levantar da cadeira e falar "Jogo do caralho", ainda mais se estiver entre amigos. A versão Arcade é muito mais "jogo" do que a versão do Master System, sem dúvidas.

Seishun Scandal
Chuta, chuta, chuta, chuta.

Porém, o mais impressionante dessa versão está no final da primeira fase, após derrotar o punk doidera que sequestrou sua namorada, onde acontece uma coisa que ninguém imaginaria, confiram:

Seishun Scandal
Uou! Por essa ninguém esperava!

Isso mesmo, aparece um samurai do além, que sequestra sua namorada e a leva para o seu mundo, e claro que você vai atrás dele e agora tem que enfrentar os seus servos, que ao invés de serem bandidos mal encarados, são ninjas, isso mesmo, ninjas!

Seishun Scandal
"Oh shit! Ninjas!"

Isso é muito estranho... por que esses caras querem tanto sua namorada? Será que ela faz parte de uma experiência bem sucedida de aumento de prazer na cama ou algo assim? Ou será que essa dimensão é tão precária que o número de mulheres bonitas é tão baixo que eles precisam disputar a esse ponto? Daria para fazer uma boa história com isso se esse jogo não fosse de Arcade e se não tivessem tirado essa característica marcante na versão de Master System (que é só o Punk for eternity).

Seishun Scandal Seishun Scandal
Pô, sacanagem um troço desses!

Mas claro que a versão do Arcade não tem só isso, tem algumas outras inovações como o seu companheiro que pode ajudá-lo (ele está amarrado com cordas, sendo arrastado por um cara mal encarado, se você consegue soltá-lo, ele lhe segue e lhe ajuda, mas é muito difícil controlar os dois ao mesmo tempo) e a bola de fogo "anda logo, mizifi", que aparece do além se você ficar parado por muito tempo em algum lugar, pois os jogos de Arcade daquela época não podiam ter períodos em que os personagens ficassem parados, fizeram isso propositalmente, de forma que isso induz o jogador a evitar ficar em um mesmo local por muito tempo, mas claro que não é tão rápido assim que ela aparece, demora uns 15 / 20 segundos.

Seishun Scandal Seishun Scandal
À esquerda, a bola de fogo "anda logo, mizifi!"; À direita, Eu e eu rosa - controlo ambos ao mesmo tempo.

Claro que a possibilidade de jogar com dois personagens simultaneamente nos dá a possibilidade de fazer algumas coisas engraçadas, embora seja bastante difícil controlar os movimentos, ainda mais quando o personagem rosa só tem uma vida, quando ele morrer, morreu, se bem que ele não ajuda muito mesmo.

Seishun Scandal
"Fuuuuusão! RÁ!"

Enfim, não há muito mais o que falar sobre os jogos, grande parte vocês entendem por si mesmo, analisando as fotos ou jogando mesmo. A versão do Arcade realmente vale a pena ser jogada, eu não cheguei no Samurai, mas foi por falta de tentar mesmo, fico só imaginando quem seria o 3º homem a sequestrar...

Tirei algumas imagens dos jogos, no qual vou fazer questão de colocá-las abaixo, não deixe de conferir!



Versão Master System:

Seishun Scandal Seishun Scandal
Seishun Scandal Seishun Scandal
Seishun Scandal Seishun Scandal
Seishun Scandal Seishun Scandal

Todas as fotos aqui



Versão Arcade:

Seishun Scandal Seishun Scandal
Seishun Scandal Seishun Scandal
Seishun Scandal Seishun Scandal
Seishun Scandal Seishun Scandal

Todas as fotos aqui

Até mais,
Wolfwood