23 de fevereiro de 2025

Crítica: [SNES] Harvest Moon



Saudações àqueles que porventura chegarem até aqui. O blog acumula quilos de poeira, mas hoje tive ímpeto em escrever.

Antes, brevemente, algumas explicações entrelaçadas e desconexas. Muitas águas rolaram de 2013 para cá, porém, meu ímpeto jogatineiro, com grandes oscilações ao longo dos anos, nunca se extinguiu. Minha coleção pessoal também permanece intocável, embora pouco tenha expandido nos últimos quase doze anos. Não pretendo retomar a frequência de postagens, embora a criação de uma nova coluna possa remeter ao contrário. Gostaria, é claro, de fazer outras matérias deste tipo, porém possuo demasiadas desordens na vida no momento para assumir a mais este encargo. Se houver um segundo post dessa coluna, é possível que role em três, sete, doze anos, ou mesmo em tempo algum. De todo modo, enquanto o blogger e seja lá quem for seu dono permitir, manterei este sítio aberto como maneira de preservar o que foi feito em ansas de ócio passadas. Aliás, também lancei duas traduções¹² e um tutorial nesse intervalo.

Vamos ao tópico. O objetivo desta coluna é estabelecer um (breve) exame crítico a jogos eletrônicos que porventura me inspirem a tal. Não se trata de um review, mas de uma discussão - se que é podemos dizer assim - ideológica, concebendo tais jogos como obras de artes acabadas em si mesmas e passíveis, portanto, de serem postos à (modesta) apreciação crítica. Se não consentir com as posições colocadas, tome meu piparote. O jogo de hoje é Harvest Moon, de Super Nintendo, lançado em 1996 no Japão pela Pack-in-Video e no ano seguinte nos Estados Unidos pela Natsume.

                    Fonte: Gamefaqs

Prolegômenos


Harvest Moon é o precursor da famosa série de jogos de manejo de fazenda que por muitos anos levou seu nome e hoje também possui títulos lançados sob o nome de Story of Seasons, devido a uma briga judicial que a nós é totalmente irrelevante. Há uma série de anos, já o finalizei duas ou três vezes (a primeira com um belíssimo status "Péssimo", outra com um "Pode melhorar" e a última não lembro, mas acho que foi um "Bom", ou qualquer dito medíocre do tipo) e este ano, após ser inspirado na minha jogatina de Stardew Valley, resolvi revisitá-lo.

Devo dizer que não sei como consegui levá-lo adiante em tempos pregressos a ponto de finalizá-lo três vezes. O jogo envelheceu mal a olhos atentos. Falo não de gráficos ou de jogabilidade, embora ache que ambos são bem limitados considerando que estamos falando de um jogo de 1996, quando já haviam sido lançados títulos como Secret of Evermore, Chrono Trigger, toda a trilogia Donkey Kong Country, além de Vossa Senhoria Final Fantasy VI evidentemente. Refiro-me essencialmente ao conteúdo. Além da trilha sonora, que é inegavelmente horrível - nas minhas três tentativas prévias, eu o joguei ouvindo a trilha sonora de Metal Gear Solid, peculiaridade que na época me parecera interessante, então eu nem sequer conhecia as músicas do jogo e, bem, cheguei a conclusão que a edição lobonesca anterior tomou uma decisão douta e a atual se inclinou ao emparvecimento.

Antes de falar de sua essência, acho que vale me debruçar brevemente sobre a trilha sonora já mencionada. Em Harvest Moon, se você estiver jogando corretamente (visando ser "bem avaliado" ao final), provavelmente o jogará de modo totalmente repetitivo, pois o jogo te força a uma rotina regrada e extremamente limitada se pretende o "sucesso" esperado. Agora imagine se dar a esse trabalho enfadonho ouvindo, a cada estação (30 dias no tempo do jogo) uma mesma música irritante que tem um loop em menos de um minuto, que só se altera se você se dirige à cidade ou à montanha (onde tocam músicas igualmente curtas e enjoativas). O jogador fica aliviado toda vez que chove, pois nesse caso não há música alguma - uma radiante trégua para seus ouvidos.

Agora sim, o conteúdo.

Fatores de produtividade


Como já mencionei, neste jogo você é avaliado ao final quanto ao seu desempenho. Não vou explicar como esse sistema funciona, mas esse guia (em inglês) o faz melhor do que qualquer outro. Desse modo, impõe-se um conjunto de limites, sendo o tempo o mais óbvio deles (você tem 10 meses ao todo), mas quero enfatizar o de maior interesse a mim, que é o fato de que, dessa forma, os criadores delimitam o que consideram por desenvolvimento e sucesso.

Vamos observar quais são esses critérios:

Categoria Efeito na pontuação Pontuação
máx.
Dinheiro 1pt a cada 1280G 78
Vacas 3pts por vaca 36
Galinhas 3pts por galinha 36
Vigor 5pts cada Baga do Poder consumida 50
Tomates 1pt p/ cada 16 vendidos 31
Milhos 1pt p/ cada 16 vendidos 31
Batatas 1pt p/ cada 16 vendidos 31
Nabos 1pt p/ cada 16 vendidos 31
Afeição das vacas 1pt p/ cada 8 de afeição por vaca 300
Afeição de Maria 1pt p/ cada 16 de afeição 31
Afeição de Ann 1pt p/ cada 16 de afeição 31
Afeição de Nina 1pt p/ cada 16 de afeição 31
Afeição de Ellen 1pt p/ cada 16 de afeição 31
Afeição de Eve 1pt p/ cada 16 de afeição 31
Atualização de casa 16 p/ cada atualização 32
Possuir o relógio 22pt se tiver 22
Possuir amuleto da sorte 21pt se tiver 21
Casar-se 32pt se estiver casado 32
Filhos 16pts p/ cada filho 32
Fator de evolução fazenda 1pt p/ cada 2% desenvolvido 50
Felicidade 1pt p/ cada 32pts de felicidade 31
Fonte: Guia do Gamefaqs feito por the Admiral (em inglês)

Estes são os fatores de "produtividade" do jogo. O primeiro deles, não poderia ser outro, a quantidade de dinheiro que você possui ao terminar. Para obter a pontuação máxima, é preciso manter acumulado 99,840 G. Inclusive, é o segundo item de maior valor, ou seja, acumulem seus capitais para serem bem sucedidos! Em seguida, temos as quantidades de vacas e de galinhas, em que o jogo valoriza se o jogador possuir a quantidade máxima de cada um, ou seja, 12. Passamos para a sua resistência, ou vigor. Este é um requisito que aumenta progressivamente ao consumir cada uma das 10 bagas do poder disponíveis no jogo. Há um jardim na parte superior da fazenda que mostra quantas já foram devoradas pelo jogador, o que já lhe indica desde o começo a importância desse item para o seu "progresso". Estas bagas se encontram em lugares mais ou menos fixos, sendo que duas, em especial, só poderão ser obtidas em eventos especiais (uma ao ganhar uma das edições do festival do ovo; outra ao aceitar vender uma galinha ao camelô no outono, ao invés do comerciante de animais).

Segue-se com cada uma das safras que podem ser feitas no jogo (tomates, milho, batata e nabos). Este item é curioso, pois sua implementação foi (bem) mal executada. Você só conseguirá obter a pontuação máxima nestes itens caso suas safras estejam em ao menos um dos múltiplos inteiros de 496 a 511, pois a partir de 512 (e seus múltiplos) a contagem é resetada a 0! Felizmente, você pode ter o controle antecipado disso utilizando um código para ver antecipadamente a animação de fim de jogo, onde suas estatísticas são exibidas. Posteriormente, temos o fator mais importante para sua pontuação, que é a soma das pontuações de afeição de suas vacas (embora o jogo, por alguma razão, só mostre a pontuação mais alta dentre todas elas). Quanto a este item, não tenho o que reclamar a sua importância - a meu ver, é justo que as vacas estejam felizes e bem tratadas -, apenas de que sua execução, como praticamente tudo nesse jogo, é repetitiva e massante (basta, em linhas gerais, falar com cada uma delas e escová-las todos os dias ou, pelo menos, até atingirem a pontuação máxima - e nunca levá-las para fora, esquecer de alimentá-las ou acertá-las com algum outro equipamento).

            Fonte: Gamefaqs

Seguindo adiante, temos os índices de afeição de cada uma das garotas do jogo. Independente de você ter escolhido se casar ou não, o jogo espera que você obtenha um nível de afeição alto com todas (no mínimo 8 corações de 10). A execução deste item é outra atividade bastante excruciante, pois você terá de gastar, todos os dias, uma parcela razoável do tempo para presenteá-las - pois essa é uma das formas mais rápidas, depois de ficar respondendo repetidamente suas perguntas tediosas, para subir a sua afeição. De acordo com o the Admiral, este indicador também contém o mesmo bug de pontuação da safra, com a diferença que, neste caso, o máximo de afeição que se pode ter é 999 (o que lhe daria 30 pontos dos 31 possíveis).

Há também os critérios que envolvem, diretamente ou não, o casamento. Sendo um deles o próprio fato de estar casado ou não, mas há também as duas atualizações da casa (a primeira te possibilita casar e a segunda a ter filhos), ter ou não o relógio (obtido ao aumentar a casa antes do término do primeiro verão) e, finalmente, ter dois filhos. Outro dos critérios restantes é possuir o amuleto de casco de tartaruga (obtido também ao ganhar uma das edições do festival do ovo).

Por fim, faltam outros dois apenas, sendo eles o índice de evolução da fazenda e a sua felicidade. O primeiro deles é um critério totalmente estúpido, uma vez que é mensurado considerando os blocos ocupados de toda a extensão de sua fazenda. Cada canto "disponível" da sua fazenda necessita estar ocupado com alguma plantação, cerca (desde que não esteja quebrada) ou grama. Esteticamente falando, um índice de 100% tornaria sua fazenda horrorosa. São 2950 quadrados ao todo.
O último índice, a felicidade, é provavelmente o mais complexo, pois pode crescer ou diminuir em função de inúmeros eventos e escolhas, desde ver pássaros pela manhã (positivo) como vender vacas (negativo). Este índice ainda contém um certo aspecto moral, em que, por exemplo, você escolher não ajudar pessoas ou ver o diário das garotas (para saber sua afeição) diminui sua felicidade.

Quero, neste momento, fazer algumas considerações sobre estes coeficientes. Observem os fatores de sucesso são, em boa parte, bastante materiais e pressumem apenas acúmulo e mérito (como o relógio e o casco de tartaruga, além das próprias bagas do poder e "reformas" da casa). As relações humanas que importam são apenas com as garotas (mesmo se você for casado) e a própria relação com seus filhos não faz nenhuma diferença. Você pode simplesmente nunca interagir com seu filho. Ser um pai ausente, portanto, é aceitável e ser um talarico é recompensado. Ao final do jogo, inclusive, há uma cena específica para caso você tenha decidido continuar solteiro e tenha mais de 300 de afeição (mínimo 6 corações) com cada garota. Divórcio, em Harvest Moon, sequer é possível, embora, caso sua esposa esteja com um nível de afeição muito baixo, ela possa ir embora da fazenda - no entanto, basta conversar com ela que esta aceita voltar a morar com você (mesmo que você fique muitos dias sem fazê-lo!), ou seja, não só ser um pai ausente está liberado, como também ser um boy lixo ou um marido de merda.

Sigamos à ideologia.

O que Harvest Moon nos ensina?


O miolo é composto de muita norma. Regras em todas as esquinas. Praticamente não há abertura. Elucido em seguida.

Harvest Moon nos reforça um padrão de sociedade pautado no que é hegemônico. Parece fortemente inclinado à uma espécie de cartilha jesuíta. É interessante me remeter a esse ponto, pois o jogo de fato faz uma mistura de elementos folclóricos, em parte, da cultura japonesa, como se verifica na existência de um kappa ao devolver um peixe ao lago e da presença, em pessoa, da Deusa da colheita ao bater com o machado na fonte misteriosa - que definitivamente não são ícones do cristianismo.

Diversidade? Definitivamente não. Não há pessoas com deficiências (diversidades funcionais) e, evidentemente, como muito se persistiu na série, não há qualquer possibilidade de existência de relacionamentos homoafetivos (neste, sequer há outros "garotos" da sua faixa etária). Pelo contrário, você tem o reforço do machismo, como já foi dito na sessão anterior, mas não se limita só àquilo: o pai de Ellen, por exemplo, sempre está bêbado e o jogo normaliza o fato de sua filha ir "buscá-lo" todas as noites, enquanto o traste, por sua vez, respira aliviado porque "ela" (provavelmente sua esposa) saiu. Outro cenário: ao se casar, sua esposa (independente de qual delas seja) perde completamente sua personalidade, vestindo uma roupa horrorosa e perdendo seu estilo por completo, se tornando apenas um estorvo, visto que é preciso agradá-la (sendo mais difícil fazê-lo casado do que quando solteiro), enquanto esta não se envolve nas atividades do rancho, tampouco sai dele (exceto em festivais) para fazer absolutamente qualquer coisa.
Ainda dentro deste tópico do machismo, vamos analisar outras situações. Na montanha, só vemos homens (exceto Eve aos finais de semana, por conta do seu avó morar lá). Na verdade, qualquer trabalho "duro" é feito apenas por homens (o caçador, os lenhadores, o pescador e o inventor de ferramentas são todos homens, enquanto que a florista, a parteira e a cozinheira são mulheres). O prefeito, como era de se esperar, é um homem também. Ann, que gosta de inventar coisas, é representada como uma desastrada, que nunca cria máquinas funcionais - e também não cozinha bem, de acordo com o seu pai, afinal, quem cozinharia numa casa onde mora um pai e uma filha, não é mesmo?

Evidentemente que pode-se ponderar algumas coisas, mas são migalhas. Nina não tem pai e sua mãe a sustenta vendendo flores e grama; enquanto Ann, por outro lado, não tem mãe - embora, por sua vez, pareça ser a responsável por cozinhar, como já foi dito. Eve é órfã e vive com o avô, enquanto trabalha com o tio (acredito eu) no bar a noite. A mãe de Ellen e possivelmente a parteira são pessoas de fenótipo não branco, embora esse tipo de avaliação é difícil em um punhado de pixels. Basicamente, esses são os poucos cacos de variedade encontrados na lupa.

Nesta direção, o que concluo é que Harvest Moon não nos ensina nada novo, apenas reforça um padrão de vida problemático (por impossibilitar qualquer variação), dominante e unidirecional, onde só existe a heterossexualidade e nosso objetivo de vida é prosperar, casar e ter filhos, para retroalimentar esse sistema. Trair ou talaricar não é um problema, ser um pai ou marido ruim não é repulsivo, desde que traga dinheiro e mantenha o sistema.

Bem, a este ponto estou cansado de me dedicar ao lápis digital. Se me ocorrer novos insights, faço atualizações. Por ora, regresso ao ataúde.


Até mais,
Wolfwood


21 de fevereiro de 2014

O que ZEMO jogou em 2013, raios?



Eu nem mesmo tenho um blog de games. Me manifesto gamisticamente apenas no fórum The NES Archive, no Projeto Jogatina e no Backloggery. O que faço aqui? Bom, tempos atrás, lendo as Memórias de um Lobo de Madeira, achei muito louco um relato que o Lobim fez sobre as jogatinas dele de 2011. Insisti para que ele fizesse a de 2012 também, e eis-me aqui fazendo a minha própria de 2013. Graças a sites como o Jogatina e o Backloggery, é possível fazer um rastreio mais ou menos preciso das jogatinas dos últimos tempos, e por isso me animei a fazer a minha, principalmente a título de balanço, para verificar se após entrar para o mundo das jogatinas de computador, via Desura e Steam, o quanto isso ocupou da minha linha do tempo que até então era dominada pelos consoles de videogame.

O que era para ser feito, e não foi


Copiando a fórmula do Lobim, vou começar pontuando jogatinas que iniciei e não concluí, jogos que queria ter terminado mas não consegui, ou jogos que nem mesmo toquei os dedos. Vou começar pelo jogo que me convenceu a entrar no mundo do Steam: Machinarium.



É um jogo já bem conhecido, uma lindeza de point & click robótico. Todos me disseram que era um passeio no parque, todos disseram que terminaram em um dia, em uma sentada, em poucas horas. Comecei a jogar no dia 10 de janeiro. Algum tempo depois, travei nesta tela aí dos músicos e não consegui mais avançar muita coisa. Estou travado até agora e isso tem sido muito punitivo, tipo “só eu não consigo”! heuheauhaeu

A segunda frustração do ano foi este joguete aqui: Rock & Roll Racing japonês!


R&RR foi um dos meus 5 primeiros jogos de SNES, ou seja, foi um dos jogos que mais joguei na vida. Comprei esta versão muito tempo depois, já nos anos 2000, das mãos de Sunda. Faz tempo que estava nos meus planos detonar a versão japonesa do início ao fim, como desculpa pra voltar a jogar este jogo mesmo tendo mais de mil jogos na fila que não terminei ainda. Acabei passando mil jogos na frente dele, e o cartuchinho lindo ainda aguarda a chance de testemunhar minhas acrobacias aéreas com o fuscão. Por outro lado, o Famicom Invisível sorriu para mim mais uma vez e, pouco antes do fim do ano, a grande notíca: Motor Rock!! Um R&RR rebimbado lançado pro Steam com multiplayer, Larry Huffman, sonzera e tudo o que o peão merece. Foi direto pra wishlist! Mas como tudo que é bom dura pouco, o jogo já foi tesourado do Steam, aparentemente por conta de violação de direitos autorais (que surpresa).


Mas a grande frustração do ano é um port razoavelmente bom de um jogo de fliperama pro Super Nintendo: Knights of the Round!


Esse chefe sozinho aí da foto me arrancou mais vidas do que os peixes e patos de Battletoads e os buracos no infinito de toda a trilogia Ninja Gaiden. Cheguei a chegar muitas vezes no Garibaldi, que é o chefão final e é MUITO MENOS APELÃO que o moedor de carne ali em cima, mas mesmo assim, surpreendentemente, dolorosamente, não consegui vencê-lo de jeito nenhum. Cheguei nele umas vinte vezes e fracassei em todas. Vergonha sobre mim.

Conheci quando comprei



Como comecei a jogar algumas plataformas pela primeira vez em 2013, isso aconteceu algumas vezes. Não poucas. Mais do que o costume. Consoles antigos e conhecidos nos fazem correr atrás de jogos principalmente conhecidos, queridos, sonhados. Consoles novos trazem surpresas. A exceção que confirma esta regra foi o primeiro jogo que terminei no ano: Circus Caper.


Este foi o caso de um jogo completamente desconhecido pra mim, de meu console predileto, mas que achei por uma miséria sendo vendido completo: abracei na hora. Ele ficou na geladeira aguardando para ser testado até que vieram as férias e, no dia 5 de janeiro, tive a graça de fincar o fitão cinzento no Top Loader pela primeira vez na vida. Fiquei positivamente grato ao ver que o jogo era de plataforma e não me surpreendi com bugs como os desta fase aqui em que seu boneco fica preso em alguns becos sem saída:


Acabei terminando o jogo na primeira sentada, ao contrário do Machinarium.

Quanto às plataformas recém-adquiridas, destaque para Steam e Desura, através das quais conheci centenas de jogos novos, bons e baratos. Os Humble Bundles e Indie Royales da vida foram a marca de 2013, sempre comprando muitos jogos desconhecidos. Nesta toada, tive o prazer e a sorte de conhecer jogos extremamente viciantes como:

Splice, um puzzle estrutural descabelante:


Field Runners, um Tower Defense desgraçadamente viciante:


Knights of Pen & Paper, um modelo de RPG minimalista bolado e implementado por uma equipe brasileira de desenvolvedores e que não consegui parar de jogar até fazer tudo o que fazia sentido fazer.


Dentre estes ilustres desconhecidos, dos quais os três anteriores foram os que mais joguei no ano que passou, destacaram-se nas minhas jogatinas alguns jogos memoráveis, que não tenho como deixar passar em branco: verdadeiros amores à primeira vista…

McPixel, um joguinho com gráficos altamente pixelizados, com cenários e desafios que - mesmo sofisticados demais para a comparação - lembram a sensação de se jogar Atari no início da década de 80: que raios eu tenho que fazer nessa maluquice? Essa é a deliciosa sensação de novidade que o jogo entrega para você, mesmo depois de você morrer pela centésima vez na mesma tela estática.


Jamestown, um dos jogos de navinha mais sofisticados que já joguei. Não, não é por causa dos gráficos, nem da dificuldade, nem do design de fases, nem por nenhuma característica individual. Este jogo se destaca por ser uma conjunção astral, uma colagem magistral de elementos canônicos (e até originais, como o multiplayer para até 4 jogadores simultâneos) do gênero, resultando em um jogo absolutamente rejogável, nada enjoativo, desafiante, lindo, atraente e sedutor.


Hotline Miami, um jogo de violência extrema, desde o tema até a execução, ou as execuções, já que há mil e uma maneiras de preparar neston nesse jogo. Só não concluí todas as missões e desafios possíveis e imagináveis porque 2013 foi "O Ano do SNES".

Joguei até com a mão nas costas



Chegamos a 2014 com 318 jogos de SNES na ludoteca. Em janeiro de 2013 eu estava com menos de um terço deste monte de jogos terminados. Menos de 100 jogos terminados de SNES. Enquanto mirava estes números revelados pelo Backloggery.com, o Famicom Invisível em pessoa me revelou ser seu desejo onipontente que eu alcançasse a marca de 100 jogos de SNES terminados no ano de 2013, que doravante seria conhecido como “O Ano do SNES”. Eu disse “amém”. Graças a esta epifania, em 2013 eu joguei SNES até sair sangue.

Dentre os mais de 200 jogos dali que eu ainda não havia terminado, selecionei uma lista com jogos que eu nunca tinha terminado, e ao mesmo tempo julguei que conseguiria jogar simultaneamente com os outros afazeres da vida que levo com minha identidade secreta: um pai de família comum. Desta lista (na qual constavam tanto o R&RR japonês quanto o Knights of the Round), consegui terminar os seguintes, não necessariamente nesta ordem:

Mega Man X3

Dentre estes todos, Mega Man X3 me decepcionou muito pela repetição de inimigos pelas várias fases, pelo excesso de "chefes aquáticos" e pelas músicas que não me pegaram como eu esperava após curtir tanto nos outros jogos da série. Na verdade, há pelo menos 4 chefes com o mesmo padrão de ataque, nem parece que estou jogando Mega Man... depressão total.


Nankoku Shounen Papuwakun

Este jogo não consta em minhas memórias de catálogos de locadoras, nem de revistas de videogame, nem mesmo de comentários de amigos da época. Foi um jogo que conheci tardiamente, por acidente através do Youtube. É um jogo simples, porém muito bem feito, sendo que - ao contrário do caça-níqueis chamado Mega Man X3 - não repete um só inimigo ao longo das trocentas lindíssimas fases de jogo que apresenta. Foi uma delícia jogar do começo ao fim.


Dossun! Ganseki Battle

Quem me conhece minimamente percebe que gosto pacas de puzzles. O SNES é recheadíssimo, e o Dossun! é um daqueles jogos que você chora lágrimas de sangue por nunca terem portado pro ocidente, o que causou o desconhecimento total dentre os jogadores e, consequentemente, a raridade de parceiros de batalha. Seguindo a orientação do Invisível, decidi finalmente terminar esse jogo no modo padrão de jogo e foi delicioso, pois os adversários não se entregam fácil. Espero um dia conhecer muitos jogadores dessa bodega para fazermos uma noitada de Dossun! Ganseki Battle!!


Dragon Quest

Uma das minha últimas psicopatias foi ter encasquetado de jogar os RPGs japoneses da gameteca simultaneamente com suas contrapartes traduzidas. Em 2013, tive a graça de jogar Dragon Quest no Super Famicom, através do cartucho Dragon Quest 1 & 2, ao mesmo tempo em que joguei Dragon Warrior de Game Boy, na fita Dragon Warrior I & II. Um par de remakes em plataformas diferentes, mas que pretendi jogar ambas no SNES. Para a minha desgraça, perdi o save da fita de SFC 3 vezes e tive que me contentar em jogar no emulador Snes9x no Wii. Percalços à parte, mergulhei de cabeça e cheguei a desenhar os mapas de todos os labirintos do jogo, menos do castelo final, que desencanei. Uma das telas do jogo acabou se tornando minha imagem de capa do Backloggery:


Os demais jogos de SNES que terminei pela primeira vez em 2013 foram os seguintes:

Bonkers
Captain Commando
Clay Fighters 2
Dragon Ball Z: Hyper Dimension
FIFA International Soccer
Hoshi no Kirby 3
Joe & Mac
Super Bombliss
Takahashi Meijin no Daiboukenjima
Teenage Mutant Ninja Turtles: Tournament Fighters
Tiny Toon Adventures: Buster Busts Loose!
World Heroes 2

A maioria são jogos fáceis e rápidos, o que tem muita relação com o meu tempo escasso pra jogatinas neste ano que passou.

Jogando no momento



No momento, tenho jogado 3 jogos do projeto mais ousado de videogames que já me meti a fazer. Comecei em 2013 a jogar três versões simultâneas do Final Fantasy III de SNES: a versão original japonesa (Final Fantasy VI), sua tradução oficial para o inglês e a tradução não-oficial do romhacker Sandman para o português brasileiro. Não é a mesma coisa que se jogar uma única versão. Nesta tríplice aventura, é possível verificar que algo deu certo ou errado em uma jogatina e alterar ou manter o curso nas outras. Está sendo divertidíssimo e pretendo concluir a missão no máximo em julho de 2014. Assim como fiz na jogatina Dragon Quest/Dragon Warrior, tenho jogado as versões originais em seus consoles e cartuchos originais, e o romhack no Wii. Não tive problemas até então com bateria, que continue assim até o final!!

E por fim… estatísticas!



Achei divertido consolidar os números de 2013 e montei alguns gráficos. No primeiro gráfico, de jogos terminados por consoles, podemos ver que os consoles em que mais terminei jogos foram justamente o SNES (do chamado do Famicom Invisível) e o Steam (por passar muito tempo diante do computador). Curiosamente, em terceiro lugar, aparece o Game Boy velho de guerra:


Entretanto, consolidando-se todos os consoles por tipo de plataforma, fica claro o cenário. Um dentre cada quatro jogos terminados este ano foi um jogo de computador. Por que me admiro com isso? Porque até 2012, jogar videogame no computador era para mim uma piada e hoje parece que se tornou realidade:


Por fim, achei por bem fazer um gráfico para visualizar a pizza de jogos terminados de 2013 fatiada por gêneros e verifico que, mesmo entrando para o mundo dos jogos de computador, com gêneros ligeiramente diferentes dos jogos de videogame, os três gêneros de jogos que mais terminei neste ano que passou foram Plataforma, Luta e Navinha (Shmup). Isso reflete bastante meu gosto, curiosamente. Por outro lado, já é possível ver ali um tal de "Tower Defense". Sinal dos tempos...


E que venha 2014!!

Até mais,
ZEMO


PS Lobonesco: Eu ainda vou fazer o meu em algum momento, aguardem! =~

12 de novembro de 2013

Declaração sobre o ROMHacking feita em 2011 (versão original)



Eis que surjo da minha tumba imaginária (ou deveria dizer das montanhas universitárias bauruenses?), para fazer um post rápido em que faço uma cópia de uma declaração feita em dezembro de 2011 pelo facebook e que achei importante ter uma versão pública de um texto que mantém-se, em sua grande maioria, ainda bastante atualizado quanto ao seu conteúdo.

Já desisti de fazer posts em que explico o por quê de minha ausência nesse longo período de tempo que se deu. Tenho pelo menos uns 3 ou 4 rascunhos de textos diferentes não-finalizados que provavelmente jamais irão ao ar, por estarem com desculpas motivos desatualizados.

No entanto, não abandonei este meu querido canto de histórias. Talvez devesse ser um pouco mais alternativo por aqui, é, vou pensar nesse caso. Pode ser que fazer postagens mais curtas, com algum conteúdo, seja o caminho. Tenho me expressado pouco publicamente atualmente mesmo.

Em todo caso, segue o texto aí. (as partes em itálico foram alguns erros que arrumei)

Para muitos essa declaração poderá parecer estúpida, imoral e quaisquer outras palavras que muitos podem pensar que não me vêm a mente agora, mas a verdade é que estava revendo alguns fatos e realmente vejo que quase ninguém nunca parou para pensar nisso que vou falar agora.

Fica aqui meu agradecimento e reconhecimento a todos os ROMHackers (e ISOHackers), tradutores, revisores, editores gráficos e todos aqueles que já se envolveram com algum tipo de modificação em jogo (no qual inclusive eu estou neste grupo). Estes traduzem jogos não com o intuito de vender, ganhar reconhecimento (embora existam e já tenha existido pessoas que entraram no ciclo com o intuito de ganhar fama e reconhecimento - saíram assim que viram que não daria em nada e que era muito mais difícil do que imaginavam) ou dinheiro, mas sim apenas de fazer uma mudança naquele jogo que tanto gosta.

Pode parecer algo muito simples, mas é um processo que exije estudo e uma prática exaustiva, o apoio é pequeno, porque o número de pessoas que desistiram de continuar no ramo após ver a dificuldade é muitíssimo maior do que as pessoas que decidiram continuar, por puro amor àquele jogo que gosta.

O preconceito de quem é de fora é muito grande, a palavra "Hacker" assusta, mas o hacker é aquele que modifica, na maioria das vezes, não de forma maligna ou prejudicial às pessoas. Muitos creem que é idiotice fazer aquela modificação de cenário ou tradução daquele jogo para o seu idioma, jogo este que você gosta tanto.

O ROMHack é uma forma totalmente humilde e, ao meu ver, a mais verdadeira possível, de se mostrar o quanto você gosta de um jogo, pois você quer torná-lo ainda mais agradável, fazendo modificações que dão um trabalho imenso (pois você, como simples usuário, não tem as ferramentas industriais e se utiliza dos clássicos métodos rudimentares), que lhe tiram horas e mais horas de pesquisa analisando códigos hexadecimais insensantes, tudo isso apenas para fazer uma modificação em um jogo sem ganhar absolutamente nada para fazer aquilo, apenas por satisfação pessoal.

Lembro do dia em que vi a notícia que um homem modificou o conhecido jogo Chrono Trigger de Super Nintendo, no qual sua namorada adorava, e utilizando ele fez um cenário totalmente novo, colocou vários personagens do jogo nele, todos eles falando sobre lembranças do relacionamento deles (no caso, do homem que modificou e sua namorada) e no final de tudo, no último personagem, ele falava algo como "Agora preste atenção neste homem que está de joelhos ao seu lado, lembre-se que ele a ama muito!", e neste momento, o homem tirou uma aliança e a pediu em casamento. Já vi diversos tipos de pedidos de casamento, mas para mim, nenhum superou esse.

A discussão da legalidade ou ilegalidade do ROMHack é algo que apareceu várias vezes em discussões em fóruns e tudo mais, a verdade é que tudo depende de uma questão de ponto de vista, é uma discussão tão longa que tornaria este discurso mais longo ainda. Apesar disso, existem pessoas neste ramo (quem me dera dizer que são muitas, foram muitas que passaram, pelo mundo inteiro, existem ROMHackers norte-americanos, brasileiros, chineses, coreanos, alemães, gregos, poloneses, franceses, espanhóis, costa riquenhos, árabes e de muitas outras partes do mundo), todos eles com um único intuito: demonstrar o amor sincero que se tem por um jogo. Talvez amor não seja a palavra certa, mas a verdade é que todos nós, jogadores, temos algum jogo que nos cativa mais, que nós faz entrar em longas discussões por ele, por mais que tentem, ninguém vai conseguir mudar isso da gente.

Mas e aí, qual a opinião de vocês?

Fonte: Este post meu de 2011 no facebook

Não que hoje em dia não pudesse escrever um outro discurso desses, com algumas melhorias inclusive, mas esse aí já estava pronto mesmo e como sigo o legado da humildade, preferi me manter a esse discurso simples, pois esse é o caminho. A ideia que pus nele é o fator principal que me incentivou a querer colocá-lo à tona para o público. Além disso, o fato dele ser curto (ou menos longo do que eu poderia escrever) é interessante, pois ele sintetiza a ideia em questão.

Mal saberia eu que pouco tempo depois, minha vida mudaria completamente e eu deixaria de postar com frequência aqui nesses encantos lobonescos.

Por hoje é só, pessoal.

Até mais,
Wolfwood


10 de janeiro de 2013

E afinal, o que diabos o Lobim jogou em 2012?



Coleção pessoal Lobonesca

Saudações caros leitores deste humilde blog, talvez hoje mais humilde do que nunca, pois pode ter parecido que os abandonei neste ano que passou a pouco, mas garanto que em um momento não muito distante darei as satisfações do meu longo período de ausência.

Recentemente (ou nem tanto) criaram um outro meme na blogosfera retro-gamer, semelhante ao que teve em 2011, com o nome "O que você jogou em 2012?", o qual, como o próprio já diz, versa sobre o que o autor do post em questão jogou no ano que, no momento, estava para acabar. Dentre jogos novos e antigos, o importante era que você falasse o que havia jogado, um pouco de suas experiências e jogos que havia conhecido no processo.

Não fui chamado para participar. Não é para menos, o Memórias de um Lobo de Madeira é consideravelmente pequeno (pelo fato de ser inteiramente pessoal) e eu fiquei um ano inteiro sem postar por motivos que não vou explicitar aqui neste post. Com isso, não irei participar do meme, ou melhor, irei sim, mas não vou entrar no ciclo de compartilhamento de links, porque o clímax do mesmo já foi (o meme foi lançado dia 12/12, digamos que haveria um pequeno atraso de 29 dias).

Eu nem ia fazer essa espécie de retrospectiva, confesso. Pretendia fazer um post de esclarecimento (o qual já estou bolando minhas excelentíssimas desculpas), mas decidi fazer principalmente devido a um comentário de meu amigo ZEMO no fim do ano passado elogiando o post do ano retrasado mesmo sem ter divulgado nada a respeito com o mesmo. Além disso, precisava matar a saudade escrevendo um pouco para vocês!

Enfim, vamos logo começar essa bagaça!

O que era para ser feito, e não foi



Final Fantasy IV Photobucket

Vamos começar pela parte mais dolorida para ver se o pessoal esquece dela logo e não comenta nada. Eu gostaria de ter zerado ao menos um RPG com história este ano, só terminei o diabos do [GBA] Pokémon Emerald que não tem história, portanto, não conta. Tinha até reservado o [SNES] Final Fantasy II / Final Fantasy IV para terminar, mas pelos mesmos motivos que não consegui postar por aqui ano passado, também não consegui fazê-lo.

Joguei muito pouco de Mega Drive. Embora ansiasse jogar, não consegui obter um controle de Mega Drive que funcionasse adequadamente, fator que me fez deixar o console (um dos meus) aqui em casa como um enfeite em cima da minha televisão de tubo, infelizmente.


NES do Lobim

O mesmo aconteceu com o Master System e o NES. No caso do primeiro, demorei bastante tempo para conseguir um controle que funcionasse adequadamente (e quando consegui, não joguei, cáspita!), no momento estou com dois controles bons e jogando algumas partidas de Great Voley com meu irmão mais velho. No caso do segundo, eu demorei muito tempo para conseguir um console funcional e ainda não consegui 100%, pois um dos meus funciona, mas não reconhece todos os jogos, preciso abrí-lo e dar uma limpada geral, coisa que devo fazer assim que possível.


Encerrando a parte de sistemas, eu ainda não consegui fazer meu Sega CD funcionar, pois preciso de um cabo AV para o meu Sega CDX e de um controle de Mega Drive, que falta me faz um desses... Meu PSX também está parado, o leitor dele não funciona legal, preciso arranjar um outro ou mandar arrumar este, o meu amigo Jomon até me deu de presente um Metal Gear Solid para jogar!

Além disso, não terminei nenhum The Legend of Zelda, nem que fosse para dizer que não gosto de fato da série. Comecei a jogar o [NDS] The Legend of Zelda: Phantom Hourglass com a tradução em que inclusive ajudei na revisão gramatical dos textos, mas acabei parando no processo. Também não terminei nada relacionado a Metroid, atualmente a série encontra-se na mesma posição do Zelda.

Conheci nas andanças Lobonescas



Firepower 2000 Firepower 2000

Impossível não recordar-me de [SNES] Firepower 2000 quando falo dos jogos que conheci procurando por aí. Estava olhando um top 10 de jogos obscuros do sistema quando me deparo com este jogo que era o único da lista que nunca tinha ouvido falar. Curti tanto o estilo que corri atrás de comprar um, mas ainda preciso pegar para dar uma treinada que o jogo é difícil pra caramba! Trata-se de um shooter no estilo do [NES] Jackal, bem dinâmico, com inimigos atirando em você a todo momento.

Claro que este não foi o único, outro que já conhecia de tempos de andanças e que só fui desfrutrar em sua totalidade (leia-se: terminá-lo de fato) ano passado foi o [SNES] The Firemen. Foi um jogo que tive que me segurar bastante para não terminar em emuladores, havia chegado até a terceira fase e resolvi parar para jogá-lo de verdade no próprio console, o que só aconteceu ano passado. Este é um jogo único, só jogando para entender o tamanho do dinamismo do mesmo.

The Firemen Photobucket

Mas nem só de SNES vive o lobo! Também conheci outros jogos como [SMD] Dynamite Duke, [SMD] Dick Tracy, [NDS] Professor Layton and Unwound Future, [SAT] Power Stone 2, [SCD] The Amazing Spider-Man vs. The Kingpin, [NES] Snake's Revenge, [NES] Silver Surfer, [PCE/SMD] Devil's Crush, [PCE] Ninja Spirit, entre outras grandes pérolas.

Conheci quando comprei



Essa seção deverá ser um pouco mais extensa que as outras, porque esse ano fui mais ousado neste quesito. Batalhei contra o meu pão-durismo, praticamente superado, em prol de conhecer pérolas nos próprios sistemas, e é claro que grande parte foi de Super Nintendo, é óbvio.

Ao contrário do ano passado, que arrisquei com jogos relativamente famosos como Demon's Crest, este ano fui mais ousado e comprei jogos bem menos famosos... é certo que quebrei um pouco a cara com alguns, mas no meio disso encontrei alguns jogos um tanto quanto interessantes. [SNES] Xardion, por exemplo, é um jogo de plataforma relativamente desconhecido e não pensem que é ruim não! [SNES] Kid Klown in Crazy Chase é outro bem divertido também.

Xardion Xardion

Kid Klown in Crazy Chase Kid Klown in Crazy Chase

Mas não deixei de conhecer grandes clássicos pessoalmente. Destaque para três shoot'n ups famosos: Super Aleste (Space Megaforce), Pop'n Twinbee e Axelay, os três de Super Nintendo. Graficamente falando são magnifícos, a jogabilidade dos mesmos é bem dinâmica, além de terem uma dificuldade considerável, ainda não tive paciência de sentar e terminar algum deles.

Super Aleste Super Aleste

Pop'n Twinbee Pop'n Twinbee

Axelay Axelay

Outro grande clássico do sistema que conheci quando comprei foi o grandioso Lost Vikings 2, uma mistura excelente de quebra-cabeças com plataforma que ficou muito bem dosada, eu realmente curti!

The Lost Vikings II The Lost Vikings II

Claro que não vivo só de SNES, embora esse ano tenha exagerado um tanto na dose... mas não tem problema, tem um monte de coisa boa mesmo! Conheci quando comprei outros jogos como [GBA] Blackthorne e [N64] Perfect Dark, jogos que conhecia mais de nome e fama do que as versões propriamente ditas, confesso que não fiquei arrependido. Vale citar o meu amigo Zanaffer Oni que me ensinou umas manhas no Perfect Dark, jogar com dois controles cada um no modo aventura com ele foi animal!

Blackthorne Blackthorne

Perfect Dark Perfect Dark

Joguei até com a mão nas costas



Aqui está um dos que mais joguei, King of Dragons. Sensacional beat'n up, clássico dos fliperamas, que só fui conhecer em seu port para o Super Nintendo. Conheci grandes manhas com o meu amigo Celso Affini, provavelmente foi um dos jogos que mais joguei do sistema esse ano.

King of Dragons King of Dragons


Junto com o King of Dragons, o jogo que mais joguei do sistema foi o grandioso [SNES] Rock N' Roll Racing, que para mim é o melhor jogo de corrida do sistema. Joguei tanto, mas tanto, que cheguei a passar o primeiro mundo inteiro jogando com uma mão só (sem usar o L e R!), preciso treinar mais essa habilidade!

Rock N' Roll Racing Rock N' Roll Racing

Outro que joguei bastante foi o [N64] Mario Party 2, um dos melhores multijogadores do console, além de ser um dos poucos jogos que meu irmão simpatiza em jogar. Além dele, peguei emprestado por um tempo (e adquiri recentemente um original) o [NGC] Mario Party 7. Perdi as contas de quantas jogatinas com os amigos participei com estes jogos!

Mario Party 2 Mario Party 2

Mario Party 7 Mario Party 7

A grande revelação do ano pra mim, e o único jogo que foi capaz de me deixar afastado por 3 semanas do SNES, foi o [NGC] Metal Gear Solid: Twin Snakes, cara, que jogão! Eu como fã de Metal Gear fico realmente feliz por ter terminado mais um jogo da série, agora só preciso encarar de adquirir uns consoles mais novos e zerar o que falta...

Metal Gear Solid: Twin Snakes Metal Gear Solid: Twin Snakes

Este ano também voltei a adquirir jogos de DS! Continuo com poucos jogos, mas todos grandiosos! Vale a pena citar dois jogos que joguei bastante, terminei (pela segunda vez, ambos) e recomendo fortemente: Might & Magic: Clash of Heroes e Professor Layton and Unwound Future.

Might & Magic: Clash of Heroes Might & Magic: Clash of Heroes

El profesor Layton y el futuro perdido El profesor Layton y el futuro perdido

Quebrei alguns paradigmas pessoais e joguei Pokémon também. Coisa antiga, obviamente, pois havia adquirido o Pokémon FireRed e o Pokémon Emerald, só acabei terminando este último, como havia dito anteriormente.

Pokémon Emerald e FireRed Pokémon Emerald e FireRed

Enfim, o grandioso PC Engine



Um espetáculo, sem dúvidas, foi um sonho que consegui realizar este ano. O PC Engine foi um console que conheci de nome durante por volta de 2008 / 2009 e, quando comecei a colecionar, anseava para conseguir ter um, decisão que só fui tomar quando joguei um pela primeira vez durante um encontro retro-gamer.

Vendi o meu cabelo, fiz muitas economias, abdiquei presentes de natal e diversas outras coisas para conseguir comprar o aparelho. Demorei 5 meses para pagar todo o pacote e fiquei esperando mais 2 para chegar, mesmo sendo paciente, não posso negar que estava com uma pequena ansiedade. Quando chegou, foi uma maravilha! Tenho fotos e tudo mais. Foi muito importante para ajudar a aliviar-me da situação instável a qual me encontrava.

Desde que comecei a colecionar, sem dúvidas, o PC Engine foi meu maior esforço até o momento, nem preciso dizer o carinho especial que tenho por ele. Claro que ele não seria nada sem os jogos! Como só tive dinheiro para comprar a versão HuCard, apresento-lhes um pouco do meu esforço.

O título que tive o prazer de conhecer por inteiro no aparelho foi o clássico Bomberman '94, com áudio e graficamente melhor que o seu port para o Mega Drive (o Mega Bomberman). Foi o primeiro jogo que terminei e confesso que foi uma excelente jogatina, depois de um pouco de estresse naquele último chefe malandro.

Bomberman '94 Bomberman '94

Claro que não poderia deixar de adquirir o maior clássico do sistema, o PC Genjin - Pithecanthropus Computerurus (Bonk's Adventure na versão americana), jogo mais vendido do sistema e o primeiro da série do mascote da NEC. Não terminei ainda, falta-me uma dose de paciência, mas provavelmente o farei ainda este ano!

PC Genjin - Pithecanthropus Computerurus PC Genjin - Pithecanthropus Computerurus

Por fim, o segundo (e último, por enquanto) jogo que desbravei no sistema, Splatterhouse, a versão caseira japonesa sem censuras, jogo sensacional e desafiador. Posso dizer que rendeu uma excelente jogatina! Mais longa que o Bomberman '94, pois precisei pegar todas as manhas do jogo.

Splatterhouse Splatterhouse

Jogando no momento



Claro que ainda temos objetivos a cumprir, a jogatina em si nunca acaba, pois sempre tem aquele título totalmente excelente aguardando a fim de ser desbravado! A menos que você seja um desses maricotas que só pensa em jogar coisa novinha, facinha, multicolorida, cheia de tutoriais e não querer passar por um grande desafio de verdade.

No momento estou com jogatinas bem diversificadas, começando pela a que mais estou me dedicando: [NDS] Henry Hatsworth in the Puzzling Adventure, pela 4ª vez, com a diferença de que agora meu objetivo é terminar no modo Gentleman (ou modo AGORA FUD**!). Estou pensando (e movendo os dedos para tal) para tomar a tradução do jogo novamente, então fica aqui a notícia!

Henry Hatsworth in the Puzzling Adventure Henry Hatsworth in the Puzzling Adventure

Como todo bom jogador, apontei de olhos fechados para um dos cartuchos que tenho aqui e decidi "Agora é você, meu excelentíssimo cartucho!" e nesta brincadeira toda o escolhido foi o (difícil) [SNES] Super Turrican 2, jogo no qual estou desbravando aos poucos, mas não está sendo nem um pouco fácil.

Super Turrican 2 Super Turrican 2

Não apenas de jogos de plataformas vive o Lobonesco! Decidi aventurar-me, pela primeira vez, em jogos de navinha (shoot'n ups) e escolhi logo de cara um bem treta pra começar! Trata-se do [PCE] Super Star Soldier (achou que havia acabado a sessão PC Engine?), um magnífico shoot'n up do sistema que leva o selo de qualidade no gênero.

Super Star Soldier Super Star Soldier

E por fim...



Parece que joguei coisa pra caramba no ano que passou, mas muito do que está aí eu nem joguei o quanto queria (muito menos cheguei perto de terminar). Entretanto, aproveito para dar um sincero agradecimento para o pessoal dos eventos retro-gamers, tanto da Comunidade do Mega Drive quanto do NES Archive, em meio ao meu ano corrido, foram com eles que pude fazer grandes jogatinas, bater um papo e descontrair a beça.

Finalizando este post, que veio depois de um longa pausa de pouco mais de 1 ano, agradeço a você, caríssimo leitor, por ter tido a imensa paciência de ter chego até aqui nesta leitura. Não deixe de comentar, afinal, a interação é sempre válida. Esperamos que possa, por fim, postar mais. O meu próximo post, que pretendo fazer em breve, vai ser o meu esclarecimento do por quê de tanta demora, além de outras temas importantes como a Cruzada 32X.

Até mais,
Wolfwood